Monday, March 10, 2014

Transtornos do plexo braquial - Prevenção

Transtornos do plexo braquial - Prevenção

5 PREVENÇÃO
A prevenção dos transtornos do plexo braquial (11.3.8) relacionados ao trabalho consiste na vigilância dos
ambientes, das condições de trabalho e dos efeitos ou danos à saúde, conforme descrito na introdução do capítulo 18
– Doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo (18.3) relacionadas ao trabalho, deste manual.
A implantação de um programa de acompanhamento médico e vigilância dos fatores de risco é fundamental
para a prevenção desses agravos. Recomenda-se iniciar a vigilância pela busca passiva e ativa de queixas ou sintomas
músculo-esqueléticos, por meio de:
- entrevista com o trabalhador;
- achados médicos sugestivos de sobrecargas de trabalho, pelo uso de questionários.

Transtornos do plexo braquial - Tratamento

Transtornos do plexo braquial - Tratamento

4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
As orientações básicas para a condução de casos de LER/DORT estão na introdução do capítulo 18 –
Doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo (18.3) relacionadas ao trabalho.
Segundo Herington & Morse (1995), a síndrome do desfiladeiro torácico é uma anormalidade estrutural
cujo tratamento requer, em geral, apenas uma série de exercícios mantidos por cerca de 6 semanas, para alongar a
musculatura anterior do tórax, fortalecer os músculos da cintura escapular e a parte posterior do tórax, mover a cabeça
e o pescoço para a posição normal (corrigir postura de cabeça fletida ou curvada anteriormente). A correção da posição
usada para dormir deve completar a orientação visando ao melhor controle dos sintomas noturnos.

Sunday, March 9, 2014

Transtornos do plexo braquial - Quadro clínico e diagnóstico

Transtornos do plexo braquial - Quadro clínico e diagnóstico

3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
No quadro clínico, entre as manifestações neurológicas, destacam-se:
- dores irradiadas da coluna cervical por todo o membro superior;
- dor e hiperestesia de caráter migratório;
- alterações de sensibilidade em bordo interno de braço, antebraço e em território de nervo ulnar na mão
(4.º e 5.º dedos), que geralmente acontecem à noite;
- entre os sintomas vasculares podem ser relatados edema, claudicação aos esforços, sensação de frio
na mão, que parecem acometer mais o lado radial e os dedos polegar e indicador.
Ao exame, o quadro pode ser reproduzido por manobras de abdução e rotação externa de braço. Em geral,
durante as manobras há desaparecimento do pulso radial, que, isoladamente, não significa positividade para a presença
de compressão. A compressão costoclavicular também pode reproduzir os sintomas.

Transtornos do plexo braquial - Epidemiologia e Fatores de risco

Transtornos do plexo braquial - Epidemiologia e Fatores de risco

2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
A literatura registra taxas de prevalência variadas, de 0,3% entre trabalhadores da indústria a 44% em
mulheres trabalhadoras de linhas de montagem (Kuorinka & Forcier, 1995). Entre os fatores causais está o trabalho em
posição forçada com elevação e abdução dos braços acima da altura dos ombros empregando força, flexão e/ou
hiperextensão de ombros, compressão sobre o ombro ou do ombro contra algum objeto e flexão lateral do pescoço.

Saturday, March 8, 2014

Transtornos do plexo braquial - Definição da Doença

Transtornos do plexo braquial - Definição da Doença

TRANSTORNOS DO PLEXO BRAQUIAL
(SÍNDROME DA SAÍDA DO TÓRAX, SÍNDROME DO DESFILADEIRO TORÁCICO) CID-10 G54.0

DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
Disfunção caracterizada pela compressão do feixe neurovascular – plexo braquial, artéria e veia subclávia –
na sua passagem pela região cervical, no desfiladeiro torácico, considerada como integrante do grupo LER/DORT.



