Apresentação do ministro José Serra
Apresentação
A presente publicação tem por objetivo orientar os profissionais de saúde, em especial aqueles que atuam
na atenção básica – no tocante à prevenção, à vigilância e à assistência à saúde dos trabalhadores. Visa também a
possibilitar a caracterização das relações entre as doenças e as ocupações, o que é indispensável para promover a
qualidade, a capacidade resolutiva e a integralidade das ações e dos serviços dirigidos à população trabalhadora.
Faz parte, assim, dos esforços voltados à consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) e resulta de
ação coordenada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Pan-Americana da Saúde, na qual estiveram envolvidos
inúmeros profissionais e especialistas da área de Saúde do Trabalhador, oriundos principalmente de universidades e
da rede de serviços.
Com este Manual, o Ministério da Saúde dá continuidade ao trabalho realizado em 1999, que culminou com
a elaboração da Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho, em cumprimento à determinação contida na Lei Orgânica
da Saúde (Lei n.º 8.080/1990). Essa Lista, sintonizada com a moderna compreensão do tema, ampliou e atualizou o
conceito da patologia relacionada ao trabalho, constituindo-se em valioso instrumento para definição de um perfil de
morbimortalidade dos trabalhadores e para orientação do planejamento, da execução e da avaliação das ações no
âmbito da prestação de serviços dirigidas a promover, proteger e recuperar a saúde desse importante contigente
populacional.
As informações, assim obtidas, também são úteis para o direcionamento das ações sindicais em saúde,
bem como da gestão das questões atinentes à saúde e à segurança no trabalho, por parte dos empregadores.
Ao editar esse Manual, o Ministério da Saúde reafirma o seu compromisso de continuar reforçando as
medidas e as ações necessárias para resguardar e promover a saúde de todos os trabalhadores brasileiros, que,
diariamente, nos centros urbanos e nas zonas rurais, ajudam a construir um grande País.
José Serra
Ministro da Saúde do Brasil
Thursday, June 5, 2014
Wednesday, June 4, 2014
Doenças relacionadas ao trabalho
Doenças relacionadas ao trabalho
Ministério da Saúde do Brasil
Organização Pan-Americana da Saúde
DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO
Manual de Procedimentos
para os Serviços de Saúde
Ministério da Saúde do Brasil
Organização Pan-Americana da Saúde
DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO
Manual de Procedimentos
para os Serviços de Saúde
Síndrome auditiva da explosão - Tratamento de Saúde
Síndrome auditiva da explosão - Tratamento de Saúde
TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
Quando a prevenção falha, é importante prover rápido acesso a tratamento adequado. McCunney (1992) cita
revisão de terapia que indica a inexistência de evidências convincentes em suporte para o uso de vitaminas A, B ou E,
ácido nicotínico, papaverina e outras substâncias. Felizmente, a maioria dos afetados recupera-se em cerca de 7 dias.
TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
Quando a prevenção falha, é importante prover rápido acesso a tratamento adequado. McCunney (1992) cita
revisão de terapia que indica a inexistência de evidências convincentes em suporte para o uso de vitaminas A, B ou E,
ácido nicotínico, papaverina e outras substâncias. Felizmente, a maioria dos afetados recupera-se em cerca de 7 dias.
Tuesday, June 3, 2014
Síndrome auditiva da explosão - Quadro clínico e diagnóstico
Síndrome auditiva da explosão - Quadro clínico e diagnóstico
QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
O trauma por deslocamento de ar manifesta-se por otalgia persistente e acentuada, ocasionalmente
sangramento no ouvido afetado e tinido. No trauma por arma de fogo há dor curta em pontada no ouvido, tinido
contínuo acentuado e surdez. Somente lesões por explosões causam achados otoscópicos anormais. Também a
audiometria mostra uma surdez neurossensorial ou mista. No trauma por arma de fogo, há uma incisura a 4.000 Hz ou
uma perda para os tons agudos e recrutamento positivo. O exame físico dos pacientes costuma ser normal, exceto nos
casos em que houve perfuração de membrana timpânica. Entre as complicações do trauma acústico incluem-se
perfuração persistente de membrana timpânica, déficit auditivo permanente e colesteatomas (McCunney, 1992).
Quanto ao prognóstico, as lesões traumáticas do ouvido médio geralmente têm recuperação sem
complicações ou podem ser revertidas por cirurgia. O prognóstico é bom. As lesões do ouvido interno são parcialmente
reversíveis, mas, em certos pacientes, há degeneração contínua das células sensórias e aumento secundário da
degeneração dos neurônios periféricos.
QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
O trauma por deslocamento de ar manifesta-se por otalgia persistente e acentuada, ocasionalmente
sangramento no ouvido afetado e tinido. No trauma por arma de fogo há dor curta em pontada no ouvido, tinido
contínuo acentuado e surdez. Somente lesões por explosões causam achados otoscópicos anormais. Também a
audiometria mostra uma surdez neurossensorial ou mista. No trauma por arma de fogo, há uma incisura a 4.000 Hz ou
uma perda para os tons agudos e recrutamento positivo. O exame físico dos pacientes costuma ser normal, exceto nos
casos em que houve perfuração de membrana timpânica. Entre as complicações do trauma acústico incluem-se
perfuração persistente de membrana timpânica, déficit auditivo permanente e colesteatomas (McCunney, 1992).
