Tuesday, March 18, 2014

Polineuropatia induzida - Epidemiologia e Fatores de risco

Polineuropatia induzida - Epidemiologia e Fatores de risco

2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
As substâncias químicas neurotóxicas mais freqüentemente associadas à produção de polineuropatias são:
- acrilamida;
- arsênio e seus compostos arsenicais;
- chumbo e seus derivados inorgânicos;
- compostos organofosforados;
- 1-cloro-2-propeno, 3-cloropropileno, cloroalileno, α cloropropileno;
- metil-n-butil cetona (MBK);
- n-hexano;
- PCB;
- sulfeto de carbono;
- tri-orto-cresilfosfato.

Polineuropatia induzida - Definição da Doença

Polineuropatia induzida - Definição da Doença

OUTRAS POLINEUROPATIAS: CID-10 G62.-
POLINEUROPATIA DEVIDA A OUTROS AGENTES TÓXICOS G62.2
POLINEUROPATIA INDUZIDA PELA RADIAÇÃO G62.8

1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
As neuropatias periféricas designam um conjunto de alterações que se traduzem em sintomas variados
como a sensação de formigamento e entorpecimento, que podem progredir para uma disestesia até a perda da
sensibilidade. Fraqueza muscular e eventual atrofia podem resultar do dano das fibras nervosas motoras.

Monday, March 17, 2014

Lesão do nervo poplíteo lateral - Prevenção

Lesão do nervo poplíteo lateral - Prevenção

5 PREVENÇÃO
A prevenção das mononeuropatias do membro inferior relacionadas ao trabalho baseia-se na vigilância dos
ambientes, processos, atividades de trabalho e vigilância dos efeitos ou danos à saúde, conforme descrito na introdução
do capítulo 18 – Doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo relacionadas ao trabalho. Requer uma ação
integrada, articulada entre os setores assistenciais e os de vigilância.
É importante que o cuidado desses casos seja feito por uma equipe multiprofissional, com abordagem
interdisciplinar, capacitada a lidar e a dar suporte ao sofrimento físico e psíquico do trabalhador e aos aspectos sociais
e de intervenção nos ambientes de trabalho.
A vigilância de fatores de risco baseia-se na descrição das tarefas executadas pelo trabalhador, a partir da
observação direta ou entrevista, utilizando check lists, e, se possível, análise ergonômica das atividades, com ênfase
nos aspectos relativos à organização do trabalho, incluindo:
- análise ergonômica do trabalho real, da atividade, das tarefas, dos modos operatórios e dos postos de
trabalho;
- avaliação do ritmo e da intensidade do trabalho;
- estudo dos fatores mecânicos e condições físicas dos postos de trabalho, dos sistemas de turnos, dos
sistemas de premiação e dos incentivos;
- avaliação dos fatores psicossociais, individuais e das relações de trabalho entre colegas e chefias.

Lesão do nervo poplíteo lateral - Tratamento

Lesão do nervo poplíteo lateral - Tratamento

4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
As orientações básicas para a condução de casos de LER/DORT estão na introdução do capítulo 18 –
Doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo relacionadas ao trabalho.
Inexistindo causas estruturais detectáveis para a compressão, o paciente deve ser orientado para evitar
pressões sobre o nervo dos joelhos, se necessário com afastamento das atividades e/ou mudança no posto e nas
condições de trabalho. A evolução clínica deve ser seguida, e em pacientes que apresentam progressão do quadro há
indicação de cirurgia exploratória.
Para a avaliação da disfunção e deficiência causadas pelas mononeuropatias do membro inferior, podem
ser úteis os indicadores e parâmetros utilizados nos Guides da AMA, semelhantes aos utilizados para o parkinsonismo,
baseados na hierarquização das deficiências ou disfunções da postura e da marcha, como segue:

CLASSE 1: o paciente consegue levantar-se, ficar em pé e caminhar, mas tem dificuldade com elevações do chão,
grades, degraus, cadeiras baixas e marchas de longa distância;

Sunday, March 16, 2014

Lesão do nervo poplíteo lateral - Quadro clínico e diagnóstico

Lesão do nervo poplíteo lateral - Quadro clínico e diagnóstico

3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
O quadro clínico caracteriza-se por fraqueza dos músculos extensores do pé, ou pé caído,
e por alterações sensitivas (parestesias e hipoestesias) na face lateral da perna e
dorso do pé do mesmo lado do nervo afetado.

