Fatores de risco na perspectiva da higiene do trabalho
3.1 IDENTIFICAÇÃO E CONTROLE DOS FATORES DE RISCO NA PERSPECTIVA DA HIGIENE DO TRABALHO E
DA ERGONOMIA
Os princípios básicos da tecnologia de controle, propostos pela Higiene do Trabalho, podem ser
enunciados como:
a) evitar que um agente potencialmente perigoso ou tóxico para a saúde seja utilizado, formado ou liberado;
b) se isso não for possível, contê-lo de tal forma que não se propague para o ambiente;
c) se isso não for possível ou suficiente, isolá-lo ou diluí-lo no ambiente de trabalho; e, em último caso,
d) bloquear as vias de entrada no organismo: respiratória, pele, boca e ouvidos, para impedir que um
agente nocivo atinja um órgão crítico, causando lesão.
A cadeia de transmissão do risco deve ser quebrada o mais precocemente possível. Assim, a hierarquia
dos controles deve buscar, seqüencialmente, o controle do risco na fonte; o controle na trajetória (entre a fonte e o
receptor) e, no caso de falharem os anteriores, o controle da exposição ao risco no trabalhador. Quando isso não é
possível, o que freqüentemente ocorre na prática, o objetivo passa a ser a redução máxima do agente agressor, de
modo a minimizar o risco e seus efeitos sobre a saúde.
A informação e o treinamento dos trabalhadores são componentes importantes das medidas preventivas
relativas aos ambientes de trabalho, particularmente se o modo de executar as tarefas propicia a formação ou dispersão
de agentes nocivos para a saúde ou influencia as condições de exposição, como, por exemplo, a posição em relação
à tarefa/máquina, a possibilidade de absorção através da pele ou ingestão, o maior dispêndio de energia, entre outras.
Em situações especiais, podem ser adotadas medidas que limitem a exposição do trabalhador por meio da redução do
tempo de exposição, treinamento específico e utilização de EPI.
As estratégias para o controle dos riscos devem visar, principalmente, à prevenção, por meio de medidas
de engenharia de processo que introduzam alterações permanentes nos ambientes e nas condições de trabalho,
incluindo máquinas e equipamentos automatizados que dispensem a presença do trabalhador ou de qualquer outra
pessoa potencialmente exposta. Dessa forma, a eficácia das medidas não dependerá do grau de cooperação das
pessoas, como no caso da utilização de EPI.
Tuesday, June 17, 2014
Fatores de risco na perspectiva da higiene do trabalho
Fatores de risco na perspectiva da higiene do trabalho
3.1 IDENTIFICAÇÃO E CONTROLE DOS FATORES DE RISCO NA PERSPECTIVA DA HIGIENE DO TRABALHO E
DA ERGONOMIA
Os princípios básicos da tecnologia de controle, propostos pela Higiene do Trabalho, podem ser
enunciados como:
a) evitar que um agente potencialmente perigoso ou tóxico para a saúde seja utilizado, formado ou liberado;
b) se isso não for possível, contê-lo de tal forma que não se propague para o ambiente;
c) se isso não for possível ou suficiente, isolá-lo ou diluí-lo no ambiente de trabalho; e, em último caso,
d) bloquear as vias de entrada no organismo: respiratória, pele, boca e ouvidos, para impedir que um
agente nocivo atinja um órgão crítico, causando lesão.
A cadeia de transmissão do risco deve ser quebrada o mais precocemente possível. Assim, a hierarquia
dos controles deve buscar, seqüencialmente, o controle do risco na fonte; o controle na trajetória (entre a fonte e o
receptor) e, no caso de falharem os anteriores, o controle da exposição ao risco no trabalhador. Quando isso não é
possível, o que freqüentemente ocorre na prática, o objetivo passa a ser a redução máxima do agente agressor, de
modo a minimizar o risco e seus efeitos sobre a saúde.
A informação e o treinamento dos trabalhadores são componentes importantes das medidas preventivas
relativas aos ambientes de trabalho, particularmente se o modo de executar as tarefas propicia a formação ou dispersão
de agentes nocivos para a saúde ou influencia as condições de exposição, como, por exemplo, a posição em relação
à tarefa/máquina, a possibilidade de absorção através da pele ou ingestão, o maior dispêndio de energia, entre outras.
Em situações especiais, podem ser adotadas medidas que limitem a exposição do trabalhador por meio da redução do
tempo de exposição, treinamento específico e utilização de EPI.
As estratégias para o controle dos riscos devem visar, principalmente, à prevenção, por meio de medidas
de engenharia de processo que introduzam alterações permanentes nos ambientes e nas condições de trabalho,
incluindo máquinas e equipamentos automatizados que dispensem a presença do trabalhador ou de qualquer outra
pessoa potencialmente exposta. Dessa forma, a eficácia das medidas não dependerá do grau de cooperação das
pessoas, como no caso da utilização de EPI.
3.1 IDENTIFICAÇÃO E CONTROLE DOS FATORES DE RISCO NA PERSPECTIVA DA HIGIENE DO TRABALHO E
DA ERGONOMIA
Os princípios básicos da tecnologia de controle, propostos pela Higiene do Trabalho, podem ser
enunciados como:
a) evitar que um agente potencialmente perigoso ou tóxico para a saúde seja utilizado, formado ou liberado;
b) se isso não for possível, contê-lo de tal forma que não se propague para o ambiente;
c) se isso não for possível ou suficiente, isolá-lo ou diluí-lo no ambiente de trabalho; e, em último caso,
d) bloquear as vias de entrada no organismo: respiratória, pele, boca e ouvidos, para impedir que um
agente nocivo atinja um órgão crítico, causando lesão.
A cadeia de transmissão do risco deve ser quebrada o mais precocemente possível. Assim, a hierarquia
dos controles deve buscar, seqüencialmente, o controle do risco na fonte; o controle na trajetória (entre a fonte e o
receptor) e, no caso de falharem os anteriores, o controle da exposição ao risco no trabalhador. Quando isso não é
possível, o que freqüentemente ocorre na prática, o objetivo passa a ser a redução máxima do agente agressor, de
modo a minimizar o risco e seus efeitos sobre a saúde.
A informação e o treinamento dos trabalhadores são componentes importantes das medidas preventivas
relativas aos ambientes de trabalho, particularmente se o modo de executar as tarefas propicia a formação ou dispersão
de agentes nocivos para a saúde ou influencia as condições de exposição, como, por exemplo, a posição em relação
à tarefa/máquina, a possibilidade de absorção através da pele ou ingestão, o maior dispêndio de energia, entre outras.
Em situações especiais, podem ser adotadas medidas que limitem a exposição do trabalhador por meio da redução do
tempo de exposição, treinamento específico e utilização de EPI.
As estratégias para o controle dos riscos devem visar, principalmente, à prevenção, por meio de medidas
de engenharia de processo que introduzam alterações permanentes nos ambientes e nas condições de trabalho,
incluindo máquinas e equipamentos automatizados que dispensem a presença do trabalhador ou de qualquer outra
pessoa potencialmente exposta. Dessa forma, a eficácia das medidas não dependerá do grau de cooperação das
pessoas, como no caso da utilização de EPI.
Monday, June 16, 2014
Se a condição de risco é evidente e seu potencial de causar dano para a saúde é grave
Se a condição de risco é evidente e seu potencial de causar dano para a saúde é grave
Concluída a inspeção do local de trabalho, é essencial redigir o relatório.
Esse deve ser objetivo e exato,
indicando claramente as características do local de trabalho, o nome e as coordenadas do ponto focal na empresa,
todas as condições de risco observadas e demais fatores relevantes. Deve ser elaborado de tal forma que outras
pessoas possam ter uma idéia clara da situação.
A análise das informações obtidas deverá orientar o estabelecimento das prioridades e a definição das
ações posteriores, que são, em princípio, as seguintes:
- se a condição de risco é evidente e seu potencial de causar dano para a saúde é grave, este
reconhecimento deve bastar para que se recomendem medidas preventivas imediatas, sem esperar
pelo processo de avaliação quantitativa da exposição, geralmente demorado e dispendioso. Esse é o
caso de operações reconhecidamente perigosas, como, por exemplo, o uso de jato de areia, transferênciaDOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO
de pós muito tóxicos, solda elétrica em locais confinados, spray de pesticidas, transferência de metais em
fusão, que são realizadas sem o controle necessário;
- se ficar evidenciado que não há risco, não há necessidade de avaliação quantitativa da exposição,
porém, devem ser anotadas quaisquer mudanças futuras que possam alterar a situação de risco;
- se a situação de risco não é clara, é necessária uma avaliação quantitativa para confirmar a presença
e determinar a magnitude das condições de risco.
As avaliações qualitativas para tomada de decisão quanto à prevenção e controle têm recebido atenção
cada vez maior, devido ao fato de que é impossível fazer avaliações quantitativas corretas em todas as situações, além
de serem muito mais caras e demoradas. Entretanto, as avaliações qualitativas devem seguir uma metodologia adequada,
como, por exemplo, o Banding Approach, desenvolvido na Inglaterra, que é um guia para decisões quanto a medidas
de controle para contaminantes atmosféricos, sem utilizar avaliações quantitativas e comparação com Limites de
Exposição Ocupacional (HSE, 1999). A idéia é estimar o grau de risco a partir de informações toxicológicas, quantidades
utilizadas das substâncias, possibilidade de dispersão ou evaporação e condições de uso e exposição. As informações
obtidas são comparadas com tabelas previamente elaboradas que indicam os controles necessários. Em situações
mais graves e complexas, recomenda-se a consulta a especialistas em prevenção e controle de riscos.
A abordagem proposta pela Ergonomia para a análise do trabalho difere da metodologia utilizada pela
Higiene Ocupacional. Os fundamentos de sua prática baseiam-se no estudo do trabalho, particularmente na identificação
das diferenças entre o trabalho prescrito e o trabalho real, que muitas vezes explicam o adoecimento dos trabalhadores.