Fonte: Doenças do Trabalho

Transtornos do nervo olfatório - Prevenção

Transtornos do nervo olfatório - Prevenção

5 PREVENÇÃO
A prevenção dos transtornos do nervo olfatório relacionados ao trabalho baseia-se na vigilância dos
ambientes, dos processos de trabalho e dos efeitos ou danos para a saúde, conforme descrito na introdução deste
capítulo.
As medidas de controle ambiental visam à eliminação ou à redução da exposição, a níveis considerados
aceitáveis, aos agentes responsáveis pela ocorrência da doença, entre eles cádmio, sulfeto de hidrogênio, poeira de
cimento, ácido sulfúrico, formaldeído, acrilatos, solventes, como tricloroetileno, benzeno, etilacetato, dissulfeto de carbono,
tolueno, chumbo, cromo, níquel e radiações ionizantes, por meio de:
- enclausuramento de processos e isolamento de setores de trabalho, se possível utilizando sistemas
hermeticamente fechados;
- normas de higiene e segurança rigorosas, incluindo sistemas de ventilação exaustora adequados e
eficientes;
- monitoramento sistemático das concentrações no ar ambiente;
- adoção de formas de organização do trabalho que permitam diminuir o número de trabalhadores expostos
e o tempo de exposição;

Friday, March 7, 2014

Transtornos do nervo olfatório - Tratamento

Transtornos do nervo olfatório - Tratamento

4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
Não existe tratamento específico, e o afastamento da exposição é o procedimentro mais importante. Os
testes padronizados para avaliação do nervo olfatório, utilizados para fins de diagnóstico, podem ser empregados no
acompanhamento do caso.
É relativamente difícil estabelecer critérios para avaliar e estadiar a deficiência produzida pela doença. O
desenvolvimento de parosmias (odores anormais) ou de anosmia residual pós-tratamento poderá provocar impactos
importantes sobre o trabalhador, tanto em seus mecanismos de defesa (odor de substâncias químicas tóxicas ou
perigosas) como, eventualmente, sobre sua capacidade de trabalho, dependendo de sua atividade profissional.



Fonte: Doenças do Trabalho

Encefalopatia tóxica aguda - Quadro clínico e diagnóstico

Encefalopatia tóxica aguda - Quadro clínico e diagnóstico

3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
O quadro clínico depende do agente tóxico envolvido.
Nas intoxicações causadas por arsênio, manifestam-se dor nas extremidades, cefaléia,
fraqueza muscular, sugestivos de uma polineuropatia, e depressão do sistema
nervoso central que pode levar ao coma. Nas intoxicações crônicas avançadas, os sintomas neurológicos podem ser
os mais importantes, predominando as neurites periféricas.
As manifestações da encefalopatia tóxica pelo arsênio são
semelhantes às da síndrome de Wernicke e à psicose de Korsakoff, em decorrência do bloqueio associado ao
metabolismo da tiamina.

A intoxicação crônica grave causada pelo mercúrio manifesta-se por alterações da cavidade oral com
inflamação da mucosa e gengivas, que se tornam esponjosas e sangram facilmente, ocasionando a queda dos dentes.
Aparecem, também, tremores finos e involuntários nas mãos, pés e língua, que são agravados nos movimentos
voluntários ou intencionais e distúrbios de comportamento traduzidos em ansiedade, irritabilidade, depressão, regressão,
nervosismo e timidez. Além disso, podem ocorrer lesões renais, traduzidas em proteinúria, edema e sintomas
inespecíficos, como debilidade, fadiga, palidez, perda de peso e transtornos gastrintestinais.
Nas intoxicações por chumbo, os danos cerebrais são mais freqüentes em crianças que nos adultos.
Manifestam-se por letargia, vômitos intermitentes, apatia, sonolência, irritabilidade, estupor, perda de memória e tremores
musculares que podem evoluir para convulsões, coma e morte.