Lesão do nervo poplíteo lateral - Epidemiologia e Fatores de risco

Lesão do nervo poplíteo lateral - Epidemiologia e Fatores de risco

2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
A literatura consultada contém poucas informações sobre a ocorrência ou distribuição dessa patologia na
população em geral e/ou em populações trabalhadoras.
O nervo poplíteo externo, também conhecido como fibular comum, é um dos ramos do nervo ciático
responsável pela inervação dos músculos extensores do tornozelo e dos dedos do pé. A lesão do nervo poplíteo
externo pode ocorrer em pacientes anestesiados que têm as pernas amarradas contra superfícies duras, em pacientes
caquéticos em camas duras e em pessoas que mantêm as pernas cruzadas por muito tempo, como costureiras e
alfaiates, ou que deixam a parte posterior da perna apoiada contra uma superfície dura. A compressão do nervo se dá
contra a cabeça da fíbula e, mais raramente, contra o músculo fibular longo. Trabalhos que exijam a posição de
cócoras também podem causar lesão.

Saturday, March 15, 2014

Lesão do nervo poplíteo lateral - Definição da Doença

Lesão do nervo poplíteo lateral - Definição da Doença

MONONEUROPATIAS DO MEMBRO INFERIOR: CID-10 G57.-
LESÃO DO NERVO POPLÍTEO LATERAL G57.3

1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
As mononeuropatias decorrem do comprometimento de apenas um nervo. Ao contrário das polineuropatias,
quando as causas sistêmicas são as mais comuns, as mononeuropatias, apesar da possibilidade de serem causadas
por fatores tóxicos ou metabólicos, têm como principal fator desencadeante as causas locais. Destacam-se, entre elas:
tumores, traumas, compressão nervosa externa ou de estruturas subjacentes, como um músculo hipertrofiado, por
exemplo.

Compressão do nervo supra-escapular - Prevenção

Compressão do nervo supra-escapular - Prevenção

5 PREVENÇÃO
A prevenção das mononeuropatias dos membros superiores relacionadas ao trabalho baseia-se na
vigilância dos ambientes, das condições de trabalho e dos efeitos ou danos à saúde, conforme descrito na introdução
do capítulo 18 – Doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo relacionadas ao trabalho, deste manual.
A prevenção desses agravos requer uma ação integrada, articulada entre os setores assistenciais e os de
vigilância. É importante que o cuidado desses casos seja feito por uma equipe multiprofissional, com abordagem
interdisciplinar, capacitada a lidar e a dar suporte ao sofrimento físico e psíquico do trabalhador e aos aspectos sociais
de intervenção nos ambientes de trabalho.
A vigilância de fatores de risco baseia-se na descrição das tarefas executadas pelo trabalhador, a partir da
observação direta ou entrevista, utilizando check-lists e, se possível, pela realização da análise ergonômica da atividade,
com ênfase nos aspectos relativos à organização do trabalho, incluindo:
- análise ergonômica do trabalho real, da atividade, das tarefas, dos modos operatórios e dos postos de
trabalho;
- avaliação do ritmo e da intensidade do trabalho;
- estudo dos fatores mecânicos e condições físicas dos postos de trabalho, dos sistemas de turnos, dos
sistemas de premiação e dos incentivos;
- avaliação dos fatores psicossociais, individuais e das relações de trabalho entre colegas e chefias.

Friday, March 14, 2014

Compressão do nervo supra-escapular - Tratamento

Compressão do nervo supra-escapular - Tratamento

4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
O estabelecimento de um plano terapêutico para o portador de LER/DORT obedece a alguns pressupostos,
dentre os quais se destacam a importância do diagnóstico precoce e preciso e a conveniência do afastamento dos
trabalhadores sintomáticos de situações de exposição, mesmo aquelas consideradas "leves". As orientações básicas
para a condução de casos incluídos no grupo LER/DORT estão detalhadas na introdução do capítulo 18 – Doenças do
sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo (18.3) relacionadas ao trabalho.

Nos casos iniciais em que há identificação de sede anatômica precisa das lesões e diagnóstico de entidades
nosológicas específicas, o esquema terapêutico básico inclui uma das seguintes alternativas:
- uso de antiinflamatórios, gelo local, com afastamento das atividades laborais e extralaborais que exijam
movimentação e posturas dos membros superiores que os sobrecarreguem;
- medidas de fisioterapia e afastamento das atividades laborais e extralaborais que exijam movimentação
e posturas dos membros superiores que os sobrecarreguem;
- acupuntura ou medicação homeopática, gelo local, com afastamento das atividades laborais e
extralaborais que exijam movimentação e posturas dos membros superiores que os sobrecarreguem.