A complexidade crescente dos novos processos de trabalho, organizados a partir da incorporação das inovações
tecnológicas e de novos métodos gerenciais, tem gerado formas diferenciadas de sofrimento e adoecimento dos
trabalhadores, particularmente na esfera mental. Em muitas dessas situações, as prescrições clássicas da Higiene do
Trabalho foram atendidas, porém permanecem presentes ou são acrescentadas outras condições de risco ergonômico
e psicossociais decorrentes da organização do trabalho, responsáveis pela produção do adoecimento.
Concluída a inspeção do local de trabalho, é essencial redigir o relatório.
Esse deve ser objetivo e exato,
indicando claramente as características do local de trabalho, o nome e as coordenadas do ponto focal na empresa,
todas as condições de risco observadas e demais fatores relevantes. Deve ser elaborado de tal forma que outras
pessoas possam ter uma idéia clara da situação.
A análise das informações obtidas deverá orientar o estabelecimento das prioridades e a definição das
ações posteriores, que são, em princípio, as seguintes:
- se a condição de risco é evidente e seu potencial de causar dano para a saúde é grave, este
reconhecimento deve bastar para que se recomendem medidas preventivas imediatas, sem esperar
pelo processo de avaliação quantitativa da exposição, geralmente demorado e dispendioso. Esse é o
caso de operações reconhecidamente perigosas, como, por exemplo, o uso de jato de areia, transferênciaDOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO
de pós muito tóxicos, solda elétrica em locais confinados, spray de pesticidas, transferência de metais em
fusão, que são realizadas sem o controle necessário;
- se ficar evidenciado que não há risco, não há necessidade de avaliação quantitativa da exposição,
porém, devem ser anotadas quaisquer mudanças futuras que possam alterar a situação de risco;
- se a situação de risco não é clara, é necessária uma avaliação quantitativa para confirmar a presença
e determinar a magnitude das condições de risco.
As avaliações qualitativas para tomada de decisão quanto à prevenção e controle têm recebido atenção
cada vez maior, devido ao fato de que é impossível fazer avaliações quantitativas corretas em todas as situações, além
de serem muito mais caras e demoradas. Entretanto, as avaliações qualitativas devem seguir uma metodologia adequada,
como, por exemplo, o Banding Approach, desenvolvido na Inglaterra, que é um guia para decisões quanto a medidas
de controle para contaminantes atmosféricos, sem utilizar avaliações quantitativas e comparação com Limites de
Exposição Ocupacional (HSE, 1999). A idéia é estimar o grau de risco a partir de informações toxicológicas, quantidades
utilizadas das substâncias, possibilidade de dispersão ou evaporação e condições de uso e exposição. As informações
obtidas são comparadas com tabelas previamente elaboradas que indicam os controles necessários. Em situações
mais graves e complexas, recomenda-se a consulta a especialistas em prevenção e controle de riscos.
A abordagem proposta pela Ergonomia para a análise do trabalho difere da metodologia utilizada pela
Higiene Ocupacional. Os fundamentos de sua prática baseiam-se no estudo do trabalho, particularmente na identificação
das diferenças entre o trabalho prescrito e o trabalho real, que muitas vezes explicam o adoecimento dos trabalhadores.
A complexidade crescente dos novos processos de trabalho, organizados a partir da incorporação das inovações
tecnológicas e de novos métodos gerenciais, tem gerado formas diferenciadas de sofrimento e adoecimento dos
trabalhadores, particularmente na esfera mental. Em muitas dessas situações, as prescrições clássicas da Higiene do
Trabalho foram atendidas, porém permanecem presentes ou são acrescentadas outras condições de risco ergonômico
e psicossociais decorrentes da organização do trabalho, responsáveis pela produção do adoecimento.
Riscos à Saúde - Exposição às substâncias químicas
Riscos à Saúde - Exposição às substâncias químicas
Sobre as flutuações nas condições de exposição às substâncias químicas, na maioria dos casos, a liberação
de contaminantes atmosféricos varia com o lugar e o tempo. Possibilidades de flutuações apreciáveis e de ocorrência
de picos de concentração dos contaminantes atmosféricos devem ser observadas nos processos variáveis e nas
operações esporádicas, como na abertura de fornos de secagem ou de reatores de polimerização. Essas informações
são de importância fundamental para a elaboração de estratégias de amostragem, na avaliação quantitativa e para o
planejamento de medidas de prevenção e controle que, em certos casos, devem visar a uma fase específica do
processo de trabalho, como, por exemplo, a proteção respiratória na abertura de um forno de secagem.
O número de trabalhadores expostos que devem ser protegidos influi na escolha dos métodos e nas
considerações econômicas. Quando poucos trabalhadores estão expostos, poderá ser aceitável controlar a exposição
por meio do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), com limitação de exposição e sob estrita vigilância
médica. Porém, não se pode esquecer que o ambiente é um todo e mesmo se poucos trabalhadores estão expostos,
agentes nocivos podem sair do ambiente de trabalho para o exterior e causar danos às comunidades vizinhas e ao
meio ambiente em geral, exigindo que sejam controlados na fonte.
Os sistemas de controle existentes, como, por exemplo, equipamentos de ventilação local exaustora e
outros sistemas eventualmente existentes, devem ser cuidadosamente examinados para evitar falsa segurança.
Processos fechados devem ser testados para vazamentos e emissões fugitivas. A existência de um sistema de ventilação
exaustora não significa que haja controle efetivo, pois o sistema pode não estar funcionando adequadamente. Devem
ser solicitados aos responsáveis os planos e os esquemas de verificação e manutenção periódica do sistema, pois se
isto não for feito rotineira e corretamente, mesmo sistemas inicialmente excelentes, com o tempo, perderão sua eficiência.
Deve também ser observado se os contaminantes não estão sendo jogados do ambiente de trabalho para o ambiente
exterior. A disponibilidade de EPI para os trabalhadores não significa que eles estejam protegidos, pois os equipamentos
podem não ser eficientes. No caso de máscaras para proteção respiratória, por exemplo, estas podem não estar
ajustadas, podem ter vazamentos, os filtros podem estar vencidos ou ser inadequados. Filtros para partículas não
servem na presença de vapores. Nenhum filtro serve, se houver falta de oxigênio.
Em determinadas situações podem ser utilizados instrumentos para o reconhecimento de condições de
risco, de leitura direta, úteis para uma triagem inicial e verificação da presença de um determinado agente na atmosfera.
Ainda que os resultados não sejam muito exatos e precisos, poderão servir para elucidar suspeita de riscos escondidos.
Avaliações qualitativas ou semiquantitativas podem ser suficientes nessa etapa preliminar.
Um cuidado particular deve ser tomado quanto à possibilidade de falsos negativos, particularmente quando
se tratar de exposição potencial a agentes muito perigosos, altamente tóxicos, cancerígenos ou teratogênicos, para os
quais mesmo concentrações muito baixas são significativas. Nesses casos, o limite mínimo de detecção é crítico.
Instrumentos pouco sensíveis poderão não registrar concentrações muito baixas, levando a uma suposição errônea de
exposição zero ao invés de detecção zero, o que pode ter graves conseqüências para os trabalhadores. Além disso,
deve-se ter cuidado com outras interferências que podem mascarar os resultados.
Não se deve negligenciar a proteção das pessoas que fazem os levantamentos, pois poderão estar
expostas a riscos sérios, como, por exemplo, a falta de oxigênio, altas concentrações de H2
S ao entrar em local
confinado ou cancerígenos. Devem ter à sua disposição EPI adequados e instrumentos de leitura direta para testar,
antes de entrar, atmosferas potencialmente perigosas. Esses procedimentos podem ser pedagógicos para as
empresas e para os trabalhadores.
Sobre as flutuações nas condições de exposição às substâncias químicas, na maioria dos casos, a liberação
de contaminantes atmosféricos varia com o lugar e o tempo. Possibilidades de flutuações apreciáveis e de ocorrência
de picos de concentração dos contaminantes atmosféricos devem ser observadas nos processos variáveis e nas
operações esporádicas, como na abertura de fornos de secagem ou de reatores de polimerização. Essas informações
são de importância fundamental para a elaboração de estratégias de amostragem, na avaliação quantitativa e para o
planejamento de medidas de prevenção e controle que, em certos casos, devem visar a uma fase específica do
processo de trabalho, como, por exemplo, a proteção respiratória na abertura de um forno de secagem.
O número de trabalhadores expostos que devem ser protegidos influi na escolha dos métodos e nas
considerações econômicas. Quando poucos trabalhadores estão expostos, poderá ser aceitável controlar a exposição
por meio do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), com limitação de exposição e sob estrita vigilância
médica. Porém, não se pode esquecer que o ambiente é um todo e mesmo se poucos trabalhadores estão expostos,
agentes nocivos podem sair do ambiente de trabalho para o exterior e causar danos às comunidades vizinhas e ao
meio ambiente em geral, exigindo que sejam controlados na fonte.
Os sistemas de controle existentes, como, por exemplo, equipamentos de ventilação local exaustora e
outros sistemas eventualmente existentes, devem ser cuidadosamente examinados para evitar falsa segurança.
Processos fechados devem ser testados para vazamentos e emissões fugitivas. A existência de um sistema de ventilação
exaustora não significa que haja controle efetivo, pois o sistema pode não estar funcionando adequadamente. Devem
ser solicitados aos responsáveis os planos e os esquemas de verificação e manutenção periódica do sistema, pois se
isto não for feito rotineira e corretamente, mesmo sistemas inicialmente excelentes, com o tempo, perderão sua eficiência.
Deve também ser observado se os contaminantes não estão sendo jogados do ambiente de trabalho para o ambiente
exterior. A disponibilidade de EPI para os trabalhadores não significa que eles estejam protegidos, pois os equipamentos
podem não ser eficientes. No caso de máscaras para proteção respiratória, por exemplo, estas podem não estar
ajustadas, podem ter vazamentos, os filtros podem estar vencidos ou ser inadequados. Filtros para partículas não
servem na presença de vapores. Nenhum filtro serve, se houver falta de oxigênio.
Em determinadas situações podem ser utilizados instrumentos para o reconhecimento de condições de
risco, de leitura direta, úteis para uma triagem inicial e verificação da presença de um determinado agente na atmosfera.
Ainda que os resultados não sejam muito exatos e precisos, poderão servir para elucidar suspeita de riscos escondidos.