Nas doenças neurotóxicas de etiologia ocupacional, o diagnóstico é feito geralmente por exclusão. São
recomendados os seguintes critérios diagnósticos:
- verificação da exposição por meio da história ocupacional, observando-se associação adequada entre
a exposição e os sintomas típicos;
- evidência objetiva da patologia de base, por meio de exame neurológico, tomografia axial
computadorizada (TC), eletroencefalograma (EEG), ressonância magnética (RM) e testes
neuropsicológicos;
- exclusão de outras doenças crônicas ou degenerativas (doença de Parkinson, doença de Alzheimer e outras demências), de doença psiquiátrica primária, de doença de etiologia genética e de exposições
não-ocupacionais a álcool, drogas e medicamentos.



Fonte: Doenças do Trabalho

Wednesday, March 5, 2014

Transtornos do nervo olfatório - Quadro clínico e diagnóstico

Transtornos do nervo olfatório - Quadro clínico e diagnóstico

3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
O diagnóstico baseia-se na história clínica, ocupacional e exame neurológico, que pode ser complementado
por testes padronizados que utilizam uma bateria de substâncias com distintos odores.
O diagnóstico diferencial deve ser feito com uma variedade de quadros clínicos nos quais se apresenta a
perda do olfato, como aqueles mencionados anteriormente.



Fonte: Doenças do Trabalho

Transtornos do nervo olfatório - Epidemiologia e Fatores de risco

Transtornos do nervo olfatório - Epidemiologia e Fatores de risco

2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
Não estão disponíveis dados sobre a freqüência dos transtornos olfatórios na população. Em alguns grupos
ocupacionais, os indivíduos expostos a irritantes apresentam problemas numa proporção mais de 15 vezes maior do
que nos não-expostos. As substâncias químicas tóxicas mais comumente referidas são:
- cádmio;
- sulfeto de hidrogênio (H2S);
- poeira de cimento;
- ácido sulfúrico;
- formaldeído;
- acrilatos;
- solventes, como tricloroetileno, benzeno, etilacetato, dissulfeto de carbono, tolueno;
- chumbo;
- cromo;
- níquel;
- radiações ionizantes.
O cádmio, além de outros metais, está presente em processos metalúrgicos, cerâmicas, fundição e fabricação
de ligas metálicas, em operações de solda e cortes de tubulações, na composição de tintas e pigmentos.
Os derivados halogenados dos hidrocarbonetos alifáticos são utilizados como matéria-prima ou produtos
finais em indústrias químicas, como solventes, na limpeza de peças e componentes, na indústria eletroeletrônica,
como solventes em vernizes, tintas, adesivos, na indústria da construção ou como desengraxantes em limpeza a seco
de roupas e similares.
As drogas com grupos sulfidrilos, incluindo os inibidores da acetilcolinesterase, a penicilamina, as
antineoplásicas e anti-reumáticas são causas comuns do problema, assim como o uso continuado de descongestionante
nasal em spray.
Em trabalhadores expostos a produtos químicos neurotóxicos, a anosmia, com as características acima
descritas, excluídas outras causas não-ocupacionais, deve ser considerada como doença relacionada ao trabalho, do
Grupo I da Classificação de Schilling, em que o trabalho constitui causa necessária.



Fonte: Doenças do Trabalho

Tuesday, March 4, 2014

Transtornos do nervo olfatório - Definição da Doença

Transtornos do nervo olfatório - Definição da Doença

11.3.7 TRANSTORNOS DO NERVO OLFATÓRIO (INCLUI ANOSMIA) CID-10 G52.0

1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
Os transtornos do nervo olfatório caracterizam-se por queixas de alterações ou perversão, redução ou
mesmo ausência do olfato. Anosmia ou perda da acuidade olfatória é um achado relativamente comum que resulta da
desmielinização das fibras do nervo olfatório. Problemas neurológicos que afetam o cérebro ou os nervos cranianos
podem levar a alterações sensoriais do olfato.



