Dermatite de Contato - Prevenção
5 PREVENÇÃO
Baseia-se na vigilância da saúde do trabalhador descrita na introdução deste capítulo. Entre as facilidades
e cuidados para higiene pessoal a serem providos aos trabalhadores, estão:
- existência e acesso fácil à água corrente, quente e fria, em abundância, com chuveiros, torneiras, toalhas
e agentes de limpeza apropriados. Chuveiros de emergência devem estar disponíveis em ambientes
onde são utilizadas substâncias químicas corrosivas. Podem ser necessários banhos por mais de uma
vez por turno e troca do vestuário em caso de respingos e contato direto com essas substâncias;
- utilização de sabões ou sabonetes neutros ou os mais leves possíveis;
- disponibilidade de limpadores/toalhas de mão para limpeza sem água para óleos, graxas e sujeiras
aderentes. Não utilizar solventes, como querosene, gasolina ou thinner, para limpeza da pele;
- uso de creme hidratante nas mãos, especialmente se necessário lavá-las com freqüência;
- uso de roupas protetoras para bloquear o contato da substância com a pele. Os uniformes e aventais
devem estar limpos, lavados e trocados diariamente. A roupa deve ser escolhida de acordo com o local
da pele que necessita de proteção e com o tipo de substância química envolvida, incluindo luvas de
diferentes comprimentos, sapatos e botas, aventais e macacões, de materiais diversos, como plástico,
borracha natural ou sintética, fibra de vidro, metal ou combinação de materiais. Capacetes, bonés,
gorros, óculos de segurança e proteção respiratória também podem ser necessários;
- o vestuário contaminado deve ser lavado na própria empresa, com os cuidados apropriados. Em caso
de contratação de empresa especializada para essa lavagem, devem ser tomadas as medidas de
proteção adequadas ao tipo de substância também para esses trabalhadores.
A eliminação ou redução da exposição aos fatores de risco de natureza ocupacional a concentrações
próximas de zero ou dentro dos limites considerados seguros, podem ser conseguidas por meio de medidas de controle
ambiental, que incluem:
- enclausuramento de processos e isolamento de setores de trabalho;
- uso de sistemas hermeticamente fechados, na indústria, ou prover máquinas e equipamentos de
anteparos para evitar que respingos de óleos de corte atinjam a pele dos trabalhadores;
- adoção de normas de higiene e segurança rigorosas com sistemas de ventilação exaustora adequados
e eficientes;
- monitoramento ambiental sistemático;
- mudanças na organização do trabalho que permitam diminuir o número de trabalhadores expostos e o
tempo de exposição;
- fornecimento, pelo empregador, de EPI adequados, em bom estado de conservação, nos casos indicados,
de modo complementar às medidas de proteção coletiva.
Recomenda-se a verificação da adequação e adoção, pelo empregador, das medidas de controle dos
fatores de risco ocupacionais e de promoção da saúde identificadas no PPRA (NR 9) e no PCMSO (NR 7), além de
outros regulamentos – sanitários e ambientais – existentes nos estados e municípios. O Anexo n.º 11 da NR 15 (Portaria/
MTb n.º 12/1983) estabelece os LT para algumas substâncias químicas no ar ambiente, para jornadas de até 48 horas
semanais, entre elas algumas potencialmente causadoras de dermatites de contato. Esses limites devem ser comparados
com aqueles adotados por outros países e revisados periodicamente à luz do conhecimento e de evidências atualizadas,
observando-se que, mesmo quando estritamente obedecidos, não impedem o surgimento de danos para a saúde.
O exame médico periódico objetiva a identificação de sinais e sintomas para a detecção precoce da doença.
Consta de avaliação clínica, que inclui exame dermatológico cuidadoso e exames complementares de acordo com a
exposição ocupacional e orientação do trabalhador.
Sunday, March 20, 2016
Saturday, March 19, 2016
Dermatite de Contato - Tratamento
Dermatite de Contato - Tratamento
4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
O tratamento é feito com cuidados higiênicos locais para prevenir a infecção secundária e o uso sintomático
de anti-histamínicos. Cremes de corticóides também podem ser usados (ver tratamento das dermatites alérgicas de
contato).
4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
O tratamento é feito com cuidados higiênicos locais para prevenir a infecção secundária e o uso sintomático
de anti-histamínicos. Cremes de corticóides também podem ser usados (ver tratamento das dermatites alérgicas de
contato).
Friday, March 18, 2016
Dermatite de Contato - Quadro clínico e diagnóstico
Dermatite de Contato - Quadro clínico e diagnóstico
3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
O quadro clínico varia de acordo com o irritante, podendo aparecer sob a forma de dermatites indistingüíveis
das dermatites de contato alérgicas agudas, até ulcerações vermelhas profundas, nas queimaduras químicas. A dermatite
irritativa cumulativa é mais freqüente que a aguda ou acidental. Agressões repetidas, por irritantes de baixo grau,
ocorrem ao longo do tempo. Nesses casos, a secura da pele e o aparecimento de fissuras são, freqüentemente, os
primeiros sinais, que evoluem para eritema, descamação, pápulas, vesículas e espessamento gradual da pele.
As dermatites de contato irritativas podem ser facilmente diagnosticadas pelas histórias clínica e ocupacional
e, com freqüência, ocorrem como acidentes.
Os testes epicutâneos ou patch test não estão indicados para o diagnóstico
de dermatites irritativas. Eventualmente, as mesmas substâncias irritativas, mas em concentrações muito mais baixas,
poderão ser testadas para fins de esclarecimento etiológico das dermatites de contato alérgicas. O diagnóstico diferencial
deve ser feito com os quadros de dermatites de contato alérgicas, psoríase, herpes simples e herpes zoster, reações
idiopáticas vesiculares pela presença do Trichophyton nos pés (micides), eczema numular e reações cutâneas a drogas,
entre outras doenças.
3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
O quadro clínico varia de acordo com o irritante, podendo aparecer sob a forma de dermatites indistingüíveis
das dermatites de contato alérgicas agudas, até ulcerações vermelhas profundas, nas queimaduras químicas. A dermatite
irritativa cumulativa é mais freqüente que a aguda ou acidental. Agressões repetidas, por irritantes de baixo grau,
ocorrem ao longo do tempo. Nesses casos, a secura da pele e o aparecimento de fissuras são, freqüentemente, os
primeiros sinais, que evoluem para eritema, descamação, pápulas, vesículas e espessamento gradual da pele.