Avaliações qualitativas ou semiquantitativas podem ser suficientes nessa etapa preliminar.
Um cuidado particular deve ser tomado quanto à possibilidade de falsos negativos, particularmente quando
se tratar de exposição potencial a agentes muito perigosos, altamente tóxicos, cancerígenos ou teratogênicos, para os
quais mesmo concentrações muito baixas são significativas. Nesses casos, o limite mínimo de detecção é crítico.
Instrumentos pouco sensíveis poderão não registrar concentrações muito baixas, levando a uma suposição errônea de
exposição zero ao invés de detecção zero, o que pode ter graves conseqüências para os trabalhadores. Além disso,
deve-se ter cuidado com outras interferências que podem mascarar os resultados.
Não se deve negligenciar a proteção das pessoas que fazem os levantamentos, pois poderão estar
expostas a riscos sérios, como, por exemplo, a falta de oxigênio, altas concentrações de H2
S ao entrar em local
confinado ou cancerígenos. Devem ter à sua disposição EPI adequados e instrumentos de leitura direta para testar,
antes de entrar, atmosferas potencialmente perigosas. Esses procedimentos podem ser pedagógicos para as
empresas e para os trabalhadores.
Todos os ciclos do processo devem ser investigados
Todos os ciclos do processo devem ser investigados
É importante perguntar sobre processos esporádicos que podem não estar sendo executados na ocasião da
inspeção. Todos os ciclos do processo devem ser investigados e, de preferência, observados. Os trabalhadores podem dar
informações valiosas a esse respeito.
As características gerais do local de trabalho e a possível influência de ambientes contíguos também devem
ser observadas.
Exemplo: podem ocorrer intoxicações por gases de exaustão de veículos deixados com o motor ligado
numa plataforma de carga/descarga adjacente a janelas abertas de um local de trabalho onde não há contaminantes
atmosféricos prejudiciais. Situações ainda mais graves podem ocorrer, e têm ocorrido, quando contaminantes tóxicos
são conduzidos, pelo vento ou por um escape, para pontos de entrada de ar de sistemas de ventilação.
O layout do ambiente deve ser anotado, os postos de trabalho e as tarefas devem ser observados e analisados.
Além de estudar a possível ocorrência de condições de risco no local de trabalho e os efeitos nocivos que podem causar,
é necessário observar as condições de exposição, que incluem aspectos como as vias de entrada no organismo, nível de
atividade física e o tempo de exposição. A investigação das condições de exposição também é necessária para a definição
da estratégia de amostragem, para uma avaliação quantitativa correta e o planejamento da prevenção e do controle.
Sobre as vias de entrada no organismo de agentes químicos e poeiras é importante considerar que, nos
ambientes de trabalho, a via respiratória é a mais importante. É influenciada pelo modo de respirar do trabalhador, se
pelo nariz ou pela boca e pelo tipo de atividade, uma vez que o trabalho mais pesado requer maior ventilação pulmonar.
Em repouso, uma pessoa respira, em média de 5 a 6 litros por minuto e ao realizar trabalho muito pesado passará a
respirar de 30 a 50 litros por minuto. No caso das poeiras, o mecanismo de filtros existente no nariz é importante,
podendo ocorrer uma diferença apreciável entre a quantidade de poeira inalada e depositada em diferentes regiões do
aparelho respiratório, dependendo do tipo de respiração, se nasal ou oral. A respiração pela boca aumenta o depósito
de poeira respirável na região alveolar, em relação à respiração pelo nariz. O grau de atividade física também tem
grande influência, aumentando sensivelmente o depósito de poeira em todas as regiões do aparelho respiratório.
Algumas substâncias podem ser absorvidas através da pele intacta e passar à corrente sangüínea, contribuindo,
significativamente, para a absorção total de um agente tóxico. Características das substâncias químicas que influenciam
a absorção através da pele incluem a solubilidade (maior solubilidade em lipídios, maior absorção) e o peso molecular
(quanto maior, menor a absorção). Outros fatores que influenciam a absorção incluem o tipo de pele, que varia de pessoa
para pessoa e também de uma parte do corpo para outra; a condição da pele, como a existência de doenças de pele, tipo
eczemas e fissuras; a exposição prévia aos solventes e o trabalho físico pesado, que estimula a circulação periférica de
sangue. É importante investigar, entre os agentes potenciais de exposição, quais têm a propriedade de ser absorvidos
através da pele. Mesmo produtos químicos em forma de grânulos ou escamas podem oferecer tal risco, se houver contato
direto com a pele e se forem solúveis no suor, como, por exemplo, o pentaclorofenol. Essa situação é agravada em locais
de trabalho quentes. A possibilidade de absorção através da pele modifica os procedimentos referentes à avaliação
quantitativa da exposição por simples amostragem/análise do ar, que não será suficiente para avaliar a exposição total.
Também o controle, por meio da proteção respiratória, não será suficiente para proteger o trabalhador, que deverá incorporar
práticas de trabalho adequadas, evitando contato com a pele e respingos nas roupas e instituir rigorosa higiene pessoal.
Apesar de a via digestiva ser a menos importante porta de entrada, em situações ocupacionais essa
possibilidade deve ser investigada e eliminada por meio do estabelecimento de práticas de trabalho e de higiene adequadas.
O nível de atividade física exigido tem importância fundamental, também, nos casos de sobrecarga térmica
pois, quanto mais intensa, maior será a produção de calor metabólico que deve ser dissipado.
A avaliação da dose realmente recebida pelo trabalhador, seja de um agente químico ou de um agente
físico presentes na situação de trabalho, depende da concentração, quando se trata de um contaminante atmosférico,
ou da intensidade, quando se refere a um agente físico, e do tempo de exposição. Exemplos: segundo as normas
vigentes, a exposição ao ruído não deve ultrapassar 85 dBA para uma exposição ocupacional de 8 horas diárias, porém
pode ir a 88 dBA para 4 horas diárias ou a 91 dBA para 2 horas diárias. A exposição ao calor em um ambiente com
Índice de Bulbo Úmido - Termômetro de Globo (IBUTG) igual a 29,5o
C, para trabalho moderado, não é aceitável para
trabalho contínuo, porém o seria para um esquema de 50% de trabalho e 50% de descanso em local fresco, por hora,
ou seja, 30 minutos de trabalho, 30 minutos de descanso.
Para os agentes químicos, a influência do tempo de exposição varia para agentes de ação rápida no
organismo ou aqueles de ação crônica. Quando a ação for rápida, mesmo exposições curtas devem ser evitadas. A
exposição a agentes cancerígenos e teratogênicos deve ser eliminada e estar sob controle rigoroso.
É importante perguntar sobre processos esporádicos que podem não estar sendo executados na ocasião da
inspeção. Todos os ciclos do processo devem ser investigados e, de preferência, observados. Os trabalhadores podem dar
informações valiosas a esse respeito.
As características gerais do local de trabalho e a possível influência de ambientes contíguos também devem
ser observadas.
Exemplo: podem ocorrer intoxicações por gases de exaustão de veículos deixados com o motor ligado
numa plataforma de carga/descarga adjacente a janelas abertas de um local de trabalho onde não há contaminantes
atmosféricos prejudiciais. Situações ainda mais graves podem ocorrer, e têm ocorrido, quando contaminantes tóxicos
são conduzidos, pelo vento ou por um escape, para pontos de entrada de ar de sistemas de ventilação.
O layout do ambiente deve ser anotado, os postos de trabalho e as tarefas devem ser observados e analisados.
Além de estudar a possível ocorrência de condições de risco no local de trabalho e os efeitos nocivos que podem causar,
é necessário observar as condições de exposição, que incluem aspectos como as vias de entrada no organismo, nível de
atividade física e o tempo de exposição. A investigação das condições de exposição também é necessária para a definição
da estratégia de amostragem, para uma avaliação quantitativa correta e o planejamento da prevenção e do controle.
Sobre as vias de entrada no organismo de agentes químicos e poeiras é importante considerar que, nos
ambientes de trabalho, a via respiratória é a mais importante. É influenciada pelo modo de respirar do trabalhador, se
pelo nariz ou pela boca e pelo tipo de atividade, uma vez que o trabalho mais pesado requer maior ventilação pulmonar.
Em repouso, uma pessoa respira, em média de 5 a 6 litros por minuto e ao realizar trabalho muito pesado passará a
respirar de 30 a 50 litros por minuto. No caso das poeiras, o mecanismo de filtros existente no nariz é importante,
podendo ocorrer uma diferença apreciável entre a quantidade de poeira inalada e depositada em diferentes regiões do
aparelho respiratório, dependendo do tipo de respiração, se nasal ou oral. A respiração pela boca aumenta o depósito
de poeira respirável na região alveolar, em relação à respiração pelo nariz. O grau de atividade física também tem
grande influência, aumentando sensivelmente o depósito de poeira em todas as regiões do aparelho respiratório.
Algumas substâncias podem ser absorvidas através da pele intacta e passar à corrente sangüínea, contribuindo,
significativamente, para a absorção total de um agente tóxico. Características das substâncias químicas que influenciam
a absorção através da pele incluem a solubilidade (maior solubilidade em lipídios, maior absorção) e o peso molecular
(quanto maior, menor a absorção). Outros fatores que influenciam a absorção incluem o tipo de pele, que varia de pessoa
para pessoa e também de uma parte do corpo para outra; a condição da pele, como a existência de doenças de pele, tipo
eczemas e fissuras; a exposição prévia aos solventes e o trabalho físico pesado, que estimula a circulação periférica de
sangue. É importante investigar, entre os agentes potenciais de exposição, quais têm a propriedade de ser absorvidos
através da pele. Mesmo produtos químicos em forma de grânulos ou escamas podem oferecer tal risco, se houver contato
direto com a pele e se forem solúveis no suor, como, por exemplo, o pentaclorofenol. Essa situação é agravada em locais
de trabalho quentes. A possibilidade de absorção através da pele modifica os procedimentos referentes à avaliação
quantitativa da exposição por simples amostragem/análise do ar, que não será suficiente para avaliar a exposição total.
Também o controle, por meio da proteção respiratória, não será suficiente para proteger o trabalhador, que deverá incorporar
práticas de trabalho adequadas, evitando contato com a pele e respingos nas roupas e instituir rigorosa higiene pessoal.