Fonte: Doenças do Trabalho

Monday, March 3, 2014

Transtornos do nervo trigêmeo - Prevenção

Transtornos do nervo trigêmeo - Prevenção

5 PREVENÇÃO
A prevenção dos transtornos do nervo trigêmeo relacionados ao trabalho baseia-se na vigilância dos
ambientes, das condições de trabalho e dos efeitos ou danos para a saúde, conforme descrito na introdução deste
capítulo.
As medidas de controle ambiental visam à eliminação ou à redução da exposição, a níveis considerados
aceitáveis, aos agentes responsáveis pela ocorrência do quadro, entre eles o tricloroetileno e outros derivados
halogenados dos hidrocarbonetos alifáticos, por meio de:
- enclausuramento de processos e isolamento de setores de trabalho, se possível utilizando sistemas
hermeticamente fechados;
- normas de higiene e segurança rigorosas, incluindo sistemas de ventilação exaustora adequados e
eficientes;
- monitoramento sistemático das concentrações no ar ambiente;
- adoção de formas de organização do trabalho que permitam diminuir o número de trabalhadores expostos
e o tempo de exposição;
- medidas de limpeza geral dos ambientes de trabalho e facilidades para higiene pessoal, recursos para
banhos, lavagem das mãos, braços, rosto e troca de vestuário;
- fornecimento, pelo empregador, de equipamentos de proteção individual adequados, de modo
complementar às medidas de proteção coletiva.

Recomenda-se observar a adequação e o cumprimento, pelo empregador, do PPRA (NR 9) e do PCMSO (NR
7), da Portaria/MTb n.º 3.214/1978, além de outros regulamentos – sanitários e ambientais – existentes nos estados e
municípios. O Anexo n.º 11 da NR 15 define os limites de tolerância das concentrações em ar ambiente de várias substâncias
químicas para jornadas de até 48 horas semanais, entre elas:
- para exposições ao tricloroetileno: 78 ppm ou 420 mg/m3.
Esses parâmetros devem ser revisados periodicamente, e sua manutenção dentro dos limites estabelecidos não exclui
a possibilidade de ocorrerem danos à saúde.

O exame médico periódico objetiva a identificação de sinais e sintomas para a detecção precoce da doença,
por meio de:
- avaliação clínica com pesquisa de sinais e sintomas neurológicos, por meio de protocolo padronizado
e exame físico criterioso. A avaliação do reflexo de piscamento (avaliação neurofisiológica das vias
aferentes e eferentes do reflexo de piscar) deve ser de rotina. Sua alteração pode preceder às queixas
clínicas. A melhora clínica ocorre da periferia da face para a região central;
- exames complementares orientados pela exposição ocupacional;
- informações epidemiológicas;
- análises toxicológicas:
- em trabalhadores expostos ao tricloroetileno: dosagem de ácido tricloroacético na urina –
IBMP de 300 µg/g de creatinina.

Suspeita ou confirmada a relação da doença com o trabalho, deve-se:
- informar ao trabalhador;
- examinar os expostos, visando a identificar outros casos;
- notificar o caso aos sistemas de informação em saúde (epidemiológica, sanitária e/ou de saúde do
trabalhador), por meio dos instrumentos próprios, à DRT/MTE e ao sindicato da categoria;
- providenciar a emissão da CAT, caso o trabalhador seja segurado pelo SAT da Previdência Social,
conforme descrito no capítulo 5;
- orientar o empregador para que adote os recursos técnicos e gerenciais adequados para eliminação ou
controle dos fatores de risco.



Fonte: Doenças do Trabalho

Transtornos do nervo trigêmeo - Tratamento

Transtornos do nervo trigêmeo - Tratamento

4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
Não há tratamento específico para o quadro. O afastamento da atividade de risco deverá ser imediato aos
primeiros sinais de parestesia nas regiões nasal e perioral, observando-se que o quadro evolui da região central da
face para a periferia.



