Saturday, July 16, 2016

Lesões do ombro - Prevenção

Lesões do ombro - Prevenção

5 PREVENÇÃO
A prevenção das lesões do ombro relacionadas ao trabalho requer avaliação e monitoramento das condi-
ções e do ambiente de trabalho, particularmente do modo como são realizadas as tarefas, das atividades que envolvem
contratura estática ou imobilização, por tempo prolongado, de segmentos corporais como cabeça, pescoço ou ombros,
elevação e abdução dos braços acima da altura dos ombros empregando força, movimentos repetitivos do braço e
elevação do cotovelo. Requer uma ação articulada entre os setores assistenciais e os de vigilância. É importante que
o paciente seja cuidado por uma equipe multiprofissional, com abordagem interdisciplinar, capacitada a atuar e a dar
suporte aos sofrimentos físico e psíquico do trabalhador e aos aspectos sociais e de intervenção nos ambientes de
trabalho.

A intervenção sobre os ambientes de trabalho deve basear-se em análise criteriosa e global da organiza-
ção do trabalho, que inclui:
- análise ergonômica do trabalho real, da atividade, do conteúdo das tarefas, dos modos operatórios e dos
postos de trabalho; do ritmo e da intensidade do trabalho; dos fatores mecânicos e condições físicas dos
postos de trabalho; das normas de produção; dos sistemas de turnos, dos sistemas de premiação, dos
incentivos, dos fatores psicossociais, individuais e das relações de trabalho entre colegas e chefias;
- medidas de proteção coletiva e individual implementadas pelas empresas;
- estratégias de defesa, individuais e coletivas, adotadas pelos trabalhadores.

Recomenda-se observar a adequação e o cumprimento, pelo empregador, do PPRA (NR 9) e do PCMSO
(NR 7), segundo a Portaria/MTb n.º 3.214/1978, além de outros regulamentos – sanitários e ambientais – existentes nos
estados e municípios. Para promoção da saúde do trabalhador e prevenção das lesões de ombro relacionadas ao trabalho,
devem ser observadas as prescrições contidas na NR 17, que estabelece parâmetros para avaliação e correção, do ponto
de vista ergonômico, de situações e condições de trabalho. É importante garantir a participação dos trabalhadores e a
sensibilização dos níveis gerenciais para a implementação das modificações na organização do trabalho.

O exame médico periódico visa à identificação de sinais e sintomas para a detecção precoce da doença,
por meio de:
- avaliação clínica, com pesquisas de sinais e sintomas, por meio de protocolo padronizado e exame físico
acurado;
- exames complementares orientados pela exposição ocupacional;
- informações epidemiológicas.
Mais importante do que a realização de exames complementares são as pesquisas de sinais e sintomas
dolorosos, de sobrecarga de estruturas músculo-esqueléticas, sintomas neurovegetativos, psíquicos, e um exame
físico criterioso para a detecção precoce dos casos. Recomenda-se o monitoramento clínico por meio da aplicação de
instrumentos padronizados de pesquisas de sintomas referidos. Não está justificado o uso de exames de imagem (RX
e outros) nos exames pré-admissionais e periódicos. Aplicam-se somente nos casos em que é necessário firmar
diagnóstico e realizar diagnóstico diferencial.


Friday, July 15, 2016

Lesões do ombro - Quadro clínico e diagnóstico e Tratamento

Lesões do ombro - Quadro clínico e diagnóstico e Tratamento

3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
Descritos no item 1.

4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
Os princípios citados na introdução deste capítulo devem ser respeitados particularmente em casos crônicos.
A abordagem varia com os estágios evolutivos, podendo incluir:
- repouso ativo (tipóia e cinesiologia suave);
- AINE;
- acupuntura;
- fortalecimento de rotadores internos e externos;
- estabilizadores da escápula e folheto posterior do deltóide. Não usar roda do ombro;
- em caso de ruptura do tendão, há necessidade de cirurgia.