Apesar de a via digestiva ser a menos importante porta de entrada, em situações ocupacionais essa
possibilidade deve ser investigada e eliminada por meio do estabelecimento de práticas de trabalho e de higiene adequadas.
O nível de atividade física exigido tem importância fundamental, também, nos casos de sobrecarga térmica
pois, quanto mais intensa, maior será a produção de calor metabólico que deve ser dissipado.
A avaliação da dose realmente recebida pelo trabalhador, seja de um agente químico ou de um agente
físico presentes na situação de trabalho, depende da concentração, quando se trata de um contaminante atmosférico,
ou da intensidade, quando se refere a um agente físico, e do tempo de exposição. Exemplos: segundo as normas
vigentes, a exposição ao ruído não deve ultrapassar 85 dBA para uma exposição ocupacional de 8 horas diárias, porém
pode ir a 88 dBA para 4 horas diárias ou a 91 dBA para 2 horas diárias. A exposição ao calor em um ambiente com
Índice de Bulbo Úmido - Termômetro de Globo (IBUTG) igual a 29,5o
C, para trabalho moderado, não é aceitável para
trabalho contínuo, porém o seria para um esquema de 50% de trabalho e 50% de descanso em local fresco, por hora,
ou seja, 30 minutos de trabalho, 30 minutos de descanso.
Para os agentes químicos, a influência do tempo de exposição varia para agentes de ação rápida no
organismo ou aqueles de ação crônica. Quando a ação for rápida, mesmo exposições curtas devem ser evitadas. A
exposição a agentes cancerígenos e teratogênicos deve ser eliminada e estar sob controle rigoroso.
Inspeção do local de trabalho
Inspeção do local de trabalho
Na inspeção do local de trabalho é importante definir um ponto focal que, necessariamente, deve ser uma
pessoa que conheça bem todo o processo de trabalho, assegurando o acesso às pessoas que possam dar informações
pertinentes, principalmente os trabalhadores. Todas as informações colhidas devem ser anotadas com clareza, dentro
de um formato preparado com antecedência, incluindo check-lists relativos aos possíveis fatores de risco em cada
operação. É indispensável obter ou preparar um fluxograma do processo.
Se não for possível antes, quando no momento da inspeção do local de trabalho deve ser obtida uma lista
dos materiais e diferentes produtos comprados e utilizados. Informações quanto a taxas de consumo (semanal, mensal)
e de como e onde são utilizados podem auxiliar no estabelecimento da ordem de grandeza do provável risco e na
localização das fontes que poderiam escapar à observação, particularmente se estiverem escondidas. Nem sempre a
utilização de produtos químicos é aparente. Áreas de recebimento de materiais e de armazenamento não podem ser
esquecidas. Entre as perguntas a serem respondidas estão: que substâncias são usadas? Em que quantidades?
Como e onde? No caso de agentes químicos e poeiras, qual a capacidade de evaporação ou de dispersão?
Outros aspectos que devem ser observados são: tecnologia de produção e processos, equipamentos e
máquinas, fontes potenciais de contaminantes, inclusive condições que possam levar à formação acidental, como, por
exemplo, o armazenamento inadequado de substâncias reativas e circunstâncias que podem influenciar na sua dispersão
no ambiente de trabalho, bem como a direção provável de propagação desses contaminantes a partir da fonte.
Possibilidades de vazamentos e emissões fugitivas em processos fechados ou isolados devem ser cuidadosamente
investigadas. Entre as perguntas a serem respondidas estão: quais as fontes de emissão? Trata-se de processo
necessário? Pode a tarefa ser executada com menor risco? O que pensa o trabalhador? No caso de processo fechado,
há possibilidade de emissões fugitivas?DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO
Na inspeção do local de trabalho é importante definir um ponto focal que, necessariamente, deve ser uma
pessoa que conheça bem todo o processo de trabalho, assegurando o acesso às pessoas que possam dar informações
pertinentes, principalmente os trabalhadores. Todas as informações colhidas devem ser anotadas com clareza, dentro
de um formato preparado com antecedência, incluindo check-lists relativos aos possíveis fatores de risco em cada
operação. É indispensável obter ou preparar um fluxograma do processo.
Se não for possível antes, quando no momento da inspeção do local de trabalho deve ser obtida uma lista
dos materiais e diferentes produtos comprados e utilizados. Informações quanto a taxas de consumo (semanal, mensal)
e de como e onde são utilizados podem auxiliar no estabelecimento da ordem de grandeza do provável risco e na
localização das fontes que poderiam escapar à observação, particularmente se estiverem escondidas. Nem sempre a
utilização de produtos químicos é aparente. Áreas de recebimento de materiais e de armazenamento não podem ser
esquecidas. Entre as perguntas a serem respondidas estão: que substâncias são usadas? Em que quantidades?
Como e onde? No caso de agentes químicos e poeiras, qual a capacidade de evaporação ou de dispersão?
Outros aspectos que devem ser observados são: tecnologia de produção e processos, equipamentos e
máquinas, fontes potenciais de contaminantes, inclusive condições que possam levar à formação acidental, como, por
exemplo, o armazenamento inadequado de substâncias reativas e circunstâncias que podem influenciar na sua dispersão
no ambiente de trabalho, bem como a direção provável de propagação desses contaminantes a partir da fonte.
Possibilidades de vazamentos e emissões fugitivas em processos fechados ou isolados devem ser cuidadosamente
investigadas. Entre as perguntas a serem respondidas estão: quais as fontes de emissão? Trata-se de processo
necessário? Pode a tarefa ser executada com menor risco? O que pensa o trabalhador? No caso de processo fechado,
há possibilidade de emissões fugitivas?DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO
Inspeção do local de trabalho
Inspeção do local de trabalho
Na inspeção do local de trabalho é importante definir um ponto focal que, necessariamente, deve ser uma
pessoa que conheça bem todo o processo de trabalho, assegurando o acesso às pessoas que possam dar informações
pertinentes, principalmente os trabalhadores. Todas as informações colhidas devem ser anotadas com clareza, dentro
de um formato preparado com antecedência, incluindo check-lists relativos aos possíveis fatores de risco em cada
operação. É indispensável obter ou preparar um fluxograma do processo.
Se não for possível antes, quando no momento da inspeção do local de trabalho deve ser obtida uma lista
dos materiais e diferentes produtos comprados e utilizados. Informações quanto a taxas de consumo (semanal, mensal)
e de como e onde são utilizados podem auxiliar no estabelecimento da ordem de grandeza do provável risco e na
localização das fontes que poderiam escapar à observação, particularmente se estiverem escondidas. Nem sempre a
utilização de produtos químicos é aparente. Áreas de recebimento de materiais e de armazenamento não podem ser
esquecidas. Entre as perguntas a serem respondidas estão: que substâncias são usadas? Em que quantidades?
Como e onde? No caso de agentes químicos e poeiras, qual a capacidade de evaporação ou de dispersão?
Outros aspectos que devem ser observados são: tecnologia de produção e processos, equipamentos e
máquinas, fontes potenciais de contaminantes, inclusive condições que possam levar à formação acidental, como, por
exemplo, o armazenamento inadequado de substâncias reativas e circunstâncias que podem influenciar na sua dispersão
no ambiente de trabalho, bem como a direção provável de propagação desses contaminantes a partir da fonte.
Possibilidades de vazamentos e emissões fugitivas em processos fechados ou isolados devem ser cuidadosamente
investigadas. Entre as perguntas a serem respondidas estão: quais as fontes de emissão? Trata-se de processo
necessário? Pode a tarefa ser executada com menor risco? O que pensa o trabalhador? No caso de processo fechado,
há possibilidade de emissões fugitivas?DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO
Na inspeção do local de trabalho é importante definir um ponto focal que, necessariamente, deve ser uma
pessoa que conheça bem todo o processo de trabalho, assegurando o acesso às pessoas que possam dar informações
pertinentes, principalmente os trabalhadores. Todas as informações colhidas devem ser anotadas com clareza, dentro
de um formato preparado com antecedência, incluindo check-lists relativos aos possíveis fatores de risco em cada
operação. É indispensável obter ou preparar um fluxograma do processo.
Se não for possível antes, quando no momento da inspeção do local de trabalho deve ser obtida uma lista
dos materiais e diferentes produtos comprados e utilizados. Informações quanto a taxas de consumo (semanal, mensal)
e de como e onde são utilizados podem auxiliar no estabelecimento da ordem de grandeza do provável risco e na
localização das fontes que poderiam escapar à observação, particularmente se estiverem escondidas. Nem sempre a
utilização de produtos químicos é aparente. Áreas de recebimento de materiais e de armazenamento não podem ser
esquecidas. Entre as perguntas a serem respondidas estão: que substâncias são usadas? Em que quantidades?
Como e onde? No caso de agentes químicos e poeiras, qual a capacidade de evaporação ou de dispersão?
Outros aspectos que devem ser observados são: tecnologia de produção e processos, equipamentos e
máquinas, fontes potenciais de contaminantes, inclusive condições que possam levar à formação acidental, como, por
exemplo, o armazenamento inadequado de substâncias reativas e circunstâncias que podem influenciar na sua dispersão
no ambiente de trabalho, bem como a direção provável de propagação desses contaminantes a partir da fonte.