Quanto ao prognóstico, as lesões traumáticas do ouvido médio geralmente têm recuperação sem
complicações ou podem ser revertidas por cirurgia. O prognóstico é bom. As lesões do ouvido interno são parcialmente
reversíveis, mas, em certos pacientes, há degeneração contínua das células sensórias e aumento secundário da
degeneração dos neurônios periféricos.
Monday, June 2, 2014
Síndrome devida ao deslocamento de ar de uma explosão - Definição da Doença
Síndrome devida ao deslocamento de ar de uma explosão - Definição da Doença
13.3.11 SÍNDROME DEVIDA AO DESLOCAMENTO DE AR DE UMA EXPLOSÃO CID-10 T70.8
DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
A síndrome devida ao deslocamento de ar de uma explosão corresponde ao trauma acústico (ver protocolo
13.3.5) acrescido dos efeitos mecânicos sobre a estrutura anatômica da orelha.
Tanto na explosão quanto no trauma por arma de fogo, a causa é, em parte, direta e mecânica, causada
por sangramento e, em parte, por efeito metabólico indireto sobre a microcirculação, causando lesão parcialmente
reversível nas células sensoriais do órgão de Corti. A gravidade e o local da lesão na cóclea dependem diretamente do
nível de energia acústica e de sua freqüência máxima. No trauma por explosão, muitas vezes, ocorrem rupturas da
membrana timpânica e outras lesões no ouvido médio.
Síndrome auditiva da explosão - Epidemiologia e Fatores de risco
EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
Ruído excessivo produzido por explosões, tiros de arma de fogo, etc., em circunstâncias ocupacionais,
podem produzir trauma acústico, de modo repentino ou acumulado, enquadrado no Grupo I da Classificação de Schilling,
em que o trabalho ou a ocupação são causas necessárias.
Fonte: Doenças do Trabalho
13.3.11 SÍNDROME DEVIDA AO DESLOCAMENTO DE AR DE UMA EXPLOSÃO CID-10 T70.8
DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
A síndrome devida ao deslocamento de ar de uma explosão corresponde ao trauma acústico (ver protocolo
13.3.5) acrescido dos efeitos mecânicos sobre a estrutura anatômica da orelha.
Tanto na explosão quanto no trauma por arma de fogo, a causa é, em parte, direta e mecânica, causada
por sangramento e, em parte, por efeito metabólico indireto sobre a microcirculação, causando lesão parcialmente
reversível nas células sensoriais do órgão de Corti. A gravidade e o local da lesão na cóclea dependem diretamente do
nível de energia acústica e de sua freqüência máxima. No trauma por explosão, muitas vezes, ocorrem rupturas da
membrana timpânica e outras lesões no ouvido médio.
Síndrome auditiva da explosão - Epidemiologia e Fatores de risco
EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
Ruído excessivo produzido por explosões, tiros de arma de fogo, etc., em circunstâncias ocupacionais,
podem produzir trauma acústico, de modo repentino ou acumulado, enquadrado no Grupo I da Classificação de Schilling,
em que o trabalho ou a ocupação são causas necessárias.
Fonte: Doenças do Trabalho
Sunday, June 1, 2014
Sinusite barotraumática - Tratamento de Saúde
Sinusite barotraumática - Tratamento de Saúde
TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
O tratamento indicado inclui:
- analgésicos e antiinflamatórios;
- agentes adrenérgicos tópicos e sistêmicos podem auxiliar no equilíbrio da pressão no ouvido médio e
seios da face, mas seu uso deve ser cuidadoso para evitar efeitos colaterais indesejáveis;
- interrupção temporária da exposição às variações de pressão até o total desaparecimento dos sintomas.
É possível o retorno ao trabalho, geralmente em 5 a 10 dias, desde que eliminadas as causas do problema.
TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
O tratamento indicado inclui:
- analgésicos e antiinflamatórios;
- agentes adrenérgicos tópicos e sistêmicos podem auxiliar no equilíbrio da pressão no ouvido médio e
seios da face, mas seu uso deve ser cuidadoso para evitar efeitos colaterais indesejáveis;
- interrupção temporária da exposição às variações de pressão até o total desaparecimento dos sintomas.
É possível o retorno ao trabalho, geralmente em 5 a 10 dias, desde que eliminadas as causas do problema.
Saturday, May 31, 2014
Sinusite barotraumática - Quadro clínico e diagnóstico
Sinusite barotraumática - Quadro clínico e diagnóstico
QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
Caracteriza-se por dor contínua e de intensidade crescente na região frontal ou superciliar (cefaléia frontal),
que cessa ou alivia com a interrupção da compressão e sensação de peso na região frontal. Pode ocorrer eliminação
de secreção nasal serossanguinolenta ou até franca rinorragia. A dor pode irradiar-se, dando a sensação de problema
nos dentes superiores. Em casos mais graves, pode haver parestesia local e tonturas.