Thursday, July 14, 2016

Fatores de risco de natureza ocupacional conhecidos - Epidemiologia e Fatores de risco

Fatores de risco de natureza ocupacional conhecidos - Epidemiologia e Fatores de risco

2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
O desenvolvimento das lesões do ombro, assim como de outros distúrbios osteomusculares relacionados
ao trabalho, é multicausal, sendo importante analisar os fatores de risco, direta ou indiretamente envolvidos, menciona-
dos na introdução deste capítulo.

Com essa compreensão, as lesões do ombro em determinados grupos ocupacionais, excluídas as causas
não-ocupacionais e ocorrendo condições de trabalho com posições forçadas e gestos repetitivos e/ou ritmo de trabalho
penoso e/ou condições difíceis de trabalho, podem ser classificadas como doenças relacionadas ao trabalho, do Grupo
II da Classificação de Schilling, em que o trabalho pode ser considerado fator de risco, no conjunto de fatores associ-
ados com a etiologia multicausal dessas entidades.


Wednesday, July 13, 2016

Outras lesões do ombro

Outras lesões do ombro

OUTRAS LESÕES DO OMBRO (M75.8)
Outros quadros de acometimento de estruturas do ombro, com diagnóstico especificado e não-incluído em
outra parte desta lista, podem vir a ser classificados nesta categoria. O nexo com o trabalho decorrerá dos achados
epidemiológicos, dados de história ocupacional, resultados de análise ergonômica da atividade, análise do posto ou
atividade, realizada em inspeção ao local de trabalho, registros do PPRA e/ou do PCMSO, que permitem ao médico e
à equipe de saúde considerar a atividade desenvolvida pelo trabalhador como sendo de risco em relação à gênese de
afecções da(s) estrutura(s) afetada(s).

LESÕES DO OMBRO NÃO-ESPECIFICADAS (M75.9)
Esse código pode ser utilizado quando não existe um diagnóstico especificado, porém deve-se evitar
sua utilização.


Tuesday, July 12, 2016

Bursite do ombro

Bursite do ombro

BURSITE DO OMBRO (M75.5)
Processo inflamatório que ocorre devido à compressão da bursa e que, geralmente, também comprime o
tendão do supra-espinhoso. O quadro clínico é semelhante ao da tendinite do supra-espinhoso, com dor intermitente.
Pode representar agravamento do quadro descrito. Ao atingir estruturas ósseas,
pode originar quadro de capsulite adesiva.

Monday, July 11, 2016

Tendinite calcificante do ombro

Tendinite calcificante do ombro

TENDINITE CALCIFICANTE DO OMBRO (M75.3)
Doença caracterizada pelo aparecimento de depósitos calcáreos em tendões de manguito rotatório. Está
relacionada às tendinites do supra-espinhoso e às bursites de ombro relacionadas ao trabalho, que evoluem com
agravamento e complicações. O quadro clínico caracteriza-se, inicialmente, por crise, com dor súbita, contínua e de
grande intensidade. Em crises típicas, há espasmo muscular acentuado, discreto aumento da temperatura e da perfusão
sangüínea da pele. A realização dos testes de pinçamento subacromial e de lesão do manguito rotatório pode ser
impossível face à defesa do paciente. 7,5 a 20 % dos indivíduos acometidos são assintomáticos. Os casos de bursite
subacromial aguda calcificada são extremamente dolorosos. O diagnóstico é clínico. A radiografia simples pode mos-
trar calcificações em tendões de supra-espinhoso e outros de manguito rotatório.

Sunday, July 10, 2016

Tendinite distal de bíceps

Tendinite distal de bíceps

TENDINITE DISTAL DE BÍCEPS (M75.2)
Inflamação aguda ou crônica do tendão distal do bíceps, que tem sido descrita em associação com movi-
mentos de flexão de antebraço supinado. O quadro clínico caracteriza-se por dor no tendão distal do bíceps à flexão e
à supinação do antebraço em contra-resistência. A ruptura do tendão ocorre com esforço de contração máxima. A força
de flexão permanece, mas a supinação enfraquece. O diagnóstico é clínico, podendo ser auxiliado por radiografias,
ultra-som ou ressonância magnética.