Possibilidades de vazamentos e emissões fugitivas em processos fechados ou isolados devem ser cuidadosamente
investigadas. Entre as perguntas a serem respondidas estão: quais as fontes de emissão? Trata-se de processo
necessário? Pode a tarefa ser executada com menor risco? O que pensa o trabalhador? No caso de processo fechado,
há possibilidade de emissões fugitivas?DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO
Sunday, June 15, 2014
Situação Inicial fatores ou condições de risco
Situação Inicial fatores ou condições de risco
O estudo inicial da situação é indispensável para que fatores ou condições de risco não sejam negligenciados
durante a inspeção do local de trabalho, requerendo conhecimento técnico, experiência e acesso a fontes especializadas
e atualizadas de informação. O estudo preliminar do(s) processo(s) de trabalho, que precede a inspeção, pode ser feito
utilizando as fontes de informação disponíveis (literatura especializada, bancos de dados eletrônicos, relatórios técnicos
de levantamentos prévios realizados no mesmo local ou em locais semelhantes) e por meio de perguntas antecipadas à
própria empresa que vai ser estudada, como, por exemplo, a lista de produtos comprados com a respectiva taxa de
consumo (semanal ou mensal), como e onde são utilizados. Assim é possível determinar a priori quais as principais
possibilidades de risco, o que será de grande utilidade e otimizará o tempo durante a inspeção propriamente dita. Concluída
a investigação dos agentes de risco potenciais, que podem ocorrer no local de trabalho, é necessário verificar quais são
seus possíveis efeitos para a saúde. Além disso, também devem ser consultadas as tabelas contendo os Limites de
Exposição Ocupacional (LEO) ou Limites de Tolerância (LT), pois os valores de exposição permitidos para os diferentes
agentes dão uma idéia do grau de dano que podem causar e são úteis para se fazer comparações e estabelecer prioridades.
Por exemplo, um agente químico cujo LT é 0,5 mg/m3
será muito mais perigoso que um agente cujo LT é 200 mg/m3.
As informações relativas ao estado de saúde do trabalhador, incluindo as queixas, sintomas observados ou
outros efeitos sobre a saúde e alterações precoces nos parâmetros de saúde ou nos resultados de monitorização
biológica, também podem auxiliar na identificação de condições de risco existentes no ambiente de trabalho. Uma
colaboração estreita entre os responsáveis pelo estudo do ambiente e das condições de trabalho (higienistas, engenheiros
de segurança, ergonomistas) e os responsáveis pela saúde do trabalhador (médicos, psicólogos, enfermeiros do trabalho,
toxicologistas) é indispensável para uma avaliação correta das exposições ocupacionais. O enfoque multidisciplinar e
o trabalho em equipe permitem desvendar relações causais que de outra forma podem passar despercebidas.
O potencial de causar dano de um determinado agente encontrado no ambiente de trabalho é importante
para o estabelecimento de prioridades, mesmo para as observações iniciais, alertando para a presença de condições
graves, que requerem ação imediata, como no caso da exposição a substâncias muito tóxicas, cancerígenas ou
teratogênicas. O modo de ação de um agente sobre o organismo (rápido, lento) e a possibilidade de penetrar através
da pele intacta são dados importantes para orientar as observações in loco e o estabelecimento da estratégia de
amostragem, se necessária.
Relatórios e resultados de investigações prévias devem ser analisados, considerando a possibilidade de
que tenham ocorrido mudanças nas condições de trabalho.
O estudo inicial da situação é indispensável para que fatores ou condições de risco não sejam negligenciados
durante a inspeção do local de trabalho, requerendo conhecimento técnico, experiência e acesso a fontes especializadas
e atualizadas de informação. O estudo preliminar do(s) processo(s) de trabalho, que precede a inspeção, pode ser feito
utilizando as fontes de informação disponíveis (literatura especializada, bancos de dados eletrônicos, relatórios técnicos
de levantamentos prévios realizados no mesmo local ou em locais semelhantes) e por meio de perguntas antecipadas à
própria empresa que vai ser estudada, como, por exemplo, a lista de produtos comprados com a respectiva taxa de
consumo (semanal ou mensal), como e onde são utilizados. Assim é possível determinar a priori quais as principais
possibilidades de risco, o que será de grande utilidade e otimizará o tempo durante a inspeção propriamente dita. Concluída
a investigação dos agentes de risco potenciais, que podem ocorrer no local de trabalho, é necessário verificar quais são
seus possíveis efeitos para a saúde. Além disso, também devem ser consultadas as tabelas contendo os Limites de
Exposição Ocupacional (LEO) ou Limites de Tolerância (LT), pois os valores de exposição permitidos para os diferentes
agentes dão uma idéia do grau de dano que podem causar e são úteis para se fazer comparações e estabelecer prioridades.
Por exemplo, um agente químico cujo LT é 0,5 mg/m3
será muito mais perigoso que um agente cujo LT é 200 mg/m3.
As informações relativas ao estado de saúde do trabalhador, incluindo as queixas, sintomas observados ou
outros efeitos sobre a saúde e alterações precoces nos parâmetros de saúde ou nos resultados de monitorização
biológica, também podem auxiliar na identificação de condições de risco existentes no ambiente de trabalho. Uma
colaboração estreita entre os responsáveis pelo estudo do ambiente e das condições de trabalho (higienistas, engenheiros
de segurança, ergonomistas) e os responsáveis pela saúde do trabalhador (médicos, psicólogos, enfermeiros do trabalho,
toxicologistas) é indispensável para uma avaliação correta das exposições ocupacionais. O enfoque multidisciplinar e
o trabalho em equipe permitem desvendar relações causais que de outra forma podem passar despercebidas.
O potencial de causar dano de um determinado agente encontrado no ambiente de trabalho é importante
para o estabelecimento de prioridades, mesmo para as observações iniciais, alertando para a presença de condições
graves, que requerem ação imediata, como no caso da exposição a substâncias muito tóxicas, cancerígenas ou
teratogênicas. O modo de ação de um agente sobre o organismo (rápido, lento) e a possibilidade de penetrar através
da pele intacta são dados importantes para orientar as observações in loco e o estabelecimento da estratégia de
amostragem, se necessária.
Relatórios e resultados de investigações prévias devem ser analisados, considerando a possibilidade de
que tenham ocorrido mudanças nas condições de trabalho.
Quadro 8 e 9 - Agêntes Físicos e Biológicos
Quadro 8 e 9 - Agêntes Físicos e Biológicos
O reconhecimento das condições de risco presentes no trabalho pode ser realizado com o auxílio de
metodologias variadas, porém todas elas incluem três etapas fundamentais:
a) o estudo inicial da situação;
* Riquétsias - do latim rickettsia (sing.)/rickettsiae (pl.): qualquer escotobactéria da ordem Rickttsiales.
Agente Físico Situações de Exposição
Ruído
Vibrações
Calor
Pressão atmosférica anormal
Radiações ionizantes
Radiações não-ionizantes
Caldeiras, prensas, serras, rebitagem, utilização de martelos pneumáticos, fiação e
tecelagem, aeroportos, construção civil, etc.
Utilização de marteletes pneumáticos, tratores, construção civil, etc.
Fundição, forjas, fábricas de vidro, fornalhas, construção civil, etc.
Trabalhos em tubulões de ar comprimido, altitude, mergulhos, etc.
Serviços de saúde, utilização de raio-x industrial.
Solda elétrica, trabalhos ao sol, radares, construção civil, etc.
Quadro VIII
EXEMPLOS DE AGENTES FÍSICOS QUE PODEM OFERECER
RISCO PARA A SAÚDE DOS TRABALHADORES EXPOSTOS

Quadro IX
EXEMPLOS DE AGENTES BIOLÓGICOS QUE PODEM OFERECER RISCO PARA A
SAÚDE DOS TRABALHADORES E AS RESPECTIVAS SITUAÇÕES DE EXPOSIÇÃO
Agente Biológico
Platelminto ( ) S.mansoni
Bacilo (Carbúnculo ou antraz)
Vírus (Hepatite B e HIV)
Fungo (Alveolite alérgica extrínseca)
Trabalho com carcaça, couro ou peles de animais infectados.
Trabalho em hospitais e laboratórios, banco de sangue, etc.
Trabalho em silos (bagaço de cana, cereais), trabalhos em locais fechados com
ar-condicionado.
Trabalho na água, em plantações de arroz, na abertura e limpeza de canais,
barragens, etc.
Situações de Exposição
b) inspeção do local de trabalho para observações detalhadas;
c) análise dos dados obtidos.
DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO
O reconhecimento das condições de risco presentes no trabalho pode ser realizado com o auxílio de
metodologias variadas, porém todas elas incluem três etapas fundamentais:
a) o estudo inicial da situação;
* Riquétsias - do latim rickettsia (sing.)/rickettsiae (pl.): qualquer escotobactéria da ordem Rickttsiales.
Agente Físico Situações de Exposição
Ruído
Vibrações
Calor
Pressão atmosférica anormal
Radiações ionizantes
Radiações não-ionizantes
Caldeiras, prensas, serras, rebitagem, utilização de martelos pneumáticos, fiação e
tecelagem, aeroportos, construção civil, etc.
Utilização de marteletes pneumáticos, tratores, construção civil, etc.
Fundição, forjas, fábricas de vidro, fornalhas, construção civil, etc.
Trabalhos em tubulões de ar comprimido, altitude, mergulhos, etc.
Serviços de saúde, utilização de raio-x industrial.
Solda elétrica, trabalhos ao sol, radares, construção civil, etc.
Quadro VIII
EXEMPLOS DE AGENTES FÍSICOS QUE PODEM OFERECER
RISCO PARA A SAÚDE DOS TRABALHADORES EXPOSTOS
Quadro IX
EXEMPLOS DE AGENTES BIOLÓGICOS QUE PODEM OFERECER RISCO PARA A
SAÚDE DOS TRABALHADORES E AS RESPECTIVAS SITUAÇÕES DE EXPOSIÇÃO
Agente Biológico
Platelminto ( ) S.mansoni
Bacilo (Carbúnculo ou antraz)
Vírus (Hepatite B e HIV)
Fungo (Alveolite alérgica extrínseca)
Trabalho com carcaça, couro ou peles de animais infectados.
Trabalho em hospitais e laboratórios, banco de sangue, etc.
Trabalho em silos (bagaço de cana, cereais), trabalhos em locais fechados com
ar-condicionado.
Trabalho na água, em plantações de arroz, na abertura e limpeza de canais,
barragens, etc.
Situações de Exposição
b) inspeção do local de trabalho para observações detalhadas;
c) análise dos dados obtidos.
DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO
Saúde - Risco da falta de oxigênio
Saúde - Risco da falta de oxigênio
Outro risco, às vezes esquecido, decorre da falta de oxigênio, que pode levar rapidamente à morte. Pode
ocorrer quando certos contaminantes atmosféricos, não necessariamente tóxicos em si, deslocam o oxigênio, como no
caso de recintos fechados onde há fermentação e o CO2 desloca o oxigênio.