As dermatites de contato irritativas podem ser facilmente diagnosticadas pelas histórias clínica e ocupacional
e, com freqüência, ocorrem como acidentes.
Os testes epicutâneos ou patch test não estão indicados para o diagnóstico
de dermatites irritativas. Eventualmente, as mesmas substâncias irritativas, mas em concentrações muito mais baixas,
poderão ser testadas para fins de esclarecimento etiológico das dermatites de contato alérgicas. O diagnóstico diferencial
deve ser feito com os quadros de dermatites de contato alérgicas, psoríase, herpes simples e herpes zoster, reações
idiopáticas vesiculares pela presença do Trichophyton nos pés (micides), eczema numular e reações cutâneas a drogas,
entre outras doenças.
Thursday, March 17, 2016
Quadro 26 - Dermatites de contato por irritantes e seus respectivos agentes.
Quadro 26 - Dermatites de contato por irritantes e seus respectivos agentes.
Quadro XXVI
Doenças:
Agentes
Dermatite de Contato por Irritantes devida a Detergentes (L24.0):
Detergentes, em exposição ocupacional.
Dermatite de Contato por Irritantes devida a Óleos e Gorduras (L24.1):
Óleos e gorduras em exposição ocupacional.
Dermatite de Contato por Irritantes devida a Solventes:
Cetonas, Ciclohexano, Compostos de Cloro, Ésteres,
Glicol, Hidrocarbonetos (L24.2):
Benzeno.
Hidrocarbonetos aromáticos ou alifáticos ou seus derivados
halogenados tóxicos.
Outros solventes ou misturas de solventes especificados.
Obs: todo contato com solventes orgânicos, hidrocarbonetos alifáticos ou
aromáticos ou halogenados, cetonas, éteres, ésteres, álcoois, em forma de
misturas ou pura, é agressivo para a pele.
Dermatite de Contato por Irritantes devida a Cosméticos (L24.3):
Cosméticos, em exposição ocupacional.
Dermatite de Contato por Irritantes devida a Drogas em contato com a pele (L24.4):
Drogas em exposição ocupacional.
Dermatite de Contato por Irritantes devida a outros produtos químicos: Arsênio, Berílio,
Bromo, Cromo, Cimento, Flúor, Fósforo, Inseticidas (L24.5):
Arsênio e seus compostos arsenicais.
Berílio e seus compostos tóxicos.
Bromo.
Cromo e seus compostos tóxicos.
Flúor e seus compostos tóxicos.
Fósforo.
Dermatite de Contato por Irritantes devida a Alimentos em contato com a pele (L24.6):
Alimentos em exposição ocupacional.
Dermatite de Contato por Irritantes devida a Plantas, exceto alimentos (L24.7):
Plantas, em exposição ocupacional.
Dermatite de Contato por Irritantes devida a Outros Agentes Químicos: Corantes (L24.8):
Agentes químicos não-especificados em outras rubricas, em exposição ocupacional.
Quadro XXVI
Doenças:
Agentes
Dermatite de Contato por Irritantes devida a Detergentes (L24.0):
Detergentes, em exposição ocupacional.
Dermatite de Contato por Irritantes devida a Óleos e Gorduras (L24.1):
Óleos e gorduras em exposição ocupacional.
Dermatite de Contato por Irritantes devida a Solventes:
Cetonas, Ciclohexano, Compostos de Cloro, Ésteres,
Glicol, Hidrocarbonetos (L24.2):
Benzeno.
Hidrocarbonetos aromáticos ou alifáticos ou seus derivados
halogenados tóxicos.
Outros solventes ou misturas de solventes especificados.
Obs: todo contato com solventes orgânicos, hidrocarbonetos alifáticos ou
aromáticos ou halogenados, cetonas, éteres, ésteres, álcoois, em forma de
misturas ou pura, é agressivo para a pele.
Dermatite de Contato por Irritantes devida a Cosméticos (L24.3):
Cosméticos, em exposição ocupacional.
Dermatite de Contato por Irritantes devida a Drogas em contato com a pele (L24.4):
Drogas em exposição ocupacional.
Dermatite de Contato por Irritantes devida a outros produtos químicos: Arsênio, Berílio,
Bromo, Cromo, Cimento, Flúor, Fósforo, Inseticidas (L24.5):
Arsênio e seus compostos arsenicais.
Berílio e seus compostos tóxicos.
Bromo.
Cromo e seus compostos tóxicos.
Flúor e seus compostos tóxicos.
Fósforo.
Dermatite de Contato por Irritantes devida a Alimentos em contato com a pele (L24.6):
Alimentos em exposição ocupacional.
Dermatite de Contato por Irritantes devida a Plantas, exceto alimentos (L24.7):
Plantas, em exposição ocupacional.
Dermatite de Contato por Irritantes devida a Outros Agentes Químicos: Corantes (L24.8):
Agentes químicos não-especificados em outras rubricas, em exposição ocupacional.
Wednesday, March 16, 2016
Dermatites de contato por irritantes - Epidemiologia e Fatores de risco
Dermatites de contato por irritantes - Epidemiologia e Fatores de risco
2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
As dermatites de contato são as dermatoses ocupacionais mais freqüentes. Estima-se que, juntas, as
dermatites alérgicas de contato e as dermatites de contato por irritantes respondam por cerca de 90% dos casos de
dermatoses ocupacionais. As dermatites de contato por irritantes são mais freqüentes que as dermatites alérgicas.
Estudos epidemiológicos realizados em distintos países mostram taxas de incidência entre 2 a 6 casos em cada dez
mil trabalhadores/ano, o que significa que as dermatites de contato irritativas são, provavelmente, as doenças profissionais
mais freqüentes.
Entre os agentes causais destacam-se ácidos e álcalis fortes que, dependendo da concentração e do
tempo de exposição, também produzem queimaduras químicas por sabões e detergentes. As dermatites de contato
por irritantes relacionadas ao trabalho devem ser enquadradas no Grupo I da Classificação de Schilling, em que o
trabalho é considerado causa necessária.
O Quadro XXVI mostra as principais dermatites de contato por irritantes e seus
respectivos agentes.