Saturday, July 9, 2016

Tendinite bicipital Tendinite da cabeça longa do bíceps

Tendinite bicipital Tendinite da cabeça longa do bíceps

TENDINITE BICIPITAL (TENDINITE DA CABEÇA LONGA DO BÍCEPS) (M75.2)
Inflamação aguda ou crônica do tendão e da bainha sinovial, da cabeça longa do bíceps ao nível da goteira
intertubercular do úmero, estando, geralmente, associada com a tendinite de supra-espinhoso. É causada por movi-
mentos repetitivos de braço, abdução dos braços acima da altura dos ombros, flexão associada com supinação do
antebraço e elevação do cotovelo. O quadro clínico caracteriza-se por dor na face anterior (projeção de goteira
intertubercular da cabeça) do úmero, piora dos movimentos, principalmente de flexão de antebraço supinado, associ-
ada com esforço. Dor à palpação do tendão no sulco umeral e durante pronação/supinação. Em caso de ruptura do
tendão, há retração do músculo e o braço assume aspecto de braço de popeye. Ao exame físico, os testes de Yergason
e/ou de Appley mostram-se positivos.

Friday, July 8, 2016

Síndrome do manguito rotatório

Síndrome do manguito rotatório

SÍNDROME DO MANGUITO ROTATÓRIO,
SÍNDROME DO SUPRA-ESPINHOSO,
SÍNDROME DO IMPACTO OU IMPINGEMENT (M75.1)
Inflamação aguda ou crônica acometendo tendões da bainha dos rotadores, especialmente por compres-
são da bursa e do tendão supra-espinhoso entre a grande tuberosidade da cabeça do úmero e a porção anterior e
inferior do acrômio durante a elevação do braço. Tem sido descrita em associação com exposições a movimentos
repetitivos de braço, elevação e abdução de braços acima da altura dos ombros, principalmente se associados ao uso
de força por tempo prolongado e elevação de cotovelo.
O quadro clínico caracteriza-se por dor intermitente no ombro, que piora com esforços físicos e à noite. A
dor pode se irradiar para a face lateral do braço e associar-se com a diminuição das forças de rotação externa e
abdução. O paciente queixa-se de crepitação, dificuldade ou impossibilidade para elevar ou manter o braço elevado.

São descritos três estágios evolutivos:

ESTÁGIO 1:
dor em trajeto de tendão de supra-espinhoso relacionada ao esforço, que melhora com repouso, geralmente
sem dor noturna e sem limitação de movimentos. Ao exame físico evidenciam-se sinais de Neer sensibili-
zado (rotação interna passiva) e/ou de Jobe positivos. Costuma ser mais freqüente em menores de 25
anos;
ESTÁGIO 2:
mais freqüente entre 25 e 40 anos; carateriza-se por dor aos esforços e no repouso (noturna), pode haver
limitação de movimentos (pela dor). Os sinais de Neer e/ou Jobe são positivos. Pode haver fraqueza dos
músculos supra-espinhoso e infra-espinhoso;
ESTÁGIO 3:
mais freqüente em maiores de 50 anos; caracteriza-se por dor de intensidade variável que piora à noite,
resistente à AINE e à infiltração com corticóides. Em fases tardias pode haver hipotrofias musculares.
Movimentos do ombro são normais, podendo haver graus variados de restrição articular.
O diagnóstico é essencialmente clínico, sendo auxiliado por radiografias simples do ombro com incidências
especiais (Técnicas 1, 2, 3 de Nicoletti, et al) que podem revelar esporões subacromiais, artrose acromioclavicular,
irregularidades no tubérculo maior do úmero, cistos ósseos na cabeça e colo do úmero, diminuição discreta até o
completo desaparecimento do espaço subacromial, sugerindo ruptura de tendão supra-espinhoso. O ultra-som de
estruturas do ombro deve ser bilateral e pode mostrar tendinites, bursites e lesões incompletas do tendão supra-
espinhoso, edema da cabeça longa do bíceps, afilamento, defeito focal ou ausência completa do tendão supra-espi-
nhoso, rupturas do tendão supra-espinhoso e infra-espinhoso e alterações degenerativas da bolsa subdeltoídea.