A investigação radiológica dos seios paranasais poderá mostrar resultados normais, inicialmente.
Posteriormente revelará espessamento da mucosa, nível hidroaéreo e total velamento.
É um problema típico da compressão ou descida no mergulho, ocorrendo, com freqüência, na fase inicial.
Eventualmente pode acontecer na descompressão ou subida, se houver cistos ou pólipos obstruindo o óstio por
mecanismo de válvula. Doenças crônicas, irritativas ou alérgicas, dos seios da face ou cavidade nasal podem predispor
ao desenvolvimento da sinusite barotraumática.
Ver também os protocolos Perfuração da membrana do tímpano (13.3.2), Barotrauma do ouvido interno,
Barotrauma do ouvido externo (em Otite barotraumática - 13.3.9).
QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
Caracteriza-se por dor contínua e de intensidade crescente na região frontal ou superciliar (cefaléia frontal),
que cessa ou alivia com a interrupção da compressão e sensação de peso na região frontal. Pode ocorrer eliminação
de secreção nasal serossanguinolenta ou até franca rinorragia. A dor pode irradiar-se, dando a sensação de problema
nos dentes superiores. Em casos mais graves, pode haver parestesia local e tonturas.
A investigação radiológica dos seios paranasais poderá mostrar resultados normais, inicialmente.
Posteriormente revelará espessamento da mucosa, nível hidroaéreo e total velamento.
É um problema típico da compressão ou descida no mergulho, ocorrendo, com freqüência, na fase inicial.
Eventualmente pode acontecer na descompressão ou subida, se houver cistos ou pólipos obstruindo o óstio por
mecanismo de válvula. Doenças crônicas, irritativas ou alérgicas, dos seios da face ou cavidade nasal podem predispor
ao desenvolvimento da sinusite barotraumática.
Ver também os protocolos Perfuração da membrana do tímpano (13.3.2), Barotrauma do ouvido interno,
Barotrauma do ouvido externo (em Otite barotraumática - 13.3.9).
Friday, May 30, 2014
Sinusite barotraumática - Epidemiologia e Fatores de risco
Sinusite barotraumática - Epidemiologia e Fatores de risco
EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
O trabalho sob condições hiperbáricas inclui o trabalho sob ar comprimido e trabalhos submersos. Entre
eles, destacam-se:
- mergulho civil (livre, raso, profundo);
- mergulho militar (convencional, operações militares táticas);
- construção civil: tubulão pneumático e túnel pressurizado;
- medicina: recompressão terapêutica e oxigenoterapia hiperbárica.
Em trabalhadores que exercem alguma das atividades acima identificadas, o diagnóstico de barotrauma
sinusal ou sinusite barotraumática relacionados ao trabalho pode ser enquadrado no Grupo I da Classificação de
Schilling, em que o trabalho desempenha o papel de causa necessária.
Fonte: Doenças do Trabalho
EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
O trabalho sob condições hiperbáricas inclui o trabalho sob ar comprimido e trabalhos submersos. Entre
eles, destacam-se:
- mergulho civil (livre, raso, profundo);
- mergulho militar (convencional, operações militares táticas);
- construção civil: tubulão pneumático e túnel pressurizado;
- medicina: recompressão terapêutica e oxigenoterapia hiperbárica.
Em trabalhadores que exercem alguma das atividades acima identificadas, o diagnóstico de barotrauma
sinusal ou sinusite barotraumática relacionados ao trabalho pode ser enquadrado no Grupo I da Classificação de
Schilling, em que o trabalho desempenha o papel de causa necessária.
Fonte: Doenças do Trabalho
Thursday, May 29, 2014
Sinusite barotraumática - Definição da Doença
Sinusite barotraumática - Definição da Doença
13.3.10 SINUSITE BAROTRAUMÁTICA CID-10 T70.1
DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
Sinusite barotraumática ou barotrauma sinusal é uma das múltiplas expressões do barotrauma, decorrente
da diferença relativa de pressão entre o ar ambiental externo e o ar das cavidades aéreas internas, nesse caso, os
seios da face. Estes estão conectados à nasofaringe através dos óstios e canais sinusais, por onde habitualmente se
faz o equilíbrio pressórico. Ocorrendo a obstrução de um desses óstios ou canais, o seio facial correspondente transforma-
se em uma cavidade fechada, que não mais se equilibra com a pressão ambiente e os tecidos circunvizinhos. Estabelece-
se no seu interior uma pressão negativa, dando origem a um processo de edema e congestão da mucosa sinusal, com
formação de transudato e hemorragia.