2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
As dermatites de contato são as dermatoses ocupacionais mais freqüentes. Estima-se que, juntas, as
dermatites alérgicas de contato e as dermatites de contato por irritantes respondam por cerca de 90% dos casos de
dermatoses ocupacionais. As dermatites de contato por irritantes são mais freqüentes que as dermatites alérgicas.
Estudos epidemiológicos realizados em distintos países mostram taxas de incidência entre 2 a 6 casos em cada dez
mil trabalhadores/ano, o que significa que as dermatites de contato irritativas são, provavelmente, as doenças profissionais
mais freqüentes.
Entre os agentes causais destacam-se ácidos e álcalis fortes que, dependendo da concentração e do
tempo de exposição, também produzem queimaduras químicas por sabões e detergentes. As dermatites de contato
por irritantes relacionadas ao trabalho devem ser enquadradas no Grupo I da Classificação de Schilling, em que o
trabalho é considerado causa necessária.
O Quadro XXVI mostra as principais dermatites de contato por irritantes e seus
respectivos agentes.
Tuesday, March 15, 2016
Dermatites de contato por irritantes - Definição da Doença
Dermatites de contato por irritantes - Definição da Doença
17.3.3 DERMATITES DE CONTATO POR IRRITANTES CID-10 L24.-
1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
Dermatites de contato, também conhecidas por eczema, são as inflamações agudas ou crônicas da pele,
caracterizadas clinicamente por eritema, edema e vesiculação. Na fase aguda, são acompanhadas freqüentemente
por prurido intenso e, nas formas crônicas, por espessamento da epiderme (liquenificação), com descamação e fissuras,
produzidas por substâncias químicas que, em contato com a pele, causam irritação ou reações alérgicas. Se o contato
com a pele, único ou repetido, produzir efeitos tóxicos imediatos ou tardios de irritação local, elas serão rotuladas
dermatites de contato por irritantes.
Ao contrário das dermatites de contato alérgicas, não é necessária a sensibilização prévia. A fisiopatologia
das dermatites de contato por irritantes não requer a intervenção de mecanismos imunológicos. Assim, pode aparecer
em todos os trabalhadores expostos ao contato com substâncias irritantes, dependendo da sua concentração e do
tempo de exposição.
17.3.3 DERMATITES DE CONTATO POR IRRITANTES CID-10 L24.-
1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
Dermatites de contato, também conhecidas por eczema, são as inflamações agudas ou crônicas da pele,
caracterizadas clinicamente por eritema, edema e vesiculação. Na fase aguda, são acompanhadas freqüentemente
por prurido intenso e, nas formas crônicas, por espessamento da epiderme (liquenificação), com descamação e fissuras,
produzidas por substâncias químicas que, em contato com a pele, causam irritação ou reações alérgicas. Se o contato
com a pele, único ou repetido, produzir efeitos tóxicos imediatos ou tardios de irritação local, elas serão rotuladas
dermatites de contato por irritantes.
Ao contrário das dermatites de contato alérgicas, não é necessária a sensibilização prévia. A fisiopatologia
das dermatites de contato por irritantes não requer a intervenção de mecanismos imunológicos. Assim, pode aparecer
em todos os trabalhadores expostos ao contato com substâncias irritantes, dependendo da sua concentração e do
tempo de exposição.
Monday, March 14, 2016
Dermatites Alérgicas - Prevenção
Dermatites Alérgicas - Prevenção
5 PREVENÇÃO
Baseia-se na vigilância em saúde dos trabalhadores descrita na introdução deste capítulo. Entre as facilidades
para higiene pessoal a serem providas aos trabalhadores, estão:
- existência e acesso fácil à água corrente, quente e fria, em abundância, com chuveiros, torneiras,
toalhas e agentes de limpeza apropriados. Chuveiros de emergência devem estar disponíveis em
ambientes onde são utilizadas substâncias químicas corrosivas. Podem ser necessários banhos por
mais de uma vez por turno e troca do vestuário em caso de respingos e contato direto com essas
substâncias;
- utilização de sabões ou sabonetes neutros ou os mais leves possíveis;
- disponibilidade de limpadores/toalhas de mão para limpeza sem água para óleos, graxas e sujeiras
aderentes. Não utilizar solventes, como querosene, gasolina ou thinner, para limpeza da pele;
- uso de creme hidratante nas mãos, especialmente se necessário lavá-las com freqüência;
- uso de roupas protetoras para bloquear o contato da substância com a pele. Os uniformes e aventais
devem estar limpos, lavados e trocados diariamente. A roupa deve ser escolhida de acordo com o local
da pele que necessita de proteção e com o tipo de substância química envolvida, incluindo: luvas de
diferentes comprimentos, sapatos e botas, aventais e macacões, de materiais diversos: plástico, borracha
natural ou sintética, fibra de vidro, metal ou combinação de materiais. Capacetes, bonés, gorros, óculos
de segurança e proteção respiratória também podem ser necessários;
- o vestuário contaminado deve ser lavado na própria empresa, com os cuidados apropriados. Em caso
de contratação de empresa especializada para essa lavagem, devem ser tomadas as medidas de
proteção adequadas ao tipo de substância também para esses trabalhadores.
As medidas de controle ambiental para eliminação ou redução da exposição aos fatores de risco de natureza
ocupacional nos limites considerados seguros, incluem:
- enclausuramento de processos e isolamento de setores de trabalho;
- uso de sistemas hermeticamente fechados, na indústria, ou dotar máquinas e equipamentos de anteparos
para evitar que respingos de óleos de corte atinjam a pele dos trabalhadores;
- adoção de normas de higiene e segurança rigorosas com sistemas de ventilação exaustora adequados
e eficientes;
- monitoramento ambiental sistemático;
- mudanças na organização do trabalho que permitam diminuir o número de trabalhadores expostos e o
tempo de exposição;
- fornecimento, pelo empregador, de equipamentos de proteção individual adequados, em bom estado
de conservação, nos casos indicados, de modo complementar às medidas de proteção coletiva.
Recomenda-se a verificação da adequação e adoção, pelo empregador, das medidas de controle dos
fatores de risco ocupacionais e de promoção da saúde identificadas no PPRA (NR 9) e no PCMSO (NR 7), além de
outros regulamentos – sanitários e ambientais – existentes nos estados e municípios.