Com exceção das radiações ionizantes, os riscos de natureza física são geralmente fáceis de reconhecer,
pois atuam diretamente sobre os sentidos. No Quadro VIII estão relacionados alguns exemplos de agentes físicos e
respectivas situações de exposição.
A exposição aos agentes biológicos está geralmente associada ao trabalho em hospitais, laboratórios de
análises clínicas e atividades agropecuárias, porém pode ocorrer, também, em outros locais. O fato de que
freqüentemente ocorrem em situações não-ocupacionais complica o estabelecimento do nexo causal. Os agentes
biológicos incluem vírus, bactérias, riquétsias*, protozoários e fungos e seus esporos. No Quadro IX, apresentado a
seguir, estão relacionados alguns exemplos desses agentes e as respectivas situações ocupacionais de exposição.
Os fatores de adoecimento relacionados à organização do trabalho, em geral considerados nos riscos
ergonômicos, podem ser identificados em diversas atividades, desde a agricultura tradicional até processos de trabalho
modernos que incorporam alta tecnologia e sofisticadas estratégias de gestão. Os processos de reestruturação produtiva
e globalização da economia de mercado, em curso, têm acarretado mudanças significativas na organização e gestão
do trabalho com repercussões importantes sobre a saúde do trabalhador. Entre suas conseqüências destacam-se os
problemas osteomusculares e o adoecimento mental relacionados ao trabalho, que crescem em importância em todo
o mundo. A exigência de maior produtividade, associada à redução contínua do contingente de trabalhadores, à pressão
do tempo e ao aumento da complexidade das tarefas, além de expectativas irrealizáveis e as relações de trabalho
tensas e precárias, constituem fatores psicossociais responsáveis por situações de estresse relacionado ao trabalho.
Um enfoque mais detalhado dessas questões pode ser encontrado nos capítulos 10 e 18 deste Manual de Procedimentos.
Outro risco, às vezes esquecido, decorre da falta de oxigênio, que pode levar rapidamente à morte. Pode
ocorrer quando certos contaminantes atmosféricos, não necessariamente tóxicos em si, deslocam o oxigênio, como no
caso de recintos fechados onde há fermentação e o CO2 desloca o oxigênio.
Com exceção das radiações ionizantes, os riscos de natureza física são geralmente fáceis de reconhecer,
pois atuam diretamente sobre os sentidos. No Quadro VIII estão relacionados alguns exemplos de agentes físicos e
respectivas situações de exposição.
A exposição aos agentes biológicos está geralmente associada ao trabalho em hospitais, laboratórios de
análises clínicas e atividades agropecuárias, porém pode ocorrer, também, em outros locais. O fato de que
freqüentemente ocorrem em situações não-ocupacionais complica o estabelecimento do nexo causal. Os agentes
biológicos incluem vírus, bactérias, riquétsias*, protozoários e fungos e seus esporos. No Quadro IX, apresentado a
seguir, estão relacionados alguns exemplos desses agentes e as respectivas situações ocupacionais de exposição.
Os fatores de adoecimento relacionados à organização do trabalho, em geral considerados nos riscos
ergonômicos, podem ser identificados em diversas atividades, desde a agricultura tradicional até processos de trabalho
modernos que incorporam alta tecnologia e sofisticadas estratégias de gestão. Os processos de reestruturação produtiva
e globalização da economia de mercado, em curso, têm acarretado mudanças significativas na organização e gestão
do trabalho com repercussões importantes sobre a saúde do trabalhador. Entre suas conseqüências destacam-se os
problemas osteomusculares e o adoecimento mental relacionados ao trabalho, que crescem em importância em todo
o mundo. A exigência de maior produtividade, associada à redução contínua do contingente de trabalhadores, à pressão
do tempo e ao aumento da complexidade das tarefas, além de expectativas irrealizáveis e as relações de trabalho
tensas e precárias, constituem fatores psicossociais responsáveis por situações de estresse relacionado ao trabalho.
Um enfoque mais detalhado dessas questões pode ser encontrado nos capítulos 10 e 18 deste Manual de Procedimentos.
Quadro 7 - Exemplos de formação acidental de agentes químicosdoenças relacionadas ao trabalho
Quadro 7 - Exemplos de formação acidental de agentes químicosdoenças relacionadas ao trabalho
Quadro VII
EXEMPLOS DE FORMAÇÃO ACIDENTAL DE AGENTES QUÍMICOSDOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO

Agente Químico Situação de Produção Acidental
Óxidos de nitrogênio e ozônio
Óxidos de nitrogênio
Ácido sulfídrico, amônia, metano
Ácido sulfídrico
Arsina (ou hidrogênio arseniacal)
Fosfina
Fosgênio e ácido clorídrico
Monóxido de carbono
Ácido cianídrico, Ácido clorídrico, Isocianetos, Óxido
de estireno
Solda elétrica (particularmente se executada em local confinado).
Quando há contato de ácido nítrico com matéria orgânica, como
madeira; decapagem de metais com ácido nítrico.
Decomposição de matéria orgânica (em cisternas abandonadas,
velhos poços, condutos de esgotos, silos).
Produção de pelo processo viscose; reação de ácido sulfúrico
concentrado com reboco de gesso (semidecomposto).
rayon
Contato de hidrogênio nascente com minérios ou metais contendo
arsênio, ou da água com AlAs e Ca As ; ou impureza no acetileno. 32
Usinagem do ferro nodular; impureza no acetileno.
Decomposição de hidrocarbonetos clorados (tetracloreto de carbono,
tricloroetileno) pela ação de chama, calor ou radiação ultravioleta.
Na combustão incompleta, em fornos e fornalhas, fundições e
siderúrgicas, motores de combustão interna (oficinas de reparação de
automóveis, galpões fechados com máquinas em funcionamento;
cozinhas fechadas com fogões a lenha, ou onde haja queima de gás).
Resultam da pirólise de certos plásticos.
Quadro VII
EXEMPLOS DE FORMAÇÃO ACIDENTAL DE AGENTES QUÍMICOSDOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO
Quadro VII
EXEMPLOS DE FORMAÇÃO ACIDENTAL DE AGENTES QUÍMICOSDOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO
Agente Químico Situação de Produção Acidental
Óxidos de nitrogênio e ozônio
Óxidos de nitrogênio
Ácido sulfídrico, amônia, metano
Ácido sulfídrico
Arsina (ou hidrogênio arseniacal)
Fosfina
Fosgênio e ácido clorídrico
Monóxido de carbono
Ácido cianídrico, Ácido clorídrico, Isocianetos, Óxido
de estireno
Solda elétrica (particularmente se executada em local confinado).
Quando há contato de ácido nítrico com matéria orgânica, como
madeira; decapagem de metais com ácido nítrico.
Decomposição de matéria orgânica (em cisternas abandonadas,
velhos poços, condutos de esgotos, silos).
Produção de pelo processo viscose; reação de ácido sulfúrico
concentrado com reboco de gesso (semidecomposto).
rayon
Contato de hidrogênio nascente com minérios ou metais contendo
arsênio, ou da água com AlAs e Ca As ; ou impureza no acetileno. 32
Usinagem do ferro nodular; impureza no acetileno.
Decomposição de hidrocarbonetos clorados (tetracloreto de carbono,
tricloroetileno) pela ação de chama, calor ou radiação ultravioleta.
Na combustão incompleta, em fornos e fornalhas, fundições e
siderúrgicas, motores de combustão interna (oficinas de reparação de
automóveis, galpões fechados com máquinas em funcionamento;
cozinhas fechadas com fogões a lenha, ou onde haja queima de gás).
Resultam da pirólise de certos plásticos.
Quadro VII
EXEMPLOS DE FORMAÇÃO ACIDENTAL DE AGENTES QUÍMICOSDOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO
Quadro 7 - Exemplos de formação acidental de agentes químicosdoenças relacionadas ao trabalho
Quadro 7 - Exemplos de formação acidental de agentes químicosdoenças relacionadas ao trabalho
Quadro VII
EXEMPLOS DE FORMAÇÃO ACIDENTAL DE AGENTES QUÍMICOSDOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO

Agente Químico Situação de Produção Acidental
Óxidos de nitrogênio e ozônio
Óxidos de nitrogênio
Ácido sulfídrico, amônia, metano
Ácido sulfídrico
Arsina (ou hidrogênio arseniacal)
Fosfina
Fosgênio e ácido clorídrico
Monóxido de carbono
Ácido cianídrico, Ácido clorídrico, Isocianetos, Óxido
de estireno
Solda elétrica (particularmente se executada em local confinado).
Quando há contato de ácido nítrico com matéria orgânica, como
madeira; decapagem de metais com ácido nítrico.
Decomposição de matéria orgânica (em cisternas abandonadas,
velhos poços, condutos de esgotos, silos).
Produção de pelo processo viscose; reação de ácido sulfúrico
concentrado com reboco de gesso (semidecomposto).
rayon
Contato de hidrogênio nascente com minérios ou metais contendo
arsênio, ou da água com AlAs e Ca As ; ou impureza no acetileno. 32
Usinagem do ferro nodular; impureza no acetileno.
Decomposição de hidrocarbonetos clorados (tetracloreto de carbono,
tricloroetileno) pela ação de chama, calor ou radiação ultravioleta.
Na combustão incompleta, em fornos e fornalhas, fundições e
siderúrgicas, motores de combustão interna (oficinas de reparação de
automóveis, galpões fechados com máquinas em funcionamento;
cozinhas fechadas com fogões a lenha, ou onde haja queima de gás).
Resultam da pirólise de certos plásticos.
Quadro VII
EXEMPLOS DE FORMAÇÃO ACIDENTAL DE AGENTES QUÍMICOSDOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO
Quadro VII
EXEMPLOS DE FORMAÇÃO ACIDENTAL DE AGENTES QUÍMICOSDOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO
Agente Químico Situação de Produção Acidental
Óxidos de nitrogênio e ozônio
Óxidos de nitrogênio
Ácido sulfídrico, amônia, metano
Ácido sulfídrico
Arsina (ou hidrogênio arseniacal)
Fosfina
Fosgênio e ácido clorídrico
Monóxido de carbono
Ácido cianídrico, Ácido clorídrico, Isocianetos, Óxido
de estireno
Solda elétrica (particularmente se executada em local confinado).