13.3.10 SINUSITE BAROTRAUMÁTICA CID-10 T70.1
DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
Sinusite barotraumática ou barotrauma sinusal é uma das múltiplas expressões do barotrauma, decorrente
da diferença relativa de pressão entre o ar ambiental externo e o ar das cavidades aéreas internas, nesse caso, os
seios da face. Estes estão conectados à nasofaringe através dos óstios e canais sinusais, por onde habitualmente se
faz o equilíbrio pressórico. Ocorrendo a obstrução de um desses óstios ou canais, o seio facial correspondente transforma-
se em uma cavidade fechada, que não mais se equilibra com a pressão ambiente e os tecidos circunvizinhos. Estabelece-
se no seu interior uma pressão negativa, dando origem a um processo de edema e congestão da mucosa sinusal, com
formação de transudato e hemorragia.
Wednesday, May 28, 2014
Otite barotraumática - Tratamento de Saúde
Otite barotraumática - Tratamento de Saúde
TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
Nos casos de barotrauma do ouvido interno, o tratamento ideal inclui:
- a prevenção do barotrauma de ouvido médio. A recompressão está contra-indicada nesses pacientes;
- repouso no leito com cabeceira elevada;
- avaliação otorrinolaringológica, neurológica, incluindo testes de função vestibular.
A indicação de timpanotomia é alvo de controvérsias.
Em relação ao barotrauma do ouvido externo, a melhor conduta é a prevenção. Recomenda-se:
- evitar o uso de tampões de ouvido;
- limpeza cuidadosa dos ouvidos, de modo a retirar acúmulos de cerúmen capazes de obstruir o canal
auditivo externo;
- medicação tópica, para acidificar os canais auditivos.
Uma vez instalado o barotrauma do ouvido externo, o tratamento é semelhante ao preconizado para o
barotrauma de ouvido médio. De acordo com a necessidade, deve-se proceder analgesia. O médico deve estar alerta
para a possibilidade de existência de perfuração de membrana timpânica, para os cuidados necessários na sua vigência,
presença de edema acentuado em canal auditivo e para o risco de osteomielite de osso temporal, particularmente em
imunodeprimidos. Esses pacientes devem ser rapidamente encaminhados para especialista.
Nos casos de doença descompressiva do ouvido interno, recomenda-se:
- pronta recompressão com retorno às mesmas condições de atmosfera gasosa existentes antes do
início da descompressão. Persistem discussões acerca do perfil ótimo de recompressão que deve
ser conduzida por profissionais experientes;
- Diazepan IM, indicado para aliviar sintomas, como vertigens, náuseas e vômitos;
- cuidadosa avaliação otológica logo após a terapia recompressiva e seguimento especializado por
pelo menos 3 anos.
Fonte: Doenças do Trabalho
TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
Nos casos de barotrauma do ouvido interno, o tratamento ideal inclui:
- a prevenção do barotrauma de ouvido médio. A recompressão está contra-indicada nesses pacientes;
- repouso no leito com cabeceira elevada;
- avaliação otorrinolaringológica, neurológica, incluindo testes de função vestibular.
A indicação de timpanotomia é alvo de controvérsias.
Em relação ao barotrauma do ouvido externo, a melhor conduta é a prevenção. Recomenda-se:
- evitar o uso de tampões de ouvido;
- limpeza cuidadosa dos ouvidos, de modo a retirar acúmulos de cerúmen capazes de obstruir o canal
auditivo externo;
- medicação tópica, para acidificar os canais auditivos.
Uma vez instalado o barotrauma do ouvido externo, o tratamento é semelhante ao preconizado para o
barotrauma de ouvido médio. De acordo com a necessidade, deve-se proceder analgesia. O médico deve estar alerta
para a possibilidade de existência de perfuração de membrana timpânica, para os cuidados necessários na sua vigência,
presença de edema acentuado em canal auditivo e para o risco de osteomielite de osso temporal, particularmente em
imunodeprimidos. Esses pacientes devem ser rapidamente encaminhados para especialista.
Nos casos de doença descompressiva do ouvido interno, recomenda-se:
- pronta recompressão com retorno às mesmas condições de atmosfera gasosa existentes antes do
início da descompressão. Persistem discussões acerca do perfil ótimo de recompressão que deve
ser conduzida por profissionais experientes;
- Diazepan IM, indicado para aliviar sintomas, como vertigens, náuseas e vômitos;
- cuidadosa avaliação otológica logo após a terapia recompressiva e seguimento especializado por
pelo menos 3 anos.
Fonte: Doenças do Trabalho
Tuesday, May 27, 2014
Otite barotraumática - Quadro clínico e diagnóstico
Otite barotraumática - Quadro clínico e diagnóstico
QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
No barotrauma do ouvido externo manifestam-se os mesmos fenômenos descritos para o barotrauma do
ouvido médio, com a diferença que o abaulamento da membrana timpânica dá-se no sentido inverso, ou seja, do
interior para o exterior da caixa do tímpano. Ocorrem, ainda, lesões mais ou menos graves no conduto auditivo externo,
como edema e sufusões hemorrágicas, podendo evoluir para exsudação capilar e ruptura com franca hemorragia. Se
a membrana timpânica for solicitada além de seu limite de elasticidade, pode ocorrer sua ruptura, com as conseqüências
já mencionadas.