O Anexo n.º 11 da NR 15 (Portaria/MTb n.º 12/1983) estabelece os LT para algumas substâncias químicas
no ar ambiente, para jornadas de até 48 horas semanais, entre elas:
- ácido crômico (névoa) – 0,04 mg/m3;
- mercúrio inorgânico e seus compostos tóxicos – 0,04 mg/m3.
Esses limites devem ser comparados com aqueles adotados por outros países e revisados periodicamente
à luz do conhecimento e evidências atualizadas. Tem sido observado que, mesmo quando estritamente obedecidos,
não impedem o surgimento de danos para a saúde.
O exame médico periódico objetiva a identificação de sinais e sintomas para a detecção precoce da doença.
Consta de avaliação clínica, com exame dermatológico cuidadoso e exames complementares de acordo com a exposição
ocupacional e de orientação do trabalhador. Para algumas das substâncias químicas envolvidas na gênese das
dermatoses de base, deve ser feito o monitoramento biológico.
5 PREVENÇÃO
Baseia-se na vigilância em saúde dos trabalhadores descrita na introdução deste capítulo. Entre as facilidades
para higiene pessoal a serem providas aos trabalhadores, estão:
- existência e acesso fácil à água corrente, quente e fria, em abundância, com chuveiros, torneiras,
toalhas e agentes de limpeza apropriados. Chuveiros de emergência devem estar disponíveis em
ambientes onde são utilizadas substâncias químicas corrosivas. Podem ser necessários banhos por
mais de uma vez por turno e troca do vestuário em caso de respingos e contato direto com essas
substâncias;
- utilização de sabões ou sabonetes neutros ou os mais leves possíveis;
- disponibilidade de limpadores/toalhas de mão para limpeza sem água para óleos, graxas e sujeiras
aderentes. Não utilizar solventes, como querosene, gasolina ou thinner, para limpeza da pele;
- uso de creme hidratante nas mãos, especialmente se necessário lavá-las com freqüência;
- uso de roupas protetoras para bloquear o contato da substância com a pele. Os uniformes e aventais
devem estar limpos, lavados e trocados diariamente. A roupa deve ser escolhida de acordo com o local
da pele que necessita de proteção e com o tipo de substância química envolvida, incluindo: luvas de
diferentes comprimentos, sapatos e botas, aventais e macacões, de materiais diversos: plástico, borracha
natural ou sintética, fibra de vidro, metal ou combinação de materiais. Capacetes, bonés, gorros, óculos
de segurança e proteção respiratória também podem ser necessários;
- o vestuário contaminado deve ser lavado na própria empresa, com os cuidados apropriados. Em caso
de contratação de empresa especializada para essa lavagem, devem ser tomadas as medidas de
proteção adequadas ao tipo de substância também para esses trabalhadores.
As medidas de controle ambiental para eliminação ou redução da exposição aos fatores de risco de natureza
ocupacional nos limites considerados seguros, incluem:
- enclausuramento de processos e isolamento de setores de trabalho;
- uso de sistemas hermeticamente fechados, na indústria, ou dotar máquinas e equipamentos de anteparos
para evitar que respingos de óleos de corte atinjam a pele dos trabalhadores;
- adoção de normas de higiene e segurança rigorosas com sistemas de ventilação exaustora adequados
e eficientes;
- monitoramento ambiental sistemático;
- mudanças na organização do trabalho que permitam diminuir o número de trabalhadores expostos e o
tempo de exposição;
- fornecimento, pelo empregador, de equipamentos de proteção individual adequados, em bom estado
de conservação, nos casos indicados, de modo complementar às medidas de proteção coletiva.
Recomenda-se a verificação da adequação e adoção, pelo empregador, das medidas de controle dos
fatores de risco ocupacionais e de promoção da saúde identificadas no PPRA (NR 9) e no PCMSO (NR 7), além de
outros regulamentos – sanitários e ambientais – existentes nos estados e municípios.
O Anexo n.º 11 da NR 15 (Portaria/MTb n.º 12/1983) estabelece os LT para algumas substâncias químicas
no ar ambiente, para jornadas de até 48 horas semanais, entre elas:
- ácido crômico (névoa) – 0,04 mg/m3;
- mercúrio inorgânico e seus compostos tóxicos – 0,04 mg/m3.
Esses limites devem ser comparados com aqueles adotados por outros países e revisados periodicamente
à luz do conhecimento e evidências atualizadas. Tem sido observado que, mesmo quando estritamente obedecidos,
não impedem o surgimento de danos para a saúde.
O exame médico periódico objetiva a identificação de sinais e sintomas para a detecção precoce da doença.
Consta de avaliação clínica, com exame dermatológico cuidadoso e exames complementares de acordo com a exposição
ocupacional e de orientação do trabalhador. Para algumas das substâncias químicas envolvidas na gênese das
dermatoses de base, deve ser feito o monitoramento biológico.
Sunday, March 13, 2016
Dermatites Alérgicas - Tratamento
Dermatites Alérgicas - Tratamento
4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
Baseia-se em cuidados higiênicos locais para prevenir a infecção secundária e o uso de anti-histamínicos
sistêmicos e cremes de corticóides. Em casos mais extensos, deve-se empregar a corticoidoterapia sistêmica. O
afastamento da exposição é essencial.
Nas formas agudas, sem infecção secundária, pode-se utilizar compressas com solução de Burrow 1:20 ou
1:40; curativos fechados com cremes corticóides, associando-se corticóide via oral. Quando associada à infecção
secundária, tratar com compressas ou banhos de permanganato de potássio (KMnO4) 1:20 mil ou 1:40 mil; curativos
fechados com cremes corticosteróides e instituir antibioticoterapia.
Nas formas crônicas, utilizar cremes ou pomadas de corticóide na área afetada, cuidando para que não
haja absorção demasiada do medicamento, em decorrência da aplicação em grandes extensões de tegumento. Em
áreas liquenificadas, fazer curativo com pomadas ou cremes de corticóide, ocluídos por plástico, durante a noite. Se
houver prurido, associar anti-histamínico por via oral. Orientar o paciente para evitar coçaduras. Se houver infecção
secundária, associar antibioticoterapia.
