Epicondilite medial - Epidemiologia e Fatores de risco
2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
A epicondilite lateral tem alta incidência na população geral e predomina entre os 35 e 55 anos. Dos
portadores de cotovelo de tenista, 95% não praticam esportes. Ambos os sexos são acometidos na mesma proporção
e a doença é sete vezes mais freqüente que a epicondilite medial.
Os mecanismos etiopatogênicos ainda são obscuros e controversos. Alguns autores acreditam em um
fator constitucional, ainda não definido, responsável por tendinites generalizadas de repetição, como a de Quervain.
Teorias como a microrruptura degenerativa da origem dos músculos, devida ao envelhecimento, microrruptura traumá-
tica da origem dos músculos, devida ao trauma direto ou esforço repetitivo, degeneração do ligamento anular e síndrome
do supinador tentam explicar essa patologia. Causas de epicondilite lateral são os esforços excessivos de extensão do
punho e dedos, com o cotovelo em extensão, supinação do antebraço e extensão brusca do cotovelo (movimento que
os pedreiros fazem ao chapiscar paredes).
A epicondilite lateral tem sido descrita em trabalhadores de fábricas de lingüiça, cortadores e empacotadores
de carne e de frigoríficos em que se desenvolvam atividades com movimentos repetitivos
de dorso flexão (extensão) ou
desvio radial de punho, supinação de antebraço, esforço estático e preensão prolongada de objetos, principalmente
com punho estabilizado em extensão e supinação repetidas e compressão mecânica de cotovelo.
Como no cotovelo de tenista, o cotovelo de jogador de golfe (epicondilite medial) raramente é provocado
por práticas esportivas, podendo estar associado a qualquer atividade que exija flexão forçada do punho e arremesso.
Flexão brusca de punho e dedos, com antebraço pronado, como ocorre nos descascadores de fios, pode provocar
epicondilite medial.
As epicondilites, cuja relação com a atividade profissional está bem caracterizada, devem ser classificadas
como doenças relacionadas ao trabalho, do Grupo II da Classificação de Schilling.
Monday, July 18, 2016
Sunday, July 17, 2016
Outras entesopatias epicondilite medial - Definição da Doença
Outras entesopatias epicondilite medial - Definição da Doença
18.3.9 OUTRAS ENTESOPATIAS: EPICONDILITE MEDIAL M77.0
EPICONDILITE LATERAL (COTOVELO DE TENISTA) M77.1
1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
Inflamações agudas ou crônicas que acometem a inserção de tendões (entese) em epicôndilo medial
(cotovelo do jogador de golfe) ou epicôndilo lateral (cotovelo de tenista). São desencadeadas por movimentos repetitivos
de punho e dedos, com flexão brusca ou freqüente, esforço estático e preensão prolongada de objetos, principalmente
com punho estabilizado em flexão e pronação, como, por exemplo, na preensão de chaves de fenda, condução de
veículos, cujos volantes exigem esforço, e no transporte ou deslocamento de bolsas ou sacos pesados, em que haja
pronação repetida.
18.3.9 OUTRAS ENTESOPATIAS: EPICONDILITE MEDIAL M77.0
EPICONDILITE LATERAL (COTOVELO DE TENISTA) M77.1
1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
Inflamações agudas ou crônicas que acometem a inserção de tendões (entese) em epicôndilo medial
(cotovelo do jogador de golfe) ou epicôndilo lateral (cotovelo de tenista). São desencadeadas por movimentos repetitivos
de punho e dedos, com flexão brusca ou freqüente, esforço estático e preensão prolongada de objetos, principalmente
com punho estabilizado em flexão e pronação, como, por exemplo, na preensão de chaves de fenda, condução de
veículos, cujos volantes exigem esforço, e no transporte ou deslocamento de bolsas ou sacos pesados, em que haja
pronação repetida.
Saturday, July 16, 2016
Lesões do ombro - Prevenção
Lesões do ombro - Prevenção
5 PREVENÇÃO
A prevenção das lesões do ombro relacionadas ao trabalho requer avaliação e monitoramento das condi-
ções e do ambiente de trabalho, particularmente do modo como são realizadas as tarefas, das atividades que envolvem
contratura estática ou imobilização, por tempo prolongado, de segmentos corporais como cabeça, pescoço ou ombros,
elevação e abdução dos braços acima da altura dos ombros empregando força, movimentos repetitivos do braço e
elevação do cotovelo. Requer uma ação articulada entre os setores assistenciais e os de vigilância. É importante que
o paciente seja cuidado por uma equipe multiprofissional, com abordagem interdisciplinar, capacitada a atuar e a dar
suporte aos sofrimentos físico e psíquico do trabalhador e aos aspectos sociais e de intervenção nos ambientes de
trabalho.
A intervenção sobre os ambientes de trabalho deve basear-se em análise criteriosa e global da organiza-
ção do trabalho, que inclui:
- análise ergonômica do trabalho real, da atividade, do conteúdo das tarefas, dos modos operatórios e dos
postos de trabalho; do ritmo e da intensidade do trabalho; dos fatores mecânicos e condições físicas dos
postos de trabalho; das normas de produção; dos sistemas de turnos, dos sistemas de premiação, dos
incentivos, dos fatores psicossociais, individuais e das relações de trabalho entre colegas e chefias;
- medidas de proteção coletiva e individual implementadas pelas empresas;
- estratégias de defesa, individuais e coletivas, adotadas pelos trabalhadores.