Fonte: Doenças do Trabalho

Sunday, March 2, 2014

Transtornos do nervo trigêmeo - Quadro clínico e diagnóstico

Transtornos do nervo trigêmeo - Quadro clínico e diagnóstico

3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
Várias entidades clínicas podem causar neuropatia trigeminal, que se manifesta por déficit sensorial, motor
ou misto. Doenças desmielinizantes, como a esclerose múltipla e tumorais, como o Schwanoma do trigêmeo, são
exemplos de afecções que podem apresentar esta sintomatologia.
Na intoxicação aguda pelo tricloroetileno, sobressaem seus efeitos narcóticos sobre o Sistema Nervoso
Central (SNC) e a arritmia cardíaca (ver protocolo Arritmia cardíaca). Na exposição crônica aparecem os efeitos sobre
o SNC, como narcose e diminuição da atenção, sobre o coração, produzindo arritmias cardíacas, transtornos da
função hepática e renal, irritação de pele e mucosas e quadros de neuropatias tóxicas, destacando-se a neurite do
trigêmeo por tricloroetileno. Nesses casos, a intoxicação mais importante pode acompanhar-se de neuropatia motora
do trigêmeo, disfagia, disfonia e diplegia facial (comprometimento de múltiplos nervos cranianos).
O diagnóstico baseia-se em:
- história clínica;
- história de exposição aos derivados halogenados dos hidrocarbonetos alifáticos;
- quadro de neuropatia trigeminal (como descrita acima) até meses após a exposição ao agente e sinais
sistêmicos de intoxicação para derivados halogenados dos hidrocarbonetos alifáticos (transtornos do
SNC, hepáticos e renais);
- exame neurológico com achados sugestivos.
Os exames laboratoriais podem revelar a presença de ácido tricloroacético (metabólito do tricloroetileno)
na urina (o IBMP, segundo a NR 7, é de 300 µg/g de creatinina), que é utilizada para controle da exposição ocupacional
ao tricloroetileno.



Fonte: Doenças do Trabalho

Saturday, March 1, 2014

Transtornos do nervo trigêmeo - Epidemiologia e Fatores de risco

Transtornos do nervo trigêmeo - Epidemiologia e Fatores de risco

2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
A intoxicação ou a exposição crônica aos derivados halogenados dos hidrocarbonetos alifáticos,
particularmente o tricloroetileno, são importantes causas tóxicas e ocupacionais de neuropatia do nervo trigêmeo.
O tricloroetileno e outros derivados halogenados dos hidrocarbonetos alifáticos são utilizados como matéria-
prima ou produtos finais em indústrias químicas, como solventes, na limpeza de peças e componentes, na indústria
eletroeletrônica, como solventes em vernizes, tintas, adesivos, na indústria da construção ou como desengraxantes
em limpeza a seco de roupas e similares.
Em trabalhadores expostos a substâncias químicas neurotóxicas, entre elas o tricloroetileno, os transtornos
do nervo trigêmeo, com as características acima descritas e excluídas outras causas não-ocupacionais, devem ser
considerados como doença relacionada ao trabalho, do Grupo I da Classificação de Schilling, em que o trabalho constitui
causa necessária.



Fonte: Doenças do Trabalho

Transtornos do nervo trigêmeo - Definição da Doença

Transtornos do nervo trigêmeo - Definição da Doença

11.3.6 TRANSTORNOS DO NERVO TRIGÊMEO CID-10 G50.-

1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
Síndrome clínica de perda sensorial com analgesia e/ou anestesia no território inervado pelo V par craniano,
que se caracteriza por perda da sensibilidade cutânea da face, geralmente bilateral, acompanhada de parestesias com
formigamento, queimação e prurido leve. A anestesia facial pode ocasionar ferimentos em volta das narinas por
traumatismos repetidos. O déficit motor do nervo trigêmeo não tem sido observado. Os casos de comprometimento
das fibras motoras manifestam-se pela fraqueza dos músculos mastigatórios.



Fonte: Doenças do Trabalho