Se a trompa de Eustáquio estiver ocluída durante a evolução do barotrauma do ouvido externo, haverá
uma situação de baixa pressão tanto no ouvido médio quanto no ouvido externo, em relação ao meio ambiente e
tecidos circunjacentes. A membrana timpânica não sofrerá distensão, porém os efeitos de sucção se farão sentir
também no ouvido médio, originando edema e hemorragia no ouvido médio, sem lesão na membrana do tímpano.
Do ponto de vista diagnóstico, embora o sintoma principal seja dor localizada no ouvido afetado, pode estar
ausente com maior freqüência que no barotrauma do ouvido médio. Na otoscopia, observa-se a presença de edema do
meato acústico, bolhas e sufusões hemorrágicas, além de variados graus de alteração timpânica.
O barotrauma do ouvido interno também é uma das expressões do barotrauma e consiste no conjunto de
alterações decorrentes da ruptura da membrana da janela redonda (mais freqüente) e/ou da janela oval, levando à
fístula perilinfática. Normalmente está associada ao barotrauma do ouvido médio, com a característica dificuldade de
equalização da pressão. Além da pressão intralabiríntica estar relativamente aumentada em relação ao ouvido médio
não-equalizado, a manobra de Valsalva forçada acentua esse diferencial, que pode levar à ruptura das delicadas
membranas do ouvido interno. Caso a manobra de Valsalva forçada acabe por permitir uma entrada abrupta de ar no
ouvido médio, a mobilização da membrana timpânica e da cadeia ossicular pode causar uma subluxação do estribo,
forçando a janela oval e provocando uma fístula.
O caso típico apresenta história de dificuldade de equilibrar pressões e diminuição súbita e progressiva da
audição, zumbido e vertigem. Essas lesões podem tornar-se permanentes. Nesse caso, a atividade hiperbárica deverá
ser contra-indicada definitivamente.
Ver também os protocolos Barotrauma do ouvido médio (13.3.1), Perfuração da membrana do tímpano
(13.3.2) e Sinusite barotraumática (13.3.10).
QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
No barotrauma do ouvido externo manifestam-se os mesmos fenômenos descritos para o barotrauma do
ouvido médio, com a diferença que o abaulamento da membrana timpânica dá-se no sentido inverso, ou seja, do
interior para o exterior da caixa do tímpano. Ocorrem, ainda, lesões mais ou menos graves no conduto auditivo externo,
como edema e sufusões hemorrágicas, podendo evoluir para exsudação capilar e ruptura com franca hemorragia. Se
a membrana timpânica for solicitada além de seu limite de elasticidade, pode ocorrer sua ruptura, com as conseqüências
já mencionadas.
Se a trompa de Eustáquio estiver ocluída durante a evolução do barotrauma do ouvido externo, haverá
uma situação de baixa pressão tanto no ouvido médio quanto no ouvido externo, em relação ao meio ambiente e
tecidos circunjacentes. A membrana timpânica não sofrerá distensão, porém os efeitos de sucção se farão sentir
também no ouvido médio, originando edema e hemorragia no ouvido médio, sem lesão na membrana do tímpano.
Do ponto de vista diagnóstico, embora o sintoma principal seja dor localizada no ouvido afetado, pode estar
ausente com maior freqüência que no barotrauma do ouvido médio. Na otoscopia, observa-se a presença de edema do
meato acústico, bolhas e sufusões hemorrágicas, além de variados graus de alteração timpânica.
O barotrauma do ouvido interno também é uma das expressões do barotrauma e consiste no conjunto de
alterações decorrentes da ruptura da membrana da janela redonda (mais freqüente) e/ou da janela oval, levando à
fístula perilinfática. Normalmente está associada ao barotrauma do ouvido médio, com a característica dificuldade de
equalização da pressão. Além da pressão intralabiríntica estar relativamente aumentada em relação ao ouvido médio
não-equalizado, a manobra de Valsalva forçada acentua esse diferencial, que pode levar à ruptura das delicadas
membranas do ouvido interno. Caso a manobra de Valsalva forçada acabe por permitir uma entrada abrupta de ar no
ouvido médio, a mobilização da membrana timpânica e da cadeia ossicular pode causar uma subluxação do estribo,
forçando a janela oval e provocando uma fístula.
O caso típico apresenta história de dificuldade de equilibrar pressões e diminuição súbita e progressiva da
audição, zumbido e vertigem. Essas lesões podem tornar-se permanentes. Nesse caso, a atividade hiperbárica deverá
ser contra-indicada definitivamente.
Ver também os protocolos Barotrauma do ouvido médio (13.3.1), Perfuração da membrana do tímpano
(13.3.2) e Sinusite barotraumática (13.3.10).
Monday, May 26, 2014
Otite barotraumática - Epidemiologia e Fatores de risco
Otite barotraumática - Epidemiologia e Fatores de risco
EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
O trabalho sob condições hiperbáricas inclui o trabalho sob ar comprimido e trabalhos submersos. Entre
eles, destacam-se:
- mergulho civil (livre, raso, profundo);
- mergulho militar (convencional, operações militares táticas);
- construção civil: tubulão pneumático e túnel pressurizado;
- medicina: recompressão terapêutica e oxigenoterapia hiperbárica.