Recomenda-se observar a adequação e o cumprimento, pelo empregador, do PPRA (NR 9) e do PCMSO
(NR 7), segundo a Portaria/MTb n.º 3.214/1978, além de outros regulamentos – sanitários e ambientais – existentes nos
estados e municípios. Para promoção da saúde do trabalhador e prevenção das lesões de ombro relacionadas ao trabalho,
devem ser observadas as prescrições contidas na NR 17, que estabelece parâmetros para avaliação e correção, do ponto
de vista ergonômico, de situações e condições de trabalho. É importante garantir a participação dos trabalhadores e a
sensibilização dos níveis gerenciais para a implementação das modificações na organização do trabalho.
O exame médico periódico visa à identificação de sinais e sintomas para a detecção precoce da doença,
por meio de:
- avaliação clínica, com pesquisas de sinais e sintomas, por meio de protocolo padronizado e exame físico
acurado;
- exames complementares orientados pela exposição ocupacional;
- informações epidemiológicas.
Mais importante do que a realização de exames complementares são as pesquisas de sinais e sintomas
dolorosos, de sobrecarga de estruturas músculo-esqueléticas, sintomas neurovegetativos, psíquicos, e um exame
físico criterioso para a detecção precoce dos casos. Recomenda-se o monitoramento clínico por meio da aplicação de
instrumentos padronizados de pesquisas de sintomas referidos. Não está justificado o uso de exames de imagem (RX
e outros) nos exames pré-admissionais e periódicos. Aplicam-se somente nos casos em que é necessário firmar
diagnóstico e realizar diagnóstico diferencial.
5 PREVENÇÃO
A prevenção das lesões do ombro relacionadas ao trabalho requer avaliação e monitoramento das condi-
ções e do ambiente de trabalho, particularmente do modo como são realizadas as tarefas, das atividades que envolvem
contratura estática ou imobilização, por tempo prolongado, de segmentos corporais como cabeça, pescoço ou ombros,
elevação e abdução dos braços acima da altura dos ombros empregando força, movimentos repetitivos do braço e
elevação do cotovelo. Requer uma ação articulada entre os setores assistenciais e os de vigilância. É importante que
o paciente seja cuidado por uma equipe multiprofissional, com abordagem interdisciplinar, capacitada a atuar e a dar
suporte aos sofrimentos físico e psíquico do trabalhador e aos aspectos sociais e de intervenção nos ambientes de
trabalho.
A intervenção sobre os ambientes de trabalho deve basear-se em análise criteriosa e global da organiza-
ção do trabalho, que inclui:
- análise ergonômica do trabalho real, da atividade, do conteúdo das tarefas, dos modos operatórios e dos
postos de trabalho; do ritmo e da intensidade do trabalho; dos fatores mecânicos e condições físicas dos
postos de trabalho; das normas de produção; dos sistemas de turnos, dos sistemas de premiação, dos
incentivos, dos fatores psicossociais, individuais e das relações de trabalho entre colegas e chefias;
- medidas de proteção coletiva e individual implementadas pelas empresas;
- estratégias de defesa, individuais e coletivas, adotadas pelos trabalhadores.
Recomenda-se observar a adequação e o cumprimento, pelo empregador, do PPRA (NR 9) e do PCMSO
(NR 7), segundo a Portaria/MTb n.º 3.214/1978, além de outros regulamentos – sanitários e ambientais – existentes nos
estados e municípios. Para promoção da saúde do trabalhador e prevenção das lesões de ombro relacionadas ao trabalho,
devem ser observadas as prescrições contidas na NR 17, que estabelece parâmetros para avaliação e correção, do ponto
de vista ergonômico, de situações e condições de trabalho. É importante garantir a participação dos trabalhadores e a
sensibilização dos níveis gerenciais para a implementação das modificações na organização do trabalho.
O exame médico periódico visa à identificação de sinais e sintomas para a detecção precoce da doença,
por meio de:
- avaliação clínica, com pesquisas de sinais e sintomas, por meio de protocolo padronizado e exame físico
acurado;
- exames complementares orientados pela exposição ocupacional;
- informações epidemiológicas.
Mais importante do que a realização de exames complementares são as pesquisas de sinais e sintomas
dolorosos, de sobrecarga de estruturas músculo-esqueléticas, sintomas neurovegetativos, psíquicos, e um exame
físico criterioso para a detecção precoce dos casos. Recomenda-se o monitoramento clínico por meio da aplicação de
instrumentos padronizados de pesquisas de sintomas referidos. Não está justificado o uso de exames de imagem (RX
e outros) nos exames pré-admissionais e periódicos. Aplicam-se somente nos casos em que é necessário firmar
diagnóstico e realizar diagnóstico diferencial.
Friday, July 15, 2016
Lesões do ombro - Quadro clínico e diagnóstico e Tratamento
Lesões do ombro - Quadro clínico e diagnóstico e Tratamento
3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
Descritos no item 1.