Thursday, July 7, 2016

Lesões do ombro - Definição da Doença

Lesões do ombro - Definição da Doença

18.3.8 LESÕES DO OMBRO: CID-10 M75.-
CAPSULITE ADESIVA DO OMBRO (OMBRO CONGELADO, PERIARTRITE DO OMBRO) M75.0
SÍNDROME DO MANGUITO ROTATÓRIO OU SÍNDROME DO SUPRA-ESPINHOSO M75.1
TENDINITE BICIPITAL M75.2
TENDINITE CALCIFICANTE DO OMBRO M75.3
BURSITE DO OMBRO M75.5
OUTRAS LESÕES DO OMBRO M75.8
LESÕES DO OMBRO NÃO-ESPECIFICADAS M75.9

1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
O ombro é uma das estruturas mais complexas do aparelho locomotor, o que se traduz na diversidade de
síndromes resultantes de seu comprometimento, muitas delas relacionadas ao trabalho.
CAPSULITE ADESIVA DO OMBRO (OMBRO CONGELADO, PERIARTRITE DO OMBRO) (M75.0)
Doença de evolução autolimitada caracterizada por dor e limitação de movimentos (principalmente rotação
externa e abdução do ombro), sem antecedente de traumatismo, capaz de levar à fratura e/ou afecções degenerativas,
tumorais ou inflamatórias. Pode resultar de uma tendinite do supra-espinhoso ou de bursites do ombro relacionadas ao
trabalho, que evoluem com agravamento e complicações. O quadro clínico caracteriza-se por dor e por graus variados
de limitação de movimentos, principalmente da rotação externa e abdução do ombro. Entre os diagnósticos diferenci-
ais com os problemas relacionados ao trabalho estão: câncer de pulmão, diabetes mellitus, disfunções tireoidianas,
distúrbios depressivos, discopatias cervicais e tumores intracranianos. O diagnóstico é clínico, auxiliado pelo exame
radiológico (o artrograma de ombro mostra alterações características).

Wednesday, July 6, 2016

Fibromatose da fáscia palmar - Prevenção

Fibromatose da fáscia palmar - Prevenção

5 PREVENÇÃO
A prevenção da fibromatose da fáscia palmar relacionada ao trabalho requer avaliação e monitoramento
das condições e dos ambientes de trabalho, particularmente do modo como as tarefas são realizadas, nas atividades
que implicam exigência de compressão palmar repetida, com ritmo de trabalho penoso e vibrações localizadas, como
nas atividades com manuseio de máquinas e equipamentos. Requer uma ação integrada dos setores assistenciais e
os de vigilância.
É importante que o paciente seja cuidado por uma equipe multiprofissional, com abordagem
interdisciplinar, capacitada a dar suporte aos sofrimentos físico e psíquico do trabalhador e sobre os aspectos sociais
e de intervenção nos ambientes de trabalho.
A intervenção sobre os ambientes de trabalho deve basear-se em análise criteriosa e global da organiza-
ção do trabalho, que inclui:
- análise ergonômica do trabalho (real), da atividade, do conteúdo das tarefas, dos modos operatórios e
dos postos de trabalho, do ritmo e da intensidade do trabalho, dos fatores mecânicos e condições
físicas dos postos de trabalho, das normas de produção, dos sistemas de turnos, dos sistemas de
premiação, dos incentivos, dos fatores psicossociais, individuais e da relação de trabalho entre colegas
e chefias;
- medidas de proteção coletiva e individual implementadas pelas empresas;
- estratégias de defesa, individuais e coletivas, adotadas pelos trabalhadores.
Recomenda-se observar a adequação e o cumprimento, pelo empregador, do PPRA (NR 9) e do PCMSO
(NR 7), segundo a Portaria/MTb n.º 3.214/1978, além de outros regulamentos – sanitários e ambientais – existentes
nos estados e municípios.
Para promoção da saúde do trabalhador e prevenção da fibromatose da fáscia palmar
relacionada ao trabalho, também devem ser observadas as prescrições contidas na NR 17, que estabelece, do ponto
de vista ergonômico, parâmetros para avaliação e correção de situações e condições de trabalho. O Anexo n.º 8 da NR
15 define como insalubres atividades e operações que exponham os trabalhadores a vibrações e estabelece os LT de
acordo com a ISO 2631 e a ISO/DIS 5349 ou suas substitutas. O controle da exposição a vibrações pelo manuseio de
equipamentos, instrumentos e maquinarias deve ser previsto desde a etapa de projeto e fabricação. Sua atenuação
pode ser conseguida por meio da diminuição do tempo de exposição e uso de luvas protetoras apropriadas.
Devem ser definidas estratégias que garantam a participação dos trabalhadores e a sensibilização dos
níveis gerenciais para a implementação das modificações necessárias na organização do trabalho.