Em trabalhadores que exercem alguma das atividades identificadas neste manual, o diagnóstico de
barotrauma do ouvido externo, barotrauma do ouvido interno ou otite barotraumática relacionados ao trabalho pode ser
enquadrado no Grupo I da Classificação de Schilling, em que o trabalho desempenha o papel de causa necessária.
Fonte: Doenças do Trabalho
EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
O trabalho sob condições hiperbáricas inclui o trabalho sob ar comprimido e trabalhos submersos. Entre
eles, destacam-se:
- mergulho civil (livre, raso, profundo);
- mergulho militar (convencional, operações militares táticas);
- construção civil: tubulão pneumático e túnel pressurizado;
- medicina: recompressão terapêutica e oxigenoterapia hiperbárica.
Em trabalhadores que exercem alguma das atividades identificadas neste manual, o diagnóstico de
barotrauma do ouvido externo, barotrauma do ouvido interno ou otite barotraumática relacionados ao trabalho pode ser
enquadrado no Grupo I da Classificação de Schilling, em que o trabalho desempenha o papel de causa necessária.
Fonte: Doenças do Trabalho
Sunday, May 25, 2014
Otite barotraumática - Definição da Doença
Otite barotraumática - Definição da Doença
OTITE BAROTRAUMÁTICA CID-10 T70.0
DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
O barotrauma do ouvido externo é uma das expressões do barotrauma. Consiste no conjunto de alterações
decorrentes da obstrução do conduto auditivo externo, por cerúmen ou por tampões auriculares em ambientes
hiperbáricos (indevidamente utilizados pelo mergulhador para impedir contato do ouvido diretamente com a água).
Cria-se no interior do conduto auditivo um compartimento estanque, cuja pressão torna-se menor que a do ambiente e
a do ouvido médio equilibrado com a faringe, através da trompa de Eustáquio permeável.
O barotrauma de ouvido interno ocorre durante a fase de compressão ou de descida, no caso dos
mergulhadores. A doença descompressiva do ouvido interno, conforme o próprio nome indica, ocorre no início, durante
ou logo após a fase de descompressão do trabalhador.
OTITE BAROTRAUMÁTICA CID-10 T70.0
DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
O barotrauma do ouvido externo é uma das expressões do barotrauma. Consiste no conjunto de alterações
decorrentes da obstrução do conduto auditivo externo, por cerúmen ou por tampões auriculares em ambientes
hiperbáricos (indevidamente utilizados pelo mergulhador para impedir contato do ouvido diretamente com a água).
Cria-se no interior do conduto auditivo um compartimento estanque, cuja pressão torna-se menor que a do ambiente e
a do ouvido médio equilibrado com a faringe, através da trompa de Eustáquio permeável.
O barotrauma de ouvido interno ocorre durante a fase de compressão ou de descida, no caso dos
mergulhadores. A doença descompressiva do ouvido interno, conforme o próprio nome indica, ocorre no início, durante
ou logo após a fase de descompressão do trabalhador.
Saturday, May 24, 2014
Alteração temporária do limiar auditivo - Tratamento de Saúde
Alteração temporária do limiar auditivo - Tratamento de Saúde
TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
As mudanças temporárias de limiar auditivo são de ocorrência limitada no tempo. Em geral, o afastamento
da exposição por tempo de até 14 horas é suficiente para sua completa recuperação, razão pela qual recomenda-se
evitar reexposições antes do término desse período.
Após a instalação do recrutamento, o paciente pode ser beneficiado pelo desenvolvimento de programa de
conservação auditiva, por meio de:
- informação sobre as formas de desenvolvimento da PAIR e de prevenção da progressão de quadros já
instalados, qualquer que seja a fase dessa perda por ocasião de sua constatação;
- orientação quanto aos dispositivos de proteção, procurando conhecer as queixas mais freqüentes e as
razões que levam ao abandono de seu uso ou à sua não-utilização, incentivando a participação na
escolha e construção de alternativas corretivas;
- informação acerca dos sinais iniciais de PAIR, como, por exemplo, a presença de zumbidos, a dificuldade
para ouvir sons agudos, compreender conversas ao telefone, ouvir conversas em ambientes com ruídos
de fundo, etc.;
- orientação dos familiares sobre as características da doença, com ênfase no recrutamento, e formas
de aperfeiçoamento da comunicação no seio da família: uso de sinais, fala pausada e em frente ao
paciente, apontar objetos e pessoas acerca de quem se fala, mudar o que se disse usando outras
palavras com mesmo significado, ao invés de elevar a voz e repetir o que foi dito;
- se o paciente apresenta perda que atinge as freqüências da fala, deve ser encaminhado para avaliação
da indicação de dispositivo de amplificação de sons (aural amplification). O paciente deve ser informado
que o uso desse tipo de dispositivo não recupera a perda, de modo a estar consciente das limitações de
seu uso.
TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
As mudanças temporárias de limiar auditivo são de ocorrência limitada no tempo. Em geral, o afastamento
da exposição por tempo de até 14 horas é suficiente para sua completa recuperação, razão pela qual recomenda-se
evitar reexposições antes do término desse período.