4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
Os princípios citados na introdução deste capítulo devem ser respeitados particularmente em casos crônicos.
A abordagem varia com os estágios evolutivos, podendo incluir:
- repouso ativo (tipóia e cinesiologia suave);
- AINE;
- acupuntura;
- fortalecimento de rotadores internos e externos;
- estabilizadores da escápula e folheto posterior do deltóide. Não usar roda do ombro;
- em caso de ruptura do tendão, há necessidade de cirurgia.
3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
Descritos no item 1.
4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
Os princípios citados na introdução deste capítulo devem ser respeitados particularmente em casos crônicos.
A abordagem varia com os estágios evolutivos, podendo incluir:
- repouso ativo (tipóia e cinesiologia suave);
- AINE;
- acupuntura;
- fortalecimento de rotadores internos e externos;
- estabilizadores da escápula e folheto posterior do deltóide. Não usar roda do ombro;
- em caso de ruptura do tendão, há necessidade de cirurgia.
Thursday, July 14, 2016
Fatores de risco de natureza ocupacional conhecidos - Epidemiologia e Fatores de risco
Fatores de risco de natureza ocupacional conhecidos - Epidemiologia e Fatores de risco
2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
O desenvolvimento das lesões do ombro, assim como de outros distúrbios osteomusculares relacionados
ao trabalho, é multicausal, sendo importante analisar os fatores de risco, direta ou indiretamente envolvidos, menciona-
dos na introdução deste capítulo.
Com essa compreensão, as lesões do ombro em determinados grupos ocupacionais, excluídas as causas
não-ocupacionais e ocorrendo condições de trabalho com posições forçadas e gestos repetitivos e/ou ritmo de trabalho
penoso e/ou condições difíceis de trabalho, podem ser classificadas como doenças relacionadas ao trabalho, do Grupo
II da Classificação de Schilling, em que o trabalho pode ser considerado fator de risco, no conjunto de fatores associ-
ados com a etiologia multicausal dessas entidades.
2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
O desenvolvimento das lesões do ombro, assim como de outros distúrbios osteomusculares relacionados
ao trabalho, é multicausal, sendo importante analisar os fatores de risco, direta ou indiretamente envolvidos, menciona-
dos na introdução deste capítulo.
Com essa compreensão, as lesões do ombro em determinados grupos ocupacionais, excluídas as causas
não-ocupacionais e ocorrendo condições de trabalho com posições forçadas e gestos repetitivos e/ou ritmo de trabalho
penoso e/ou condições difíceis de trabalho, podem ser classificadas como doenças relacionadas ao trabalho, do Grupo
II da Classificação de Schilling, em que o trabalho pode ser considerado fator de risco, no conjunto de fatores associ-
ados com a etiologia multicausal dessas entidades.
Wednesday, July 13, 2016
Outras lesões do ombro
Outras lesões do ombro
OUTRAS LESÕES DO OMBRO (M75.8)
Outros quadros de acometimento de estruturas do ombro, com diagnóstico especificado e não-incluído em
outra parte desta lista, podem vir a ser classificados nesta categoria. O nexo com o trabalho decorrerá dos achados
epidemiológicos, dados de história ocupacional, resultados de análise ergonômica da atividade, análise do posto ou
atividade, realizada em inspeção ao local de trabalho, registros do PPRA e/ou do PCMSO, que permitem ao médico e
à equipe de saúde considerar a atividade desenvolvida pelo trabalhador como sendo de risco em relação à gênese de
afecções da(s) estrutura(s) afetada(s).
LESÕES DO OMBRO NÃO-ESPECIFICADAS (M75.9)
Esse código pode ser utilizado quando não existe um diagnóstico especificado, porém deve-se evitar
sua utilização.
OUTRAS LESÕES DO OMBRO (M75.8)
Outros quadros de acometimento de estruturas do ombro, com diagnóstico especificado e não-incluído em
outra parte desta lista, podem vir a ser classificados nesta categoria. O nexo com o trabalho decorrerá dos achados
epidemiológicos, dados de história ocupacional, resultados de análise ergonômica da atividade, análise do posto ou
atividade, realizada em inspeção ao local de trabalho, registros do PPRA e/ou do PCMSO, que permitem ao médico e
à equipe de saúde considerar a atividade desenvolvida pelo trabalhador como sendo de risco em relação à gênese de
afecções da(s) estrutura(s) afetada(s).
LESÕES DO OMBRO NÃO-ESPECIFICADAS (M75.9)
Esse código pode ser utilizado quando não existe um diagnóstico especificado, porém deve-se evitar
sua utilização.
Tuesday, July 12, 2016
Bursite do ombro
Bursite do ombro
BURSITE DO OMBRO (M75.5)
Processo inflamatório que ocorre devido à compressão da bursa e que, geralmente, também comprime o
tendão do supra-espinhoso. O quadro clínico é semelhante ao da tendinite do supra-espinhoso, com dor intermitente.
Pode representar agravamento do quadro descrito. Ao atingir estruturas ósseas,
pode originar quadro de capsulite adesiva.