Apesar do manejo difícil, os eczemas cronificados de origem ocupacional respondem bem à terapêutica
apropriada. Se tal não ocorrer, deve-se verificar uma das seguintes possibilidades:
- trabalhador continua em contato com substâncias irritantes e sensibilizantes;
- áreas de tegumento se mantêm eczematizadas em decorrência de escoriações produzidas pelo ato
de coçar;
- poderá estar ocorrendo autolesionamento (dermatite artefacta) ou a contribuição importante de
fatores emocionais na manutenção da dermatose.
4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
Baseia-se em cuidados higiênicos locais para prevenir a infecção secundária e o uso de anti-histamínicos
sistêmicos e cremes de corticóides. Em casos mais extensos, deve-se empregar a corticoidoterapia sistêmica. O
afastamento da exposição é essencial.
Nas formas agudas, sem infecção secundária, pode-se utilizar compressas com solução de Burrow 1:20 ou
1:40; curativos fechados com cremes corticóides, associando-se corticóide via oral. Quando associada à infecção
secundária, tratar com compressas ou banhos de permanganato de potássio (KMnO4) 1:20 mil ou 1:40 mil; curativos
fechados com cremes corticosteróides e instituir antibioticoterapia.
Nas formas crônicas, utilizar cremes ou pomadas de corticóide na área afetada, cuidando para que não
haja absorção demasiada do medicamento, em decorrência da aplicação em grandes extensões de tegumento. Em
áreas liquenificadas, fazer curativo com pomadas ou cremes de corticóide, ocluídos por plástico, durante a noite. Se
houver prurido, associar anti-histamínico por via oral. Orientar o paciente para evitar coçaduras. Se houver infecção
secundária, associar antibioticoterapia.
Apesar do manejo difícil, os eczemas cronificados de origem ocupacional respondem bem à terapêutica
apropriada. Se tal não ocorrer, deve-se verificar uma das seguintes possibilidades:
- trabalhador continua em contato com substâncias irritantes e sensibilizantes;
- áreas de tegumento se mantêm eczematizadas em decorrência de escoriações produzidas pelo ato
de coçar;
- poderá estar ocorrendo autolesionamento (dermatite artefacta) ou a contribuição importante de
fatores emocionais na manutenção da dermatose.
Saturday, March 12, 2016
Dermatites Alérgicas - Os quadros crônicos
Dermatites Alérgicas - Os quadros crônicos
Os quadros crônicos são caracterizados por pele espessada, com fissuras, e podem agudizar nas reexposições
ao antígeno ou contato com substâncias irritantes.
O diagnóstico e a caracterização como doença relacionada ao trabalho são feitos baseados na história
clínica-ocupacional e no exame clínico. A identificação das substâncias alérgenas (para fins de diagnóstico e para
prevenção de novos contatos e reexposição) pode ser auxiliada pelos testes epicutâneos ou patch tests.
O diagnóstico diferencial deve ser feito com quadros de dermatites de contato irritativas, psoríase, herpes
simples e herpes zoster, reações idiopáticas vesiculares pela presença do Trichophyton nos pés (micides), eczema
numular e reações cutâneas a drogas, entre outras doenças.
Os quadros crônicos são caracterizados por pele espessada, com fissuras, e podem agudizar nas reexposições
ao antígeno ou contato com substâncias irritantes.
O diagnóstico e a caracterização como doença relacionada ao trabalho são feitos baseados na história
clínica-ocupacional e no exame clínico. A identificação das substâncias alérgenas (para fins de diagnóstico e para
prevenção de novos contatos e reexposição) pode ser auxiliada pelos testes epicutâneos ou patch tests.
O diagnóstico diferencial deve ser feito com quadros de dermatites de contato irritativas, psoríase, herpes
simples e herpes zoster, reações idiopáticas vesiculares pela presença do Trichophyton nos pés (micides), eczema
numular e reações cutâneas a drogas, entre outras doenças.
Friday, March 11, 2016
Quadro 25 - Dermatites Alérgicas - Doênças e Agêntes Causadores
Quadro 25 - Dermatites Alérgicas - Doênças e Agêntes Causadores
Quadro XXV
Doença:
Agentes
Dermatite Alérgica de Contato devida a Metais (L23.0):
Cromo dicromato de potássio e seus compostos tóxicos, Sulfato de níquel. Mercúrio e seus compostos tóxicos.
Dermatite Alérgica de Contato devida a Adesivos (L23.1):
Adesivos, em exposição ocupacional.
Dermatite Alérgica de Contato devida a Cosméticos(fabricação/manipulação) (L23.2):
Fabricação/manipulação de cosméticos.
Dermatite Alérgica de Contato devida a Drogas em contato com a pele (L23.3):
Drogas, em exposição ocupacional; medicamentos como neomicina, timerosol, merthiolate.
Dermatite Alérgica de Contato devida a Corantes (L23.4):
Corantes, em exposição ocupacional.
Dermatite Alérgica de Contato devida a outros produtos químicos (L23.5):
Cromo e seus compostos tóxicos.Fósforo ou seus produtos tóxicos.
Iodo. Alcatrão, breu, betume, hulha mineral, parafina ou resíduos
dessas substâncias. Borracha. Inseticidas. Plásticos.
Dermatite Alérgica de Contato devida a Alimentos em contato com a pele (fabricação/manipulação) (L23.6)
Fabricação/Manipulação de Alimentos.
Dermatite Alérgica de Contato devida a Plantas (Não inclui plantas usadas como alimentos) (L23.7)
Manipulação de plantas, em exposição ocupacional.
Dermatite Alérgica de Contato devida a outros agentes (Causa externa especificada) (L23.8)
Agentes químicos, não especificados em outras rubricas, em exposição ocupacional.
Quadro XXV
Doença:
Agentes
Dermatite Alérgica de Contato devida a Metais (L23.0):
Cromo dicromato de potássio e seus compostos tóxicos, Sulfato de níquel. Mercúrio e seus compostos tóxicos.
Dermatite Alérgica de Contato devida a Adesivos (L23.1):
Adesivos, em exposição ocupacional.
Dermatite Alérgica de Contato devida a Cosméticos(fabricação/manipulação) (L23.2):
Fabricação/manipulação de cosméticos.
Dermatite Alérgica de Contato devida a Drogas em contato com a pele (L23.3):
Drogas, em exposição ocupacional; medicamentos como neomicina, timerosol, merthiolate.