Após a instalação do recrutamento, o paciente pode ser beneficiado pelo desenvolvimento de programa de
conservação auditiva, por meio de:
- informação sobre as formas de desenvolvimento da PAIR e de prevenção da progressão de quadros já
instalados, qualquer que seja a fase dessa perda por ocasião de sua constatação;
- orientação quanto aos dispositivos de proteção, procurando conhecer as queixas mais freqüentes e as
razões que levam ao abandono de seu uso ou à sua não-utilização, incentivando a participação na
escolha e construção de alternativas corretivas;
- informação acerca dos sinais iniciais de PAIR, como, por exemplo, a presença de zumbidos, a dificuldade
para ouvir sons agudos, compreender conversas ao telefone, ouvir conversas em ambientes com ruídos
de fundo, etc.;
- orientação dos familiares sobre as características da doença, com ênfase no recrutamento, e formas
de aperfeiçoamento da comunicação no seio da família: uso de sinais, fala pausada e em frente ao
paciente, apontar objetos e pessoas acerca de quem se fala, mudar o que se disse usando outras
palavras com mesmo significado, ao invés de elevar a voz e repetir o que foi dito;
- se o paciente apresenta perda que atinge as freqüências da fala, deve ser encaminhado para avaliação
da indicação de dispositivo de amplificação de sons (aural amplification). O paciente deve ser informado
que o uso desse tipo de dispositivo não recupera a perda, de modo a estar consciente das limitações de
seu uso.
Friday, May 23, 2014
Alteração temporária do limiar auditivo - Epidemiologia e Fatores de risco
Alteração temporária do limiar auditivo - Epidemiologia e Fatores de risco
EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
A ocorrência desses quadros está relacionada à exposição ocupacional ao ruído excessivo, normalmente
acima de 85 dB (A). Ver protocolo sobre Perda da audição provocada pelo ruído e trauma acústico (13.3.5).
Alteração temporária do limiar auditivo - Quadro clínico e diagnóstico
QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
Por muito tempo acreditou-se existir uma correspondência direta entre a perda do limiar auditivo temporária
e a permanente. À luz do conhecimento atual, porém, parece que os mecanismos de produção das perdas temporária
e permanente são distintos. Assim seriam também as alterações produzidas no órgão de Corti.
As alterações temporárias do limiar auditivo são claramente percebidas pelos expostos ao ruído excessivo,
na forma de tinidos, zumbidos ou acúfenos, sensação de cabeça cheia e abafamento da audição, que progressivamente
vai desaparecendo. Esses achados correspondem, ao exame de audiometria tonal, a reduções do limiar auditivo
centradas em “V” ou em gota (entalhe audiométrico), em torno da freqüência de 4.000 Hz. O “V” muito profundo, 1
minuto após a saída do ambiente de ruído excessivo (perda de até 50 ou mais decibéis), é reduzido para 30 dB nos
primeiros 15 minutos, 15 dB depois de 6 horas e, ao final de 24 horas, pode voltar ao limiar basal. Por isso se requer,
normalmente, que exames audiométricos de rotina sejam feitos após, no mínimo, 14 horas de repouso auditivo, segundo
a Portaria/MTb n.º 19/1998.
O mesmo fenômeno pode ocorrer nas exposições a ruído excessivo de origem não-ocupacional.
Nos casos de perdas auditivas neurossensoriais induzidas por ruído na exposição ocupacional, mesmo na
vigência de perdas auditivas significativas em freqüências altas, os escores de discriminação de fala em geral são
bons, acima de 75%. Essa característica corresponde a um dos sete critérios de Sataloff & Sataloff para o reconhecimento
de PAIR ocupacional.
A hiperacusia, hiperestesia auditiva ou recrutamento é uma expressão dos efeitos auditivos da exposição
a barulho excessivo e consiste na sensação de incômodo para sons de alta intensidade. No recrutamento, a percepção
da altura do som cresce de modo anormalmente rápido, à medida que a intensidade aumenta. Nas patologias cocleares,
observa-se o desenvolvimento do recrutamento, independente da perda auditiva. O ouvido normal opera numa faixa
de audição que se estende desde um limiar mínimo (de audibilidade) até um limiar máximo (de desconforto). Essa faixa
chama-se campo dinâmico. Os recrutantes têm um limiar de desconforto menor e, muitas vezes, o limiar auditivo
maior, reduzindo sensivelmente seu campo dinâmico de audição. Para a avaliação do recrutamento, utiliza-se a
imitanciometria.
Os fenômenos temporários acima descritos podem ser respostas precoces à exposição ao ruído excessivo.
Fonte: Doenças do Trabalho
EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
A ocorrência desses quadros está relacionada à exposição ocupacional ao ruído excessivo, normalmente
acima de 85 dB (A). Ver protocolo sobre Perda da audição provocada pelo ruído e trauma acústico (13.3.5).