BURSITE DO OMBRO (M75.5)
Processo inflamatório que ocorre devido à compressão da bursa e que, geralmente, também comprime o
tendão do supra-espinhoso. O quadro clínico é semelhante ao da tendinite do supra-espinhoso, com dor intermitente.
Pode representar agravamento do quadro descrito. Ao atingir estruturas ósseas,
pode originar quadro de capsulite adesiva.
Monday, July 11, 2016
Tendinite calcificante do ombro
Tendinite calcificante do ombro
TENDINITE CALCIFICANTE DO OMBRO (M75.3)
Doença caracterizada pelo aparecimento de depósitos calcáreos em tendões de manguito rotatório. Está
relacionada às tendinites do supra-espinhoso e às bursites de ombro relacionadas ao trabalho, que evoluem com
agravamento e complicações. O quadro clínico caracteriza-se, inicialmente, por crise, com dor súbita, contínua e de
grande intensidade. Em crises típicas, há espasmo muscular acentuado, discreto aumento da temperatura e da perfusão
sangüínea da pele. A realização dos testes de pinçamento subacromial e de lesão do manguito rotatório pode ser
impossível face à defesa do paciente. 7,5 a 20 % dos indivíduos acometidos são assintomáticos. Os casos de bursite
subacromial aguda calcificada são extremamente dolorosos. O diagnóstico é clínico. A radiografia simples pode mos-
trar calcificações em tendões de supra-espinhoso e outros de manguito rotatório.
TENDINITE CALCIFICANTE DO OMBRO (M75.3)
Doença caracterizada pelo aparecimento de depósitos calcáreos em tendões de manguito rotatório. Está
relacionada às tendinites do supra-espinhoso e às bursites de ombro relacionadas ao trabalho, que evoluem com
agravamento e complicações. O quadro clínico caracteriza-se, inicialmente, por crise, com dor súbita, contínua e de
grande intensidade. Em crises típicas, há espasmo muscular acentuado, discreto aumento da temperatura e da perfusão
sangüínea da pele. A realização dos testes de pinçamento subacromial e de lesão do manguito rotatório pode ser
impossível face à defesa do paciente. 7,5 a 20 % dos indivíduos acometidos são assintomáticos. Os casos de bursite
subacromial aguda calcificada são extremamente dolorosos. O diagnóstico é clínico. A radiografia simples pode mos-
trar calcificações em tendões de supra-espinhoso e outros de manguito rotatório.
Sunday, July 10, 2016
Tendinite distal de bíceps
Tendinite distal de bíceps
TENDINITE DISTAL DE BÍCEPS (M75.2)
Inflamação aguda ou crônica do tendão distal do bíceps, que tem sido descrita em associação com movi-
mentos de flexão de antebraço supinado. O quadro clínico caracteriza-se por dor no tendão distal do bíceps à flexão e
à supinação do antebraço em contra-resistência. A ruptura do tendão ocorre com esforço de contração máxima. A força
de flexão permanece, mas a supinação enfraquece. O diagnóstico é clínico, podendo ser auxiliado por radiografias,
ultra-som ou ressonância magnética.
TENDINITE DISTAL DE BÍCEPS (M75.2)
Inflamação aguda ou crônica do tendão distal do bíceps, que tem sido descrita em associação com movi-
mentos de flexão de antebraço supinado. O quadro clínico caracteriza-se por dor no tendão distal do bíceps à flexão e
à supinação do antebraço em contra-resistência. A ruptura do tendão ocorre com esforço de contração máxima. A força
de flexão permanece, mas a supinação enfraquece. O diagnóstico é clínico, podendo ser auxiliado por radiografias,
ultra-som ou ressonância magnética.
Saturday, July 9, 2016
Tendinite bicipital Tendinite da cabeça longa do bíceps
Tendinite bicipital Tendinite da cabeça longa do bíceps
TENDINITE BICIPITAL (TENDINITE DA CABEÇA LONGA DO BÍCEPS) (M75.2)
Inflamação aguda ou crônica do tendão e da bainha sinovial, da cabeça longa do bíceps ao nível da goteira
intertubercular do úmero, estando, geralmente, associada com a tendinite de supra-espinhoso. É causada por movi-
mentos repetitivos de braço, abdução dos braços acima da altura dos ombros, flexão associada com supinação do
antebraço e elevação do cotovelo. O quadro clínico caracteriza-se por dor na face anterior (projeção de goteira
intertubercular da cabeça) do úmero, piora dos movimentos, principalmente de flexão de antebraço supinado, associ-
ada com esforço. Dor à palpação do tendão no sulco umeral e durante pronação/supinação. Em caso de ruptura do
tendão, há retração do músculo e o braço assume aspecto de braço de popeye. Ao exame físico, os testes de Yergason
e/ou de Appley mostram-se positivos.