Dermatite Alérgica de Contato devida a Corantes (L23.4):
Corantes, em exposição ocupacional.
Dermatite Alérgica de Contato devida a outros produtos químicos (L23.5):
Cromo e seus compostos tóxicos.Fósforo ou seus produtos tóxicos.
Iodo. Alcatrão, breu, betume, hulha mineral, parafina ou resíduos
dessas substâncias. Borracha. Inseticidas. Plásticos.
Dermatite Alérgica de Contato devida a Alimentos em contato com a pele (fabricação/manipulação) (L23.6)
Fabricação/Manipulação de Alimentos.
Dermatite Alérgica de Contato devida a Plantas (Não inclui plantas usadas como alimentos) (L23.7)
Manipulação de plantas, em exposição ocupacional.
Dermatite Alérgica de Contato devida a outros agentes (Causa externa especificada) (L23.8)
Agentes químicos, não especificados em outras rubricas, em exposição ocupacional.
Thursday, March 10, 2016
Dermatites alérgicas de contato - Quadro clínico e diagnóstico
Dermatites alérgicas de contato - Quadro clínico e diagnóstico
3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
A dermatite alérgica de contato resulta de uma reação cutânea eczematosa, imunologicamente mediada
por células-T, com resposta antígeno-específica, tardia, a um antígeno hapteno em contato com a pele. Ao se afastar
do contato com o alérgeno, pode haver remissão total do quadro, mas a hipersensibilidade latente permanece e
reexposições voltam a desencadeá-lo.
O período de incubação, após a exposição inicial, pode variar de 5 a 21 dias. No trabalhador sensibilizado,
reexposto ao contato com um agente sensibilizante, é previsível o aparecimento de uma dermatite eczematosa no
período de 1 a 3 dias e seu desaparecimento em 2 a 3 semanas, cessada a exposição. Sob exposição intensa ou
exposição a agentes sensibilizantes potentes, as lesões podem aparecer mais rapidamente (dentro de 6 a 12 horas) e
melhoram mais lentamente.
A aparência genérica das dermatites de contato alérgicas não é muito diferente das dermatites irritativas e,
clinicamente, é difícil distingui-las. Tipicamente, o quadro se inicia com o aparecimento de eritema, seguido de pápulas
e vesículas úmidas. Nas superfícies palmares e plantares e nas bordas dos dedos da mão e do pé, o primeiro sinal
pode ser a presença de numerosas vesículas agrupadas, acompanhadas de intenso prurido.
Novas áreas de dermatite aparecem na vizinhança das lesões originais, com coalescência posterior e
extenso comprometimento. Podem aparecer lesões em locais distantes, não-relacionados à exposição ocupacional,
porém expostas, inadvertidamente, ao alérgeno através das mãos.
Após exposições maciças a antígenos com alto poder de sensibilização, trabalhadores podem mostrar
reações imediatas, tais como urticária e eritema multiforme. Posteriormente, toda a pele pode estar comprometida por
um quadro dermatológico de lesões úmidas, crostosas e exfoliativas.
3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
A dermatite alérgica de contato resulta de uma reação cutânea eczematosa, imunologicamente mediada
por células-T, com resposta antígeno-específica, tardia, a um antígeno hapteno em contato com a pele. Ao se afastar
do contato com o alérgeno, pode haver remissão total do quadro, mas a hipersensibilidade latente permanece e
reexposições voltam a desencadeá-lo.
O período de incubação, após a exposição inicial, pode variar de 5 a 21 dias. No trabalhador sensibilizado,
reexposto ao contato com um agente sensibilizante, é previsível o aparecimento de uma dermatite eczematosa no
período de 1 a 3 dias e seu desaparecimento em 2 a 3 semanas, cessada a exposição. Sob exposição intensa ou
exposição a agentes sensibilizantes potentes, as lesões podem aparecer mais rapidamente (dentro de 6 a 12 horas) e
melhoram mais lentamente.
A aparência genérica das dermatites de contato alérgicas não é muito diferente das dermatites irritativas e,
clinicamente, é difícil distingui-las. Tipicamente, o quadro se inicia com o aparecimento de eritema, seguido de pápulas
e vesículas úmidas. Nas superfícies palmares e plantares e nas bordas dos dedos da mão e do pé, o primeiro sinal
pode ser a presença de numerosas vesículas agrupadas, acompanhadas de intenso prurido.
Novas áreas de dermatite aparecem na vizinhança das lesões originais, com coalescência posterior e
extenso comprometimento. Podem aparecer lesões em locais distantes, não-relacionados à exposição ocupacional,
porém expostas, inadvertidamente, ao alérgeno através das mãos.
Após exposições maciças a antígenos com alto poder de sensibilização, trabalhadores podem mostrar
reações imediatas, tais como urticária e eritema multiforme. Posteriormente, toda a pele pode estar comprometida por
um quadro dermatológico de lesões úmidas, crostosas e exfoliativas.
Wednesday, March 9, 2016
Dermatites alérgicas de contato - Epidemiologia e Fatores de risco
Dermatites alérgicas de contato - Epidemiologia e Fatores de risco
2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
As dermatites de contato são as dermatoses ocupacionais mais freqüentes. Estima-se que, juntas, as
dermatites alérgicas de contato e as dermatites de contato por irritantes respondem por cerca de 90% dos casos de
dermatoses ocupacionais. A grande maioria dos agentes de origem ocupacional tem pouco poder de sensibilização,
com exceção de algumas madeiras que podem provocar sensibilização em altas porcentagens (70 a 80%) dos
trabalhadores expostos.
As dermatites alérgicas de contato relacionadas ao trabalho podem ser enquadradas nos Grupos I ou III da
Classificação de Schilling. O trabalho pode ser causa necessária em trabalhadores não-alérgicos ou atópicos (Grupo I)
ou desencadeador ou agravante em trabalhadores atópicos, alérgicos, hipersensíveis ou previamente sensibilizados
pelos mesmos alérgenos e/ou por outros semelhantes (Grupo III).
O Quadro XXV mostra as principais dermatites alérgicas de contato e seus respectivos agentes.
2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
As dermatites de contato são as dermatoses ocupacionais mais freqüentes. Estima-se que, juntas, as
dermatites alérgicas de contato e as dermatites de contato por irritantes respondem por cerca de 90% dos casos de
dermatoses ocupacionais. A grande maioria dos agentes de origem ocupacional tem pouco poder de sensibilização,
com exceção de algumas madeiras que podem provocar sensibilização em altas porcentagens (70 a 80%) dos
trabalhadores expostos.