O exame médico periódico visa à identificação de sinais e sintomas para a detecção precoce da doença,
por meio de:
- avaliação clínica com pesquisas de sinais e sintomas por meio de protocolo padronizado e exame físico
acurado;
- exames complementares orientados pela exposição ocupacional;
- informações epidemiológicas.

Mais importante do que a realização de exames complementares são as pesquisas de sinais e sintomas dolorosos,
de sobrecarga de estruturas músculo-esqueléticas, sintomas neurovegetativos, psíquicos, e um exame físico criterioso,
para a detecção precoce de casos. Recomenda-se o monitoramento clínico por meio da aplicação de instrumentos
padronizados de pesquisas de sintomas referidos. Não está justificado o uso de exames de imagem (raio X e outros) nos
exames pré-admissionais e periódicos. Aplicam-se somente nos casos em que é necessário firmar diagnóstico e realizar
diagnóstico diferencial.


Tuesday, July 5, 2016

Fibromatose da fáscia palmar - Tratamento

Fibromatose da fáscia palmar - Tratamento

4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
Devem ser observadas as condutas descritas na introdução deste capítulo. A indicação de cirurgia depen-
de da idade, grau de contratura e limitação funcional. Pacientes jovens com doença grave têm indicação cirúrgica,
devendo ser informados que a chance de reincidência é elevada. Em pacientes com história de trabalho pesado,
aponta-se pior prognóstico e maior percentagem de complicações pós-cirúrgicas não-usuais.


Monday, July 4, 2016

Fibromatose da fáscia palmar - Quadro clínico e diagnóstico

Fibromatose da fáscia palmar - Quadro clínico e diagnóstico

3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
O quadro clínico caracteriza-se por contratura em flexão das mãos, atrofia dos músculos das mãos e
antebraços, rigidez e incapacidade. Afeta, principalmente, o lado ulnar das mãos, acometendo em ordem decrescente
de freqüência o 3.º, 4.º e 5.ºdedos.
É comum apresentar-se bilateralmente, mas, quando unilateral, predomina em mão dominante.
O diagnóstico baseia-se em:
- história clínica e exame físico;
- análise do trabalho.


Sunday, July 3, 2016

Fibromatose da fáscia palmar - Epidemiologia e Fatores de risco

Fibromatose da fáscia palmar - Epidemiologia e Fatores de risco

2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
Relaciona-se a exigências de compressão palmar repetida com trabalho pesado, associadas ou não a
vibrações. Entre os fatores de risco são considerados: posições forçadas, gestos repetitivos, ritmo de trabalho penoso
e vibrações localizadas.


Saturday, July 2, 2016

Fibromatose da fáscia palmar - Definição da Doença

Fibromatose da fáscia palmar - Definição da Doença

18.3.7 FIBROMATOSE DA FÁSCIA PALMAR: CONTRATURA OU MOLÉSTIA DE DUPUYTREN CID-10 M72.0

1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
Entidade clínica caracterizada por espessamento e retração da fáscia palmar, acarretando contratura em
flexão dos dedos e incapacidade funcional das mãos. Na fase inicial da doença de Dupuytren há formação de nódulos
na face palmar das mãos, que evoluem formando cordas fibrosas, que podem ser percebidas à palpação. Essas
cordas são originadas na fáscia palmar retraída por baixo da pele. Na fase residual, os nódulos desaparecem, perma-
necendo apenas focos de aderência e cordas fibrosas reacionais.