TENDINITE BICIPITAL (TENDINITE DA CABEÇA LONGA DO BÍCEPS) (M75.2)
Inflamação aguda ou crônica do tendão e da bainha sinovial, da cabeça longa do bíceps ao nível da goteira
intertubercular do úmero, estando, geralmente, associada com a tendinite de supra-espinhoso. É causada por movi-
mentos repetitivos de braço, abdução dos braços acima da altura dos ombros, flexão associada com supinação do
antebraço e elevação do cotovelo. O quadro clínico caracteriza-se por dor na face anterior (projeção de goteira
intertubercular da cabeça) do úmero, piora dos movimentos, principalmente de flexão de antebraço supinado, associ-
ada com esforço. Dor à palpação do tendão no sulco umeral e durante pronação/supinação. Em caso de ruptura do
tendão, há retração do músculo e o braço assume aspecto de braço de popeye. Ao exame físico, os testes de Yergason
e/ou de Appley mostram-se positivos.
Friday, July 8, 2016
Síndrome do manguito rotatório
Síndrome do manguito rotatório
SÍNDROME DO MANGUITO ROTATÓRIO,
SÍNDROME DO SUPRA-ESPINHOSO,
SÍNDROME DO IMPACTO OU IMPINGEMENT (M75.1)
Inflamação aguda ou crônica acometendo tendões da bainha dos rotadores, especialmente por compres-
são da bursa e do tendão supra-espinhoso entre a grande tuberosidade da cabeça do úmero e a porção anterior e
inferior do acrômio durante a elevação do braço. Tem sido descrita em associação com exposições a movimentos
repetitivos de braço, elevação e abdução de braços acima da altura dos ombros, principalmente se associados ao uso
de força por tempo prolongado e elevação de cotovelo.
O quadro clínico caracteriza-se por dor intermitente no ombro, que piora com esforços físicos e à noite. A
dor pode se irradiar para a face lateral do braço e associar-se com a diminuição das forças de rotação externa e
abdução. O paciente queixa-se de crepitação, dificuldade ou impossibilidade para elevar ou manter o braço elevado.
São descritos três estágios evolutivos:
ESTÁGIO 1:
dor em trajeto de tendão de supra-espinhoso relacionada ao esforço, que melhora com repouso, geralmente
sem dor noturna e sem limitação de movimentos. Ao exame físico evidenciam-se sinais de Neer sensibili-
zado (rotação interna passiva) e/ou de Jobe positivos. Costuma ser mais freqüente em menores de 25
anos;
ESTÁGIO 2:
mais freqüente entre 25 e 40 anos; carateriza-se por dor aos esforços e no repouso (noturna), pode haver
limitação de movimentos (pela dor). Os sinais de Neer e/ou Jobe são positivos. Pode haver fraqueza dos
músculos supra-espinhoso e infra-espinhoso;
ESTÁGIO 3:
mais freqüente em maiores de 50 anos; caracteriza-se por dor de intensidade variável que piora à noite,
resistente à AINE e à infiltração com corticóides. Em fases tardias pode haver hipotrofias musculares.
Movimentos do ombro são normais, podendo haver graus variados de restrição articular.
O diagnóstico é essencialmente clínico, sendo auxiliado por radiografias simples do ombro com incidências
especiais (Técnicas 1, 2, 3 de Nicoletti, et al) que podem revelar esporões subacromiais, artrose acromioclavicular,
irregularidades no tubérculo maior do úmero, cistos ósseos na cabeça e colo do úmero, diminuição discreta até o
completo desaparecimento do espaço subacromial, sugerindo ruptura de tendão supra-espinhoso. O ultra-som de
estruturas do ombro deve ser bilateral e pode mostrar tendinites, bursites e lesões incompletas do tendão supra-
espinhoso, edema da cabeça longa do bíceps, afilamento, defeito focal ou ausência completa do tendão supra-espi-
nhoso, rupturas do tendão supra-espinhoso e infra-espinhoso e alterações degenerativas da bolsa subdeltoídea.
SÍNDROME DO MANGUITO ROTATÓRIO,
SÍNDROME DO SUPRA-ESPINHOSO,
SÍNDROME DO IMPACTO OU IMPINGEMENT (M75.1)
Inflamação aguda ou crônica acometendo tendões da bainha dos rotadores, especialmente por compres-
são da bursa e do tendão supra-espinhoso entre a grande tuberosidade da cabeça do úmero e a porção anterior e
inferior do acrômio durante a elevação do braço. Tem sido descrita em associação com exposições a movimentos
repetitivos de braço, elevação e abdução de braços acima da altura dos ombros, principalmente se associados ao uso
de força por tempo prolongado e elevação de cotovelo.
O quadro clínico caracteriza-se por dor intermitente no ombro, que piora com esforços físicos e à noite. A
dor pode se irradiar para a face lateral do braço e associar-se com a diminuição das forças de rotação externa e
abdução. O paciente queixa-se de crepitação, dificuldade ou impossibilidade para elevar ou manter o braço elevado.