Alteração temporária do limiar auditivo - Quadro clínico e diagnóstico
QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
Por muito tempo acreditou-se existir uma correspondência direta entre a perda do limiar auditivo temporária
e a permanente. À luz do conhecimento atual, porém, parece que os mecanismos de produção das perdas temporária
e permanente são distintos. Assim seriam também as alterações produzidas no órgão de Corti.
As alterações temporárias do limiar auditivo são claramente percebidas pelos expostos ao ruído excessivo,
na forma de tinidos, zumbidos ou acúfenos, sensação de cabeça cheia e abafamento da audição, que progressivamente
vai desaparecendo. Esses achados correspondem, ao exame de audiometria tonal, a reduções do limiar auditivo
centradas em “V” ou em gota (entalhe audiométrico), em torno da freqüência de 4.000 Hz. O “V” muito profundo, 1
minuto após a saída do ambiente de ruído excessivo (perda de até 50 ou mais decibéis), é reduzido para 30 dB nos
primeiros 15 minutos, 15 dB depois de 6 horas e, ao final de 24 horas, pode voltar ao limiar basal. Por isso se requer,
normalmente, que exames audiométricos de rotina sejam feitos após, no mínimo, 14 horas de repouso auditivo, segundo
a Portaria/MTb n.º 19/1998.
O mesmo fenômeno pode ocorrer nas exposições a ruído excessivo de origem não-ocupacional.
Nos casos de perdas auditivas neurossensoriais induzidas por ruído na exposição ocupacional, mesmo na
vigência de perdas auditivas significativas em freqüências altas, os escores de discriminação de fala em geral são
bons, acima de 75%. Essa característica corresponde a um dos sete critérios de Sataloff & Sataloff para o reconhecimento
de PAIR ocupacional.
A hiperacusia, hiperestesia auditiva ou recrutamento é uma expressão dos efeitos auditivos da exposição
a barulho excessivo e consiste na sensação de incômodo para sons de alta intensidade. No recrutamento, a percepção
da altura do som cresce de modo anormalmente rápido, à medida que a intensidade aumenta. Nas patologias cocleares,
observa-se o desenvolvimento do recrutamento, independente da perda auditiva. O ouvido normal opera numa faixa
de audição que se estende desde um limiar mínimo (de audibilidade) até um limiar máximo (de desconforto). Essa faixa
chama-se campo dinâmico. Os recrutantes têm um limiar de desconforto menor e, muitas vezes, o limiar auditivo
maior, reduzindo sensivelmente seu campo dinâmico de audição. Para a avaliação do recrutamento, utiliza-se a
imitanciometria.
Os fenômenos temporários acima descritos podem ser respostas precoces à exposição ao ruído excessivo.
Fonte: Doenças do Trabalho
Thursday, May 22, 2014
Otalgia e secreção auditiva - Definição da Doença
Otalgia e secreção auditiva - Definição da Doença
OTALGIA E SECREÇÃO AUDITIVA CID-10 H92.-
DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
Não constituem doença per si, mas são sintomas ou sinais que podem estar presentes no barotrauma do
ouvido médio, na perfuração da membrana do tímpano e no barotrauma do ouvido externo. Para melhor entendimento,
ver os protocolos específicos.
Alteração temporária do limiar auditivo - Definição da Doença
OUTRAS PERCEPÇÕES AUDITIVAS ANORMAIS:
ALTERAÇÃO TEMPORÁRIA DO LIMIAR AUDITIVO, COMPROMETIMENTO
DA DISCRIMINAÇÃO AUDITIVA E HIPERACUSIA CID-10 H93.2
1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
A alteração temporária do limiar auditivo ou mudança temporária do limiar da audição é um dos efeitos
auditivos da exposição a barulho excessivo. Consiste de uma perda auditiva temporária que ocorre imediatamente
após a exposição a níveis elevados de ruído intenso, sendo de curta duração (de minutos a horas), dependendo do
tempo de exposição, da intensidade (nível de pressão sonora), da freqüência do ruído e da suscetibilidade individual.
OTALGIA E SECREÇÃO AUDITIVA CID-10 H92.-
DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
Não constituem doença per si, mas são sintomas ou sinais que podem estar presentes no barotrauma do
ouvido médio, na perfuração da membrana do tímpano e no barotrauma do ouvido externo. Para melhor entendimento,
ver os protocolos específicos.
Alteração temporária do limiar auditivo - Definição da Doença
OUTRAS PERCEPÇÕES AUDITIVAS ANORMAIS:
ALTERAÇÃO TEMPORÁRIA DO LIMIAR AUDITIVO, COMPROMETIMENTO
DA DISCRIMINAÇÃO AUDITIVA E HIPERACUSIA CID-10 H93.2
1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
A alteração temporária do limiar auditivo ou mudança temporária do limiar da audição é um dos efeitos
auditivos da exposição a barulho excessivo. Consiste de uma perda auditiva temporária que ocorre imediatamente
após a exposição a níveis elevados de ruído intenso, sendo de curta duração (de minutos a horas), dependendo do
tempo de exposição, da intensidade (nível de pressão sonora), da freqüência do ruído e da suscetibilidade individual.
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