Friday, July 1, 2016

Transtornos dos tecidos moles relacionados com o uso - Tratamento e Prevenção

Transtornos dos tecidos moles relacionados com o uso - Tratamento e Prevenção

4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
O tratamento deve seguir os princípios gerais descritos na introdução deste capítulo.

5 PREVENÇÃO
A prevenção dos transtornos dos tecidos moles relacionados ao trabalho requer avaliação e monitoramento
das condições e dos ambientes de trabalho, particularmente do modo como as tarefas são realizadas, especialmente
nas atividades que envolvem esforço repetitivo, movimentos bruscos, uso de força, posições forçadas e por tempo
prolongado de segmentos corporais e articulações (joelhos, tornozelos, cotovelo e punhos). Entre os expostos desta-
cam-se: trabalhadores domésticos, serviços de limpeza, ocupações da indústria da construção; algumas atividades de
operação e de manutenção de equipamentos, como na indústria petrolífera, petroquímica, atividades em serviços de
saúde, como manejo de pacientes, de macas e equipamentos, entre outras.
A prevenção desses agravos requer uma ação integrada e articulada entre os setores assistenciais e os de
vigilância. É importante que o paciente seja cuidado por uma equipe multiprofissional, com abordagem interdisciplinar,
capacitada a intervir e a dar suporte aos sofrimentos físico e psíquico do trabalhador e aos aspectos sociais e de
intervenção nos ambientes de trabalho.

A intervenção sobre os ambientes de trabalho deve basear-se em análise criteriosa e global da organiza-
ção do trabalho, que inclui:
- análise ergonômica do trabalho (real), da atividade, do conteúdo das tarefas, dos modos operatórios e
dos postos de trabalho, do ritmo e da intensidade do trabalho, dos fatores mecânicos e condições
físicas dos postos de trabalho, das normas de produção, dos sistemas de turnos, dos sistemas de
premiação, dos incentivos, dos fatores psicossociais, individuais e das relações de trabalho entre cole-
gas e chefias;
- medidas de proteção coletiva e individual implementadas pelas empresas;
- estratégias de defesa, individuais e coletivas, adotadas pelos trabalhadores.
Recomenda-se observar a adequação e o cumprimento, pelo empregador, do PPRA (NR 9) e do PCMSO
(NR 7), segundo a Portaria/MTb n.º 3.214/1978, além de outros regulamentos – sanitários e ambientais – existentes
nos estados e municípios. Para promoção da saúde do trabalhador e prevenção dos transtornos dos tecidos moles
relacionados ao trabalho, devem ser observadas as prescrições contidas na NR 17, que estabelece parâmetros para
avaliação e correção de situações e condições de trabalho, do ponto de vista ergonômico.
É importante garantir a participação dos trabalhadores e a sensibilização dos níveis gerenciais para a
implementação das modificações na organização do trabalho.
O exame médico periódico visa à identificação de sinais e sintomas para a detecção precoce da doença,
por meio de:
- avaliação clínica com pesquisas de sinais e sintomas, por meio de protocolo padronizado e exame
físico acurado;
- exames complementares orientados pela exposição ocupacional;
- informações epidemiológicas.

Mais importante do que a realização de exames complementares são as pesquisas de sinais e sintomas
dolorosos, de sobrecarga de estruturas músculo-esqueléticas, sintomas neurovegetativos, psíquicos, e um exame
físico criterioso para a detecção precoce dos casos.
Recomenda-se o monitoramento clínico por meio da aplicação de instrumentos padronizados de pesqui-
sas de sintomas referidos. Não está justificado o uso de exames de imagem (raio X e outros) nos exames pré-admissionais
e periódicos. Aplicam-se somente nos casos em que é necessário firmar diagnóstico e realizar diagnóstico diferencial.