São descritos três estágios evolutivos:
ESTÁGIO 1:
dor em trajeto de tendão de supra-espinhoso relacionada ao esforço, que melhora com repouso, geralmente
sem dor noturna e sem limitação de movimentos. Ao exame físico evidenciam-se sinais de Neer sensibili-
zado (rotação interna passiva) e/ou de Jobe positivos. Costuma ser mais freqüente em menores de 25
anos;
ESTÁGIO 2:
mais freqüente entre 25 e 40 anos; carateriza-se por dor aos esforços e no repouso (noturna), pode haver
limitação de movimentos (pela dor). Os sinais de Neer e/ou Jobe são positivos. Pode haver fraqueza dos
músculos supra-espinhoso e infra-espinhoso;
ESTÁGIO 3:
mais freqüente em maiores de 50 anos; caracteriza-se por dor de intensidade variável que piora à noite,
resistente à AINE e à infiltração com corticóides. Em fases tardias pode haver hipotrofias musculares.
Movimentos do ombro são normais, podendo haver graus variados de restrição articular.
O diagnóstico é essencialmente clínico, sendo auxiliado por radiografias simples do ombro com incidências
especiais (Técnicas 1, 2, 3 de Nicoletti, et al) que podem revelar esporões subacromiais, artrose acromioclavicular,
irregularidades no tubérculo maior do úmero, cistos ósseos na cabeça e colo do úmero, diminuição discreta até o
completo desaparecimento do espaço subacromial, sugerindo ruptura de tendão supra-espinhoso. O ultra-som de
estruturas do ombro deve ser bilateral e pode mostrar tendinites, bursites e lesões incompletas do tendão supra-
espinhoso, edema da cabeça longa do bíceps, afilamento, defeito focal ou ausência completa do tendão supra-espi-
nhoso, rupturas do tendão supra-espinhoso e infra-espinhoso e alterações degenerativas da bolsa subdeltoídea.
Thursday, July 7, 2016
Lesões do ombro - Definição da Doença
Lesões do ombro - Definição da Doença
18.3.8 LESÕES DO OMBRO: CID-10 M75.-
CAPSULITE ADESIVA DO OMBRO (OMBRO CONGELADO, PERIARTRITE DO OMBRO) M75.0
SÍNDROME DO MANGUITO ROTATÓRIO OU SÍNDROME DO SUPRA-ESPINHOSO M75.1
TENDINITE BICIPITAL M75.2
TENDINITE CALCIFICANTE DO OMBRO M75.3
BURSITE DO OMBRO M75.5
OUTRAS LESÕES DO OMBRO M75.8
LESÕES DO OMBRO NÃO-ESPECIFICADAS M75.9
1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
O ombro é uma das estruturas mais complexas do aparelho locomotor, o que se traduz na diversidade de
síndromes resultantes de seu comprometimento, muitas delas relacionadas ao trabalho.
CAPSULITE ADESIVA DO OMBRO (OMBRO CONGELADO, PERIARTRITE DO OMBRO) (M75.0)
Doença de evolução autolimitada caracterizada por dor e limitação de movimentos (principalmente rotação
externa e abdução do ombro), sem antecedente de traumatismo, capaz de levar à fratura e/ou afecções degenerativas,
tumorais ou inflamatórias. Pode resultar de uma tendinite do supra-espinhoso ou de bursites do ombro relacionadas ao
trabalho, que evoluem com agravamento e complicações. O quadro clínico caracteriza-se por dor e por graus variados
de limitação de movimentos, principalmente da rotação externa e abdução do ombro. Entre os diagnósticos diferenci-
ais com os problemas relacionados ao trabalho estão: câncer de pulmão, diabetes mellitus, disfunções tireoidianas,
distúrbios depressivos, discopatias cervicais e tumores intracranianos. O diagnóstico é clínico, auxiliado pelo exame
radiológico (o artrograma de ombro mostra alterações características).
18.3.8 LESÕES DO OMBRO: CID-10 M75.-
CAPSULITE ADESIVA DO OMBRO (OMBRO CONGELADO, PERIARTRITE DO OMBRO) M75.0
SÍNDROME DO MANGUITO ROTATÓRIO OU SÍNDROME DO SUPRA-ESPINHOSO M75.1
TENDINITE BICIPITAL M75.2
TENDINITE CALCIFICANTE DO OMBRO M75.3
BURSITE DO OMBRO M75.5
OUTRAS LESÕES DO OMBRO M75.8
LESÕES DO OMBRO NÃO-ESPECIFICADAS M75.9
1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
O ombro é uma das estruturas mais complexas do aparelho locomotor, o que se traduz na diversidade de
síndromes resultantes de seu comprometimento, muitas delas relacionadas ao trabalho.
CAPSULITE ADESIVA DO OMBRO (OMBRO CONGELADO, PERIARTRITE DO OMBRO) (M75.0)
Doença de evolução autolimitada caracterizada por dor e limitação de movimentos (principalmente rotação
externa e abdução do ombro), sem antecedente de traumatismo, capaz de levar à fratura e/ou afecções degenerativas,
tumorais ou inflamatórias. Pode resultar de uma tendinite do supra-espinhoso ou de bursites do ombro relacionadas ao
trabalho, que evoluem com agravamento e complicações. O quadro clínico caracteriza-se por dor e por graus variados
de limitação de movimentos, principalmente da rotação externa e abdução do ombro. Entre os diagnósticos diferenci-
ais com os problemas relacionados ao trabalho estão: câncer de pulmão, diabetes mellitus, disfunções tireoidianas,
distúrbios depressivos, discopatias cervicais e tumores intracranianos. O diagnóstico é clínico, auxiliado pelo exame
radiológico (o artrograma de ombro mostra alterações características).