As dermatites alérgicas de contato relacionadas ao trabalho podem ser enquadradas nos Grupos I ou III da
Classificação de Schilling. O trabalho pode ser causa necessária em trabalhadores não-alérgicos ou atópicos (Grupo I)
ou desencadeador ou agravante em trabalhadores atópicos, alérgicos, hipersensíveis ou previamente sensibilizados
pelos mesmos alérgenos e/ou por outros semelhantes (Grupo III).
O Quadro XXV mostra as principais dermatites alérgicas de contato e seus respectivos agentes.
Tuesday, March 8, 2016
Dermatites alérgicas de contato - Definição da Doença
Dermatites alérgicas de contato - Definição da Doença
17.3.2 DERMATITES ALÉRGICAS DE CONTATO CID-10 L23.-
1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
Dermatites de contato, também conhecidas por eczemas, são inflamações agudas ou crônicas da pele,
caracterizadas clinicamente por eritema, edema e vesiculação. Na fase aguda, são acompanhadas, freqüentemente,
por prurido intenso e, nas formas crônicas, por espessamento da epiderme (liquenificação), com descamação e fissuras,
produzidas por substâncias químicas que, em contato com a pele, causam irritação ou reações alérgicas. Quando
causam alergia são denominadas dermatites alérgicas de contato.
17.3.2 DERMATITES ALÉRGICAS DE CONTATO CID-10 L23.-
1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
Dermatites de contato, também conhecidas por eczemas, são inflamações agudas ou crônicas da pele,
caracterizadas clinicamente por eritema, edema e vesiculação. Na fase aguda, são acompanhadas, freqüentemente,
por prurido intenso e, nas formas crônicas, por espessamento da epiderme (liquenificação), com descamação e fissuras,
produzidas por substâncias químicas que, em contato com a pele, causam irritação ou reações alérgicas. Quando
causam alergia são denominadas dermatites alérgicas de contato.
Monday, March 7, 2016
Dermatoses pápulo-pustulosas - Prevenção
Dermatoses pápulo-pustulosas - Prevenção
5 PREVENÇÃO
Baseia-se nos procedimentos de vigilância em saúde descritos na introdução deste capítulo, direcionados para
a dermatose primária. Entre as facilidades para os cuidados de higiene pessoal a serem providas aos trabalhadores, estão:
- existência e acesso fácil à água corrente, quente e fria, em abundância, com chuveiros, torneiras,
toalhas e agentes de limpeza apropriados. Chuveiros de emergência devem estar disponíveis em
ambientes onde são utilizadas substâncias químicas corrosivas. Podem ser necessários banhos por
mais de uma vez por turno e troca do vestuário em caso de respingos e contato direto com essas
substâncias;
- utilização de sabões ou sabonetes neutros ou mais leves possíveis;
- disponibilidade de limpadores/toalhas de mão para limpeza sem água para óleos, graxas e sujeiras
aderentes. Não utilizar solventes, como querosene, gasolina, thinner, para limpeza da pele;
- uso de creme hidratante nas mãos, especialmente se for necessário lavá-las com freqüência;
- uso de roupas protetoras para bloquear o contato da substância com a pele. Os uniformes e aventais
devem estar limpos, lavados e trocados diariamente. A roupa deve ser escolhida de acordo com o local
da pele que necessita de proteção e com o tipo de substância química envolvida, incluindo luvas de
diferentes comprimentos, sapatos e botas, aventais e macacões, de materiais diversos, como plástico,
borracha natural ou sintética, fibra de vidro, metal ou combinação de materiais. Capacetes, bonés,
gorros, óculos de segurança e proteção respiratória também podem ser necessários;
- o vestuário contaminado deve ser lavado na própria empresa, com os cuidados apropriados. Em caso
de contratação de empresa especializada para esta lavagem, devem ser tomadas as medidas de
proteção adequadas ao tipo de substância também para esses trabalhadores.
A eliminação ou redução da exposição aos fatores de risco de natureza ocupacional a concentrações
próximas de zero ou sua manutenção dentro dos limites considerados seguros podem ser conseguidas por meio de
medidas de controle ambiental, que incluem:
- enclausuramento de processos e isolamento de setores de trabalho;
- uso de sistemas hermeticamente fechados, na indústria ou prover as máquinas e equipamentos de
anteparos para evitar que respingos de óleos de corte atinjam a pele dos trabalhadores;
- adoção de normas de higiene e segurança rigorosas com sistemas de ventilação exaustora adequados
e eficientes;
- monitoramento sistemático das concentrações de fumos, névoas e poeira no ar ambiente;
- mudanças na organização do trabalho que permitam diminuir o número de trabalhadores expostos e o
tempo de exposição;
- fornecimento, pelo empregador, de EPI adequados, em bom estado de conservação, nos casos indicados,
de modo complementar às medidas de proteção coletiva.
Recomenda-se a verificação da adequação e adoção, pelo empregador, das medidas de controle dos
fatores de risco ocupacionais e de promoção da saúde identificadas no PPRA (NR 9) e no PCMSO (NR 7), além de
outros regulamentos – sanitários e ambientais – existentes nos estados e municípios.
O Anexo n.o 11 da NR 15(Portaria/MTb n.o 12/1983) estabelece os LT para algumas substâncias químicas no ar ambiente, para jornadas de
até 48 horas semanais, entre elas cromo e seus compostos tóxicos e hidrocarbonetos alifáticos e aromáticos.
O exame médico periódico objetiva a identificação de sinais e sintomas para a detecção precoce da doença.
Consta de avaliação clínica e exames complementares de acordo com a exposição ocupacional e orientação do
trabalhador. Para algumas das substâncias químicas envolvidas na gênese das dermatoses de base, deve ser feito
monitoramento biológico.