Quando há contato de ácido nítrico com matéria orgânica, como
madeira; decapagem de metais com ácido nítrico.
Decomposição de matéria orgânica (em cisternas abandonadas,
velhos poços, condutos de esgotos, silos).
Produção de pelo processo viscose; reação de ácido sulfúrico
concentrado com reboco de gesso (semidecomposto).
rayon
Contato de hidrogênio nascente com minérios ou metais contendo
arsênio, ou da água com AlAs e Ca As ; ou impureza no acetileno. 32
Usinagem do ferro nodular; impureza no acetileno.
Decomposição de hidrocarbonetos clorados (tetracloreto de carbono,
tricloroetileno) pela ação de chama, calor ou radiação ultravioleta.
Na combustão incompleta, em fornos e fornalhas, fundições e
siderúrgicas, motores de combustão interna (oficinas de reparação de
automóveis, galpões fechados com máquinas em funcionamento;
cozinhas fechadas com fogões a lenha, ou onde haja queima de gás).
Resultam da pirólise de certos plásticos.
Quadro VII
EXEMPLOS DE FORMAÇÃO ACIDENTAL DE AGENTES QUÍMICOSDOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO
Saturday, June 14, 2014
Riscos de Saúde - vapores de solventes
Riscos de Saúde - vapores de solventes
A presença de contaminantes atmosféricos pode passar desapercebida, configurando os riscos escondidos.
A falta de propriedades características ou a presença simultânea de uma multiplicidade de fatores no ambiente de trabalho
pode mascarar riscos, como, por exemplo, o odor. Quando o risco provém de substâncias ou produtos utilizados é simples
associar sua presença com determinadas operações, como no caso de vapores de solventes em fornos de secagem ou
limpeza a seco de vestuário; neblinas de ácido crômico na cromagem de peças; ou poeira de sílica em operações de
jateamento de areia. O mesmo não acontece quando os agentes químicos ocorrem como subprodutos, ou resíduos, ou
são produzidos acidentalmente como resultado de reações químicas de combustão ou pirólise, decomposição de certos
materiais, ou aparecem como impurezas. Alguns exemplos desses riscos escondidos são apresentados no Quadro VII.
O problema das impurezas deve ser cuidadosamente examinado, visto que certos produtos químicos podem
conter contaminantes muito mais tóxicos do que eles próprios, oferecendo riscos para a saúde. Por exemplo, o benzeno,
altamente tóxico e cancerígeno, pode ser encontrado como impureza na gasolina e em outros solventes menos tóxicos,
como o tolueno e o xileno. Certos talcos podem conter asbesto como impureza. A arsina e a fosfina, gases muito
tóxicos, podem ser encontrados como impurezas no acetileno, que é muito menos tóxico.
Produtos vendidos sob nomes comerciais, sem informação detalhada quanto à composição química,
geralmente criam problemas para o reconhecimento de riscos. Tais informações devem ser exigidas dos fabricantes e
fornecedores, uma vez que análises de amostras de tais produtos são trabalhosas e caras. Na atualidade, estão
disponíveis bases de dados com informações sobre produtos a partir dos nomes comerciais, incluindo informações
toxicológicas. Algumas dessas fontes de informação estão referenciadas na bibliografia, ao final deste capítulo.
Outro aspecto importante da toxicidade das substâncias químicas refere-se às suas propriedades físicas.
A proporção dos componentes de um vapor pode diferir muito de sua proporção na mistura líquida que lhe deu origem.
Por exemplo, uma mistura contendo 10% de benzeno e 90% de xileno na fase líquida, conterá 65% de benzeno e 35%
de xileno na fase de vapor, portanto, uma proporção muito maior do componente mais tóxico. Líquidos contendo
pequenas proporções de impurezas muito tóxicas porém, com alta pressão de vapor, podem dar origem a vapores
perigosos, se inalados.
Quanto às poeiras, sua composição pode diferir muito da composição da rocha que lhe deu origem, devido
às diferenças na friabilidade dos componentes. Também seu aspecto visual pode enganar. Nuvens de poeira visíveis
podem ser menos prejudiciais que nuvens praticamente invisíveis, pois a fração respirável de algumas poeiras, a mais
nociva, pode não ser vista a olho nu. Devido ao seu pequeno tamanho e pouco peso, podem ficar em suspensão no ar
durante muito tempo e atingir grandes distâncias, afetando trabalhadores que parecem não estar expostos.
A presença de contaminantes atmosféricos pode passar desapercebida, configurando os riscos escondidos.
A falta de propriedades características ou a presença simultânea de uma multiplicidade de fatores no ambiente de trabalho
pode mascarar riscos, como, por exemplo, o odor. Quando o risco provém de substâncias ou produtos utilizados é simples
associar sua presença com determinadas operações, como no caso de vapores de solventes em fornos de secagem ou
limpeza a seco de vestuário; neblinas de ácido crômico na cromagem de peças; ou poeira de sílica em operações de
jateamento de areia. O mesmo não acontece quando os agentes químicos ocorrem como subprodutos, ou resíduos, ou
são produzidos acidentalmente como resultado de reações químicas de combustão ou pirólise, decomposição de certos
materiais, ou aparecem como impurezas. Alguns exemplos desses riscos escondidos são apresentados no Quadro VII.
O problema das impurezas deve ser cuidadosamente examinado, visto que certos produtos químicos podem
conter contaminantes muito mais tóxicos do que eles próprios, oferecendo riscos para a saúde. Por exemplo, o benzeno,
altamente tóxico e cancerígeno, pode ser encontrado como impureza na gasolina e em outros solventes menos tóxicos,
como o tolueno e o xileno. Certos talcos podem conter asbesto como impureza. A arsina e a fosfina, gases muito
tóxicos, podem ser encontrados como impurezas no acetileno, que é muito menos tóxico.
Produtos vendidos sob nomes comerciais, sem informação detalhada quanto à composição química,
geralmente criam problemas para o reconhecimento de riscos. Tais informações devem ser exigidas dos fabricantes e
fornecedores, uma vez que análises de amostras de tais produtos são trabalhosas e caras. Na atualidade, estão
disponíveis bases de dados com informações sobre produtos a partir dos nomes comerciais, incluindo informações
toxicológicas. Algumas dessas fontes de informação estão referenciadas na bibliografia, ao final deste capítulo.
Outro aspecto importante da toxicidade das substâncias químicas refere-se às suas propriedades físicas.
A proporção dos componentes de um vapor pode diferir muito de sua proporção na mistura líquida que lhe deu origem.
Por exemplo, uma mistura contendo 10% de benzeno e 90% de xileno na fase líquida, conterá 65% de benzeno e 35%
de xileno na fase de vapor, portanto, uma proporção muito maior do componente mais tóxico. Líquidos contendo
pequenas proporções de impurezas muito tóxicas porém, com alta pressão de vapor, podem dar origem a vapores
perigosos, se inalados.
Quanto às poeiras, sua composição pode diferir muito da composição da rocha que lhe deu origem, devido
às diferenças na friabilidade dos componentes. Também seu aspecto visual pode enganar. Nuvens de poeira visíveis
podem ser menos prejudiciais que nuvens praticamente invisíveis, pois a fração respirável de algumas poeiras, a mais
nociva, pode não ser vista a olho nu. Devido ao seu pequeno tamanho e pouco peso, podem ficar em suspensão no ar
durante muito tempo e atingir grandes distâncias, afetando trabalhadores que parecem não estar expostos.
Quadro 6 - Exemplos de agentes químicos de risco para a saúde dos trabalhadores
Quadro 6 - Exemplos de agentes químicos de risco para a saúde dos trabalhadores
Quadro VI
EXEMPLOS DE AGENTES QUÍMICOS E OUTROS CONTAMINANTES ATMOSFÉRICOS QUE
PODEM OFERECER RISCO PARA A SAÚDE DOS TRABALHADORES EXPOSTOS

* As poeiras também são agentes químicos, mas são classificadas como um grupo a parte para facilitar a compreensão.
Ácido cianídrico
Ácido sulfídrico
Arsênio
Benzeno
Chumbo
Mercúrio
Monóxido de Carbono
Solventes (hidrocarbonetos
alifáticos, clorados,
aromáticos)
Asbesto (utilizado ou
removido)
Sílica livre cristalina
Carvão mineral
Algodão
Sisal
Poeira de madeira
Processo cloro-álcali, equipamentos eletrônicos, fabricação de pilhas, indústria
farmacêutica, de pesticidas, termômetros, manômetros, barômetros, etc.
Galvanoplastia, fumigação.
Decomposição de matéria orgânica, indústria de pelo processo viscose. rayon
Refinação do cobre, fabricação e uso de pesticidas, fabricação de vidro, produtos
farmacêuticos, preservação da madeira, indústria do couro, etc.
Coquerias, indústria química e petroquímica ou como impureza em certos
solventes, etc.
Mineração, refinação, fundição, fabricação de baterias e pilhas, tintas e
pigmentos, cerâmica, recuperação de sucata, indústria química, etc.
Formado em processos de combustão incompleta, motores de combustão
interna, etc.
Indústria química, lavanderia com limpeza a seco, desengraxamento de peças,
limpeza de metais, etc.
Mineração, beneficiamento, manufatura de produtos têxteis de amianto e de lonas
de freios, cimento-amianto e sua utilização na construção civil, etc.
Mineração (de ouro, cobre), pedreiras de granito ou de arenito, fabricação de
abrasivos, fundições, construção civil, utilização de jato de areia, etc.
Mineração de carvão.
Preparação, carda e fiação.
Fabricação de cordas.
Serraria, fábricas de móveis e outros artefatos de madeira, construção civil, etc.
Poeiras
minerais e
vegetais*
Líquida,
gasosa
ou de
partículas
Forma Agente Situação de Produto e/ou Utilização
DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO
Quadro VI
EXEMPLOS DE AGENTES QUÍMICOS E OUTROS CONTAMINANTES ATMOSFÉRICOS QUE
PODEM OFERECER RISCO PARA A SAÚDE DOS TRABALHADORES EXPOSTOS
* As poeiras também são agentes químicos, mas são classificadas como um grupo a parte para facilitar a compreensão.