Wednesday, July 6, 2016
Fibromatose da fáscia palmar - Prevenção
Fibromatose da fáscia palmar - Prevenção
5 PREVENÇÃO
A prevenção da fibromatose da fáscia palmar relacionada ao trabalho requer avaliação e monitoramento
das condições e dos ambientes de trabalho, particularmente do modo como as tarefas são realizadas, nas atividades
que implicam exigência de compressão palmar repetida, com ritmo de trabalho penoso e vibrações localizadas, como
nas atividades com manuseio de máquinas e equipamentos. Requer uma ação integrada dos setores assistenciais e
os de vigilância.
É importante que o paciente seja cuidado por uma equipe multiprofissional, com abordagem
interdisciplinar, capacitada a dar suporte aos sofrimentos físico e psíquico do trabalhador e sobre os aspectos sociais
e de intervenção nos ambientes de trabalho.
A intervenção sobre os ambientes de trabalho deve basear-se em análise criteriosa e global da organiza-
ção do trabalho, que inclui:
- análise ergonômica do trabalho (real), da atividade, do conteúdo das tarefas, dos modos operatórios e
dos postos de trabalho, do ritmo e da intensidade do trabalho, dos fatores mecânicos e condições
físicas dos postos de trabalho, das normas de produção, dos sistemas de turnos, dos sistemas de
premiação, dos incentivos, dos fatores psicossociais, individuais e da relação de trabalho entre colegas
e chefias;
- medidas de proteção coletiva e individual implementadas pelas empresas;
- estratégias de defesa, individuais e coletivas, adotadas pelos trabalhadores.
Recomenda-se observar a adequação e o cumprimento, pelo empregador, do PPRA (NR 9) e do PCMSO
(NR 7), segundo a Portaria/MTb n.º 3.214/1978, além de outros regulamentos – sanitários e ambientais – existentes
nos estados e municípios.
Para promoção da saúde do trabalhador e prevenção da fibromatose da fáscia palmar
relacionada ao trabalho, também devem ser observadas as prescrições contidas na NR 17, que estabelece, do ponto
de vista ergonômico, parâmetros para avaliação e correção de situações e condições de trabalho. O Anexo n.º 8 da NR
15 define como insalubres atividades e operações que exponham os trabalhadores a vibrações e estabelece os LT de
acordo com a ISO 2631 e a ISO/DIS 5349 ou suas substitutas. O controle da exposição a vibrações pelo manuseio de
equipamentos, instrumentos e maquinarias deve ser previsto desde a etapa de projeto e fabricação. Sua atenuação
pode ser conseguida por meio da diminuição do tempo de exposição e uso de luvas protetoras apropriadas.
Devem ser definidas estratégias que garantam a participação dos trabalhadores e a sensibilização dos
níveis gerenciais para a implementação das modificações necessárias na organização do trabalho.
O exame médico periódico visa à identificação de sinais e sintomas para a detecção precoce da doença,
por meio de:
- avaliação clínica com pesquisas de sinais e sintomas por meio de protocolo padronizado e exame físico
acurado;
- exames complementares orientados pela exposição ocupacional;
- informações epidemiológicas.
Mais importante do que a realização de exames complementares são as pesquisas de sinais e sintomas dolorosos,
de sobrecarga de estruturas músculo-esqueléticas, sintomas neurovegetativos, psíquicos, e um exame físico criterioso,
para a detecção precoce de casos. Recomenda-se o monitoramento clínico por meio da aplicação de instrumentos
padronizados de pesquisas de sintomas referidos. Não está justificado o uso de exames de imagem (raio X e outros) nos
exames pré-admissionais e periódicos. Aplicam-se somente nos casos em que é necessário firmar diagnóstico e realizar
diagnóstico diferencial.
5 PREVENÇÃO
A prevenção da fibromatose da fáscia palmar relacionada ao trabalho requer avaliação e monitoramento
das condições e dos ambientes de trabalho, particularmente do modo como as tarefas são realizadas, nas atividades
que implicam exigência de compressão palmar repetida, com ritmo de trabalho penoso e vibrações localizadas, como
nas atividades com manuseio de máquinas e equipamentos. Requer uma ação integrada dos setores assistenciais e
os de vigilância.
É importante que o paciente seja cuidado por uma equipe multiprofissional, com abordagem
interdisciplinar, capacitada a dar suporte aos sofrimentos físico e psíquico do trabalhador e sobre os aspectos sociais
e de intervenção nos ambientes de trabalho.
A intervenção sobre os ambientes de trabalho deve basear-se em análise criteriosa e global da organiza-
ção do trabalho, que inclui:
- análise ergonômica do trabalho (real), da atividade, do conteúdo das tarefas, dos modos operatórios e
dos postos de trabalho, do ritmo e da intensidade do trabalho, dos fatores mecânicos e condições
físicas dos postos de trabalho, das normas de produção, dos sistemas de turnos, dos sistemas de
premiação, dos incentivos, dos fatores psicossociais, individuais e da relação de trabalho entre colegas
e chefias;
- medidas de proteção coletiva e individual implementadas pelas empresas;
- estratégias de defesa, individuais e coletivas, adotadas pelos trabalhadores.