Compressão do nervo supra-escapular

Compressão do nervo supra-escapular

COMPRESSÃO DO NERVO SUPRA-ESCAPULAR (G56.8)

Síndrome provocada pela compressão do nervo supra-escapular em sua passagem sobre a borda superior
da escápula ou por meio do forame supra-escapular.
A exposição ocupacional está associada a atividades em que há uso de tiras largas nos ombros para o
transporte de peso, exigências de elevação de objetos pesados acima da altura do ombro e histórico de acidentes de
trabalho com fratura de escápula e/ou traumatismos do ombro. Sua ocorrência pode estar associada à prática de
esportes, como o voleibol e o beisebol, à presença de hipertrofia muscular e a complicações cirúrgicas do ombro.

O quadro clínico se caracteriza por dor escapular, comprometimento de movimentos e força de abdução e
rotação externa do braço. Em estágios avançados, pode haver hipotrofia do músculo supra-espinhoso e/ou infra-
espinhoso. A compressão exclusiva do ramo inferior do supra-escapular pode provocar fraqueza isolada do músculo
infra-espinhoso.
O diagnóstico é clínico e pode ser confirmado pelo exame eletroneuromiográfico, mostrando lesão exclusiva
do nervo.

Thursday, March 13, 2014

Lesão do nervo cubital ulnar

Lesão do nervo cubital ulnar

LESÃO DO NERVO CUBITAL (ULNAR): SÍNDROME DO TÚNEL CUBITAL (G56.2)
Síndrome caracterizada pela compressão do nervo ulnar na região do cotovelo entre as duas cabeças do
músculo flexor ulnar do carpo – túnel cubital ou na altura do canal cubital.
Em ordem de aparecimento, é a segunda
manifestação de compressão nervosa mais freqüente, comum em pessoas que dormem com o braço fletido e pronado. É
descrita como associada a movimentos repetitivos, flexão extrema de cotovelo com ombro abduzido, flexão repetida de
cotovelo associada com sua extensão em contra-resistência, apoio de cotovelo em superfícies duras e vibrações
localizadas.
O paciente se queixa de fraqueza nas mãos, dormência, agulhadas em território de nervo ulnar ou apenas
dor na região medial do cotovelo. Como o canal estreita-se durante a flexão, o distúrbio pode ser visto apenas quando
há flexão do cotovelo por tempo prolongado, mesmo inexistindo movimentos repetitivos. Dor e parestesia noturna em
área do nervo ulnar que acorda o paciente, diminuição da força de preensão e dificuldade para movimentos finos de
precisão podem ser observados.

Síndrome do canal de guyon

Síndrome do canal de guyon

SÍNDROME DO CANAL DE GUYON (G56.2)

É a síndrome caracterizada pela compressão do nervo ulnar na região do punho, no canal ou túnel de
Guyon. Trata-se de quadro pouco comum, associado com exposições a movimentos repetitivos (flexão, extensão) de
punhos e mãos, contusões contínuas, impactos intermitentes ou compressão mecânica na base das mãos (região
hipotenar ou borda ulnar), vibrações. É um problema descrito há tempos, entre ciclistas.
Predomina o quadro de alterações motoras, com possível paralisia de todos os músculos intrínsecos de
dedos exceto os dois primeiros lumbricais e o músculo abdutor curto do polegar, inervados pelo mediano. Pode haver
quadro exclusivamente sensitivo que se manifesta por formigamentos e dor nos 4.º e 5.º dedos. Podem ser observados
quatro diferentes tipos de apresentações clínicas, de acordo com o ponto de compressão, se sobre fibras sensitivas e/
ou motoras.
Ao exame físico, observa-se o teste de monofilamento alterado em área de ulnar, hipotrofia dos músculos
intrínsecos, sinal de Tinel no punho, lateralmente ao pisiforme, dígito-percussão e Phalen positivos em área de ulnar;
sinal de Froment (diminuição de força de adução de polegar); diminuição de força de preensão e pinça (polegar – 5.º
dedo), dificuldade de impulsionar bolinha de papel (piparote) com alça de polegar e mínimo, dificuldades de adução e
abdução dos 4.º e 5.º dedos. Podem associar-se com cisto sinovial.