5 PREVENÇÃO
Baseia-se nos procedimentos de vigilância em saúde descritos na introdução deste capítulo, direcionados para
a dermatose primária. Entre as facilidades para os cuidados de higiene pessoal a serem providas aos trabalhadores, estão:
- existência e acesso fácil à água corrente, quente e fria, em abundância, com chuveiros, torneiras,
toalhas e agentes de limpeza apropriados. Chuveiros de emergência devem estar disponíveis em
ambientes onde são utilizadas substâncias químicas corrosivas. Podem ser necessários banhos por
mais de uma vez por turno e troca do vestuário em caso de respingos e contato direto com essas
substâncias;
- utilização de sabões ou sabonetes neutros ou mais leves possíveis;
- disponibilidade de limpadores/toalhas de mão para limpeza sem água para óleos, graxas e sujeiras
aderentes. Não utilizar solventes, como querosene, gasolina, thinner, para limpeza da pele;
- uso de creme hidratante nas mãos, especialmente se for necessário lavá-las com freqüência;
- uso de roupas protetoras para bloquear o contato da substância com a pele. Os uniformes e aventais
devem estar limpos, lavados e trocados diariamente. A roupa deve ser escolhida de acordo com o local
da pele que necessita de proteção e com o tipo de substância química envolvida, incluindo luvas de
diferentes comprimentos, sapatos e botas, aventais e macacões, de materiais diversos, como plástico,
borracha natural ou sintética, fibra de vidro, metal ou combinação de materiais. Capacetes, bonés,
gorros, óculos de segurança e proteção respiratória também podem ser necessários;
- o vestuário contaminado deve ser lavado na própria empresa, com os cuidados apropriados. Em caso
de contratação de empresa especializada para esta lavagem, devem ser tomadas as medidas de
proteção adequadas ao tipo de substância também para esses trabalhadores.
A eliminação ou redução da exposição aos fatores de risco de natureza ocupacional a concentrações
próximas de zero ou sua manutenção dentro dos limites considerados seguros podem ser conseguidas por meio de
medidas de controle ambiental, que incluem:
- enclausuramento de processos e isolamento de setores de trabalho;
- uso de sistemas hermeticamente fechados, na indústria ou prover as máquinas e equipamentos de
anteparos para evitar que respingos de óleos de corte atinjam a pele dos trabalhadores;
- adoção de normas de higiene e segurança rigorosas com sistemas de ventilação exaustora adequados
e eficientes;
- monitoramento sistemático das concentrações de fumos, névoas e poeira no ar ambiente;
- mudanças na organização do trabalho que permitam diminuir o número de trabalhadores expostos e o
tempo de exposição;
- fornecimento, pelo empregador, de EPI adequados, em bom estado de conservação, nos casos indicados,
de modo complementar às medidas de proteção coletiva.
Recomenda-se a verificação da adequação e adoção, pelo empregador, das medidas de controle dos
fatores de risco ocupacionais e de promoção da saúde identificadas no PPRA (NR 9) e no PCMSO (NR 7), além de
outros regulamentos – sanitários e ambientais – existentes nos estados e municípios.
O Anexo n.o 11 da NR 15(Portaria/MTb n.o 12/1983) estabelece os LT para algumas substâncias químicas no ar ambiente, para jornadas de
até 48 horas semanais, entre elas cromo e seus compostos tóxicos e hidrocarbonetos alifáticos e aromáticos.
O exame médico periódico objetiva a identificação de sinais e sintomas para a detecção precoce da doença.
Consta de avaliação clínica e exames complementares de acordo com a exposição ocupacional e orientação do
trabalhador. Para algumas das substâncias químicas envolvidas na gênese das dermatoses de base, deve ser feito
monitoramento biológico.
Sunday, March 6, 2016
Dermatoses pápulo-pustulosas - Tratamento
Dermatoses pápulo-pustulosas - Tratamento
4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
É importante identificar e tratar a patologia primária. Podem ser utilizados agentes antiinfecciosos, tópicos
ou sistêmicos, dependendo da extensão e gravidade da lesão, limpeza, debridamento e medicação sintomática para
alívio de sintomas, como prurido, dor e queimação.
4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
É importante identificar e tratar a patologia primária. Podem ser utilizados agentes antiinfecciosos, tópicos
ou sistêmicos, dependendo da extensão e gravidade da lesão, limpeza, debridamento e medicação sintomática para
alívio de sintomas, como prurido, dor e queimação.
Saturday, March 5, 2016
Infecções bacterianas secundárias
Infecções bacterianas secundárias
Em geral, as infecções bacterianas secundárias podem aparecer como pápulas crostosas (impetigo), pápulas
perifoliculares, pústulas (foliculite) e lesões profundas, com a forma de nódulos eritematosos ou placas com ou sem
raias linfangíticas (linfangite). As lesões secundárias por fungos aparecem, geralmente, como placas anulares com o
centro claro e as bordas eritematosas, elevadas e escamosas.
O diagnóstico é eminentemente clínico. Em alguns casos, é necessária a realização de exames
bacterioscópicos/micológicos diretos ou culturas para a identificação do agente causal. A natureza ocupacional é
estabelecida pela combinação de:
- análise da profissão e do gesto profissional;
- história da doença atual;
- presença e características da doença secundária (infecção secundária bacteriana e/ou micótica);
- evidências da presença de lesões primitivas e/ou condições facilitadoras, de origem ocupacional.
O diagnóstico diferencial deve ser feito com outras entidades que levem a quadros de lesões pápulo-
pustulosas, porém não-relacionados ao trabalho, como impetigo e foliculites.
Em geral, as infecções bacterianas secundárias podem aparecer como pápulas crostosas (impetigo), pápulas
perifoliculares, pústulas (foliculite) e lesões profundas, com a forma de nódulos eritematosos ou placas com ou sem
raias linfangíticas (linfangite). As lesões secundárias por fungos aparecem, geralmente, como placas anulares com o
centro claro e as bordas eritematosas, elevadas e escamosas.
O diagnóstico é eminentemente clínico. Em alguns casos, é necessária a realização de exames
bacterioscópicos/micológicos diretos ou culturas para a identificação do agente causal. A natureza ocupacional é
estabelecida pela combinação de:
- análise da profissão e do gesto profissional;
- história da doença atual;
- presença e características da doença secundária (infecção secundária bacteriana e/ou micótica);
- evidências da presença de lesões primitivas e/ou condições facilitadoras, de origem ocupacional.
O diagnóstico diferencial deve ser feito com outras entidades que levem a quadros de lesões pápulo-
pustulosas, porém não-relacionados ao trabalho, como impetigo e foliculites.
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