Recomenda-se observar a adequação e o cumprimento, pelo empregador, do PPRA (NR 9) e do PCMSO
(NR 7), segundo a Portaria/MTb n.º 3.214/1978, além de outros regulamentos – sanitários e ambientais – existentes
nos estados e municípios.
Para promoção da saúde do trabalhador e prevenção da fibromatose da fáscia palmar
relacionada ao trabalho, também devem ser observadas as prescrições contidas na NR 17, que estabelece, do ponto
de vista ergonômico, parâmetros para avaliação e correção de situações e condições de trabalho. O Anexo n.º 8 da NR
15 define como insalubres atividades e operações que exponham os trabalhadores a vibrações e estabelece os LT de
acordo com a ISO 2631 e a ISO/DIS 5349 ou suas substitutas. O controle da exposição a vibrações pelo manuseio de
equipamentos, instrumentos e maquinarias deve ser previsto desde a etapa de projeto e fabricação. Sua atenuação
pode ser conseguida por meio da diminuição do tempo de exposição e uso de luvas protetoras apropriadas.
Devem ser definidas estratégias que garantam a participação dos trabalhadores e a sensibilização dos
níveis gerenciais para a implementação das modificações necessárias na organização do trabalho.
O exame médico periódico visa à identificação de sinais e sintomas para a detecção precoce da doença,
por meio de:
- avaliação clínica com pesquisas de sinais e sintomas por meio de protocolo padronizado e exame físico
acurado;
- exames complementares orientados pela exposição ocupacional;
- informações epidemiológicas.
Mais importante do que a realização de exames complementares são as pesquisas de sinais e sintomas dolorosos,
de sobrecarga de estruturas músculo-esqueléticas, sintomas neurovegetativos, psíquicos, e um exame físico criterioso,
para a detecção precoce de casos. Recomenda-se o monitoramento clínico por meio da aplicação de instrumentos
padronizados de pesquisas de sintomas referidos. Não está justificado o uso de exames de imagem (raio X e outros) nos
exames pré-admissionais e periódicos. Aplicam-se somente nos casos em que é necessário firmar diagnóstico e realizar
diagnóstico diferencial.
Tuesday, July 5, 2016
Fibromatose da fáscia palmar - Tratamento
Fibromatose da fáscia palmar - Tratamento
4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
Devem ser observadas as condutas descritas na introdução deste capítulo. A indicação de cirurgia depen-
de da idade, grau de contratura e limitação funcional. Pacientes jovens com doença grave têm indicação cirúrgica,
devendo ser informados que a chance de reincidência é elevada. Em pacientes com história de trabalho pesado,
aponta-se pior prognóstico e maior percentagem de complicações pós-cirúrgicas não-usuais.
4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
Devem ser observadas as condutas descritas na introdução deste capítulo. A indicação de cirurgia depen-
de da idade, grau de contratura e limitação funcional. Pacientes jovens com doença grave têm indicação cirúrgica,
devendo ser informados que a chance de reincidência é elevada. Em pacientes com história de trabalho pesado,
aponta-se pior prognóstico e maior percentagem de complicações pós-cirúrgicas não-usuais.
Monday, July 4, 2016
Fibromatose da fáscia palmar - Quadro clínico e diagnóstico
Fibromatose da fáscia palmar - Quadro clínico e diagnóstico
3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
O quadro clínico caracteriza-se por contratura em flexão das mãos, atrofia dos músculos das mãos e
antebraços, rigidez e incapacidade. Afeta, principalmente, o lado ulnar das mãos, acometendo em ordem decrescente
de freqüência o 3.º, 4.º e 5.ºdedos.
É comum apresentar-se bilateralmente, mas, quando unilateral, predomina em mão dominante.
O diagnóstico baseia-se em:
- história clínica e exame físico;
- análise do trabalho.
3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
O quadro clínico caracteriza-se por contratura em flexão das mãos, atrofia dos músculos das mãos e
antebraços, rigidez e incapacidade. Afeta, principalmente, o lado ulnar das mãos, acometendo em ordem decrescente
de freqüência o 3.º, 4.º e 5.ºdedos.
É comum apresentar-se bilateralmente, mas, quando unilateral, predomina em mão dominante.
O diagnóstico baseia-se em:
- história clínica e exame físico;
- análise do trabalho.
Sunday, July 3, 2016
Fibromatose da fáscia palmar - Epidemiologia e Fatores de risco
Fibromatose da fáscia palmar - Epidemiologia e Fatores de risco
2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
Relaciona-se a exigências de compressão palmar repetida com trabalho pesado, associadas ou não a
vibrações. Entre os fatores de risco são considerados: posições forçadas, gestos repetitivos, ritmo de trabalho penoso
e vibrações localizadas.
2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
Relaciona-se a exigências de compressão palmar repetida com trabalho pesado, associadas ou não a
vibrações. Entre os fatores de risco são considerados: posições forçadas, gestos repetitivos, ritmo de trabalho penoso
e vibrações localizadas.
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