Wednesday, March 12, 2014

Síndrome do pronador redondo

Síndrome do pronador redondo

SÍNDROME DO PRONADOR REDONDO (G56.1)
Resulta da compressão do nervo mediano em sua passagem pela região do cotovelo entre as duas porções
do músculo pronador redondo. A síndrome do pronador redondo tem sido incluída entre os diversos quadros de
compressão nervosa relacionados ao trabalho. Entre as exposições ocupacionais associadas com o quadro estão
supinação e pronação repetidas e repetição de esforço manual com antebraço em pronação.
Como na síndrome do túnel do carpo, existem controvérsias quanto à caracterização de
sua relação com atividades profissionais.

O quadro clínico caracteriza-se por dor em projeção do músculo pronador durante esforços e/ou repetição,
acompanhado de hipoestesia no território do nervo mediano, diminuição da força de preensão e de pinça. Ao exame
clínico observa-se que as queixas são desencadeadas ou pioram com a flexão de cotovelo em contra-resistência(CR),
entre 120º e 150º. Podem ser realizados o teste de antagonismo da função de pronador redondo: com o cotovelo
estendido e o antebraço supinado, fazer pronação em CR e o teste de antagonismo de flexor superficial do dedo
médio: flexão CR de interfalangiano proximal (IFP). O sinal de Tinel pode ser positivo na fossa antecubital. Tinel
positivo no caso de antebraço e negativo em punho, sinais de Phalen e Phalen invertido negativos.

Síndrome do túnel do carpo

Mononeuropatias dos membros superiores - Quadro clínico e diagnóstico

3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
A seguir, serão caracterizadas cada uma das síndromes que constam da lista.

Síndrome do túnel do carpo

SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO (G56.0)
É a síndrome caracterizada pela compressão do nervo mediano em sua passagem pelo canal ou túnel do
carpo. Está associada a tarefas que exigem alta força e/ou alta repetitividade, observando-se que a associação de
repetitividade com frio aumenta o risco.
As exposições ocupacionais consideradas mais envolvidas com o surgimento do quadro incluem flexão e
extensão de punho repetidas principalmente se associadas com força, compressão mecânica da palma das mãos, uso
de força na base das mãos e vibrações.
Entre os profissionais mais afetados estão os que usam intensivamente os teclados de computadores, os
trabalhadores que lidam com caixas registradoras, os telegrafistas, as costureiras, os açougueiros e os trabalhadores
em abatedouros de aves ou em linhas de montagem.

O quadro inicial caracteriza-se por queixas sensitivas: sensação de formigamento (hipoestesia) na mão, à noite,
dor e parestesia em área do nervo mediano (polegar, indicador, médio e metade radial do anular), que podem aumentar na
vigência de exigências do trabalho semelhantes às supracitadas, desconforto que pode se irradiar até os ombros.

Tuesday, March 11, 2014

Mononeuropatias dos membros superiores - Epidemiologia e Fatores de risco

Mononeuropatias dos membros superiores - Epidemiologia e Fatores de risco

2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
As mononeuropatias dos membros superiores podem ser classificadas como doenças relacionadas ao
trabalho, do Grupo II da Classificação de Schilling, nas quais o trabalho deve ser considerado como fator de risco, no
conjunto de fatores de risco associados com a etiologia multicausal dessas neuropatias, particularmente em trabalhadores
que exercem atividades em posições forçadas e/ou com gestos repetitivos.



Fonte: Doenças do Trabalho

Mononeuropatias dos membros superiores - Definição da Doença

Mononeuropatias dos membros superiores - Definição da Doença

MONONEUROPATIAS DOS MEMBROS SUPERIORES: CID-10 G56.-
SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO G56.0

OUTRAS LESÕES DO NERVO MEDIANO:
SÍNDROME DO PRONADOR REDONDO G56.1
SÍNDROME DO CANAL DE GUYON G56.2
LESÃO DO NERVO CUBITAL (ULNAR):
SÍNDROME DO TÚNEL CUBITAL G56.2

OUTRAS MONONEUROPATIAS DOS MEMBROS SUPERIORES:
COMPRESSÃO DO NERVO SUPRA-ESCAPULAR G56.8

1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
As mononeuropatias periféricas designam um conjunto de alterações decorrentes da compressão de apenas
um dos nervos dos membros superiores e inferiores. Essas lesões podem decorrer de uma pressão interna, como, por
exemplo, de uma contração muscular ou edema da bainha dos tendões ou de forças externas, como a quina de uma
mesa, uma ferramenta manual ou a superfície rígida de uma cadeira, e estão incluídas no grupo LER/DORT.
Entre as entidades nosológicas que acometem os membros superiores estão síndrome do túnel do carpo,
síndrome do pronador redondo, síndrome do canal de Guyon, lesão do nervo cubital (ulnar), síndrome do túnel cubital,