Ácido cianídrico
Ácido sulfídrico
Arsênio
Benzeno
Chumbo
Mercúrio
Monóxido de Carbono
Solventes (hidrocarbonetos
alifáticos, clorados,
aromáticos)
Asbesto (utilizado ou
removido)
Sílica livre cristalina
Carvão mineral
Algodão
Sisal
Poeira de madeira
Processo cloro-álcali, equipamentos eletrônicos, fabricação de pilhas, indústria
farmacêutica, de pesticidas, termômetros, manômetros, barômetros, etc.
Galvanoplastia, fumigação.
Decomposição de matéria orgânica, indústria de pelo processo viscose. rayon
Refinação do cobre, fabricação e uso de pesticidas, fabricação de vidro, produtos
farmacêuticos, preservação da madeira, indústria do couro, etc.
Coquerias, indústria química e petroquímica ou como impureza em certos
solventes, etc.
Mineração, refinação, fundição, fabricação de baterias e pilhas, tintas e
pigmentos, cerâmica, recuperação de sucata, indústria química, etc.
Formado em processos de combustão incompleta, motores de combustão
interna, etc.
Indústria química, lavanderia com limpeza a seco, desengraxamento de peças,
limpeza de metais, etc.
Mineração, beneficiamento, manufatura de produtos têxteis de amianto e de lonas
de freios, cimento-amianto e sua utilização na construção civil, etc.
Mineração (de ouro, cobre), pedreiras de granito ou de arenito, fabricação de
abrasivos, fundições, construção civil, utilização de jato de areia, etc.
Mineração de carvão.
Preparação, carda e fiação.
Fabricação de cordas.
Serraria, fábricas de móveis e outros artefatos de madeira, construção civil, etc.
Poeiras
minerais e
vegetais*
Líquida,
gasosa
ou de
partículas
Forma Agente Situação de Produto e/ou Utilização
DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO
Saúde - Para reconhecer as condições de risco
Saúde - Para reconhecer as condições de risco
Para reconhecer as condições de risco é necessário investigar as possibilidades de geração e dispersão de
agentes ou fatores nocivos associados aos diferentes processos de trabalho, às operações, às máquinas e a outros
equipamentos, bem como às diferentes matérias-primas, aos produtos químicos utilizados, aos eventuais subprodutos
e aos resíduos. Os possíveis efeitos dos agentes potencialmente presentes sobre a saúde devem ser estudados.
Assim, o conhecimento disponível sobre os riscos potenciais que ocorrem em determinada situação de trabalho deve
ser acompanhado de uma observação cuidadosa in loco das condições reais de exposição dos trabalhadores.
Deve ser lembrado que existe uma diferença entre a capacidade que tem um agente para causar dano e a
possibilidade de que este agente cause dano. O potencial intrínseco de um agente tóxico para lesar a saúde só se
concretiza se houver condições para que este agente alcance o(s) órgão(s) crítico(s) que ele pode danificar. Por
exemplo: a sílica livre cristalina é o agente etiológico da silicose, portanto um bloco de granito “encerra” o risco de
silicose. Entretanto, esse bloco só oferecerá risco real de doença se for submetido a algum processo de subdivisão que
produza partículas suficientemente pequenas para serem inaladas e depositadas nos alvéolos pulmonares. Se o bloco
de granito fizer parte de um monumento, não haverá risco de silicose, porém se este mesmo bloco de granito estiver
em um canto no local de trabalho é importante investigar para que será utilizado. O fato de, no momento, não estar
oferecendo risco não significa que assim será no futuro.
Alguns exemplos, não exaustivos, de agentes químicos, físicos e biológicos que podem oferecer risco para a
saúde, bem como de locais onde podem ocorrer, são apresentados no Quadro VI.
Para reconhecer as condições de risco é necessário investigar as possibilidades de geração e dispersão de
agentes ou fatores nocivos associados aos diferentes processos de trabalho, às operações, às máquinas e a outros
equipamentos, bem como às diferentes matérias-primas, aos produtos químicos utilizados, aos eventuais subprodutos
e aos resíduos. Os possíveis efeitos dos agentes potencialmente presentes sobre a saúde devem ser estudados.
Assim, o conhecimento disponível sobre os riscos potenciais que ocorrem em determinada situação de trabalho deve
ser acompanhado de uma observação cuidadosa in loco das condições reais de exposição dos trabalhadores.
Deve ser lembrado que existe uma diferença entre a capacidade que tem um agente para causar dano e a
possibilidade de que este agente cause dano. O potencial intrínseco de um agente tóxico para lesar a saúde só se
concretiza se houver condições para que este agente alcance o(s) órgão(s) crítico(s) que ele pode danificar. Por
exemplo: a sílica livre cristalina é o agente etiológico da silicose, portanto um bloco de granito “encerra” o risco de
silicose. Entretanto, esse bloco só oferecerá risco real de doença se for submetido a algum processo de subdivisão que
produza partículas suficientemente pequenas para serem inaladas e depositadas nos alvéolos pulmonares. Se o bloco
de granito fizer parte de um monumento, não haverá risco de silicose, porém se este mesmo bloco de granito estiver
em um canto no local de trabalho é importante investigar para que será utilizado. O fato de, no momento, não estar
oferecendo risco não significa que assim será no futuro.
Alguns exemplos, não exaustivos, de agentes químicos, físicos e biológicos que podem oferecer risco para a
saúde, bem como de locais onde podem ocorrer, são apresentados no Quadro VI.
Saúde - Controle dos fatores de risco e para a melhoria dos ambientes e condições de trabalho
Saúde - Controle dos fatores de risco e para a melhoria dos ambientes e condições de trabalho
Capítulo 3
BASES TÉCNICAS PARA O CONTROLE DOS FATORES DE RISCO E PARA A MELHORIA DOS AMBIENTES E DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO
A eliminação ou a redução da exposição às condições de risco e a melhoria dos ambientes de trabalho para
promoção e proteção da saúde do trabalhador constituem um desafio que ultrapassa o âmbito de atuação dos serviços de
saúde, exigindo soluções técnicas, às vezes complexas e de elevado custo. Em certos casos, medidas simples e pouco
onerosas podem ser implementadas, com impactos positivos e protetores para a saúde do trabalhador e o meio ambiente.
O controle das condições de risco para a saúde e melhoria dos ambientes de trabalho envolve as
seguintes etapas:
- identificação das condições de risco para a saúde presentes no trabalho;
- caracterização da exposição e quantificação das condições de risco;
- discussão e definição das alternativas de eliminação ou controle das condições de risco;
- implementação e avaliação das medidas adotadas.
É muito importante que os trabalhadores participem de todas as fases desse processo, pois, como foi
assinalado no capítulo anterior, em muitos casos, a despeito de toda sofisticação técnica, apenas os trabalhadores são
capazes de informar sutis diferenças existentes entre o trabalho prescrito e o trabalho real, que explicam o adoecimento
e o que deve ser modificado para que se obtenha os resultados desejados.
Na atualidade, a preocupação com o meio ambiente e a saúde das populações residentes na área de influência
das unidades produtivas vem fortalecendo o movimento que busca a mudança de processos de trabalho potencialmente
lesivos para a saúde das populações e o ambiente, o que pode ser um aliado importante para a saúde do trabalhador.
São apresentadas, a seguir, algumas considerações sobre o conceito de risco e fator ou condições de risco
para a saúde; as metodologias disponíveis para o reconhecimento dos riscos; algumas das alternativas para a eliminação
ou a redução da exposição às condições de risco para a saúde e a melhoria dos ambientes de trabalho visando à
proteção da saúde do trabalhador. Mais informações e o aprofundamento dessas questões podem ser obtidos na
bibliografia relacionada ao final do capítulo.
Identificação e Avaliação das Condições de Risco
O conceito de risco aqui utilizado deriva da palavra inglesa hazard, que vem sendo traduzida para o português
como perigo ou fator de risco ou situação de risco. Segundo Trivelato (1998), o conceito de risco é bidimensional,
representando a possibilidade de um efeito adverso ou dano e a incerteza da ocorrência, distribuição no tempo ou
magnitude do resultado adverso. Assim, de acordo com essa definição, situação ou fator de risco é “uma condição ou
conjunto de circunstâncias que tem o potencial de causar um efeito adverso, que pode ser: morte, lesões, doenças ou
danos à saúde, à propriedade ou ao meio ambiente”. Ainda segundo Trivelato (1998), os fatores de risco podem ser
classificados, segundo sua natureza, em:
AMBIENTAL:
- físico: alguma forma de energia: radiação, ruído, vibração, etc.;
- químico: substâncias químicas, poeiras, etc.;
- biológico: bactérias, vírus, fungos, etc.;
SITUACIONAL: instalações, ferramentas, equipamentos, materiais, operações, etc.;
HUMANO OU COMPORTAMENTAL: decorrentes da ação ou omissão humana.
O reconhecimento das condições de risco no trabalho envolve um conjunto de procedimentos que visam a
definir se existe ou não um problema para a saúde do trabalhador e, no caso afirmativo, a estabelecer sua provável
magnitude, a identificar os agentes potenciais de risco e as possibilidades de exposição. É uma etapa fundamental do
processo que, apesar de sujeita às limitações dos recursos disponíveis e a erros, servirá de base para a decisão
quanto às ações a serem adotadas e para o estabelecimento de prioridades. Reconhecer o risco significa identificar, no
ambiente de trabalho, fatores ou situações com potencial de dano, isto é, se existe a possibilidade de dano. Avaliar o
risco significa estimar a probabilidade e a gravidade de que o dano ocorra.
Capítulo 3
BASES TÉCNICAS PARA O CONTROLE DOS FATORES DE RISCO E PARA A MELHORIA DOS AMBIENTES E DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO
A eliminação ou a redução da exposição às condições de risco e a melhoria dos ambientes de trabalho para
promoção e proteção da saúde do trabalhador constituem um desafio que ultrapassa o âmbito de atuação dos serviços de
saúde, exigindo soluções técnicas, às vezes complexas e de elevado custo. Em certos casos, medidas simples e pouco
onerosas podem ser implementadas, com impactos positivos e protetores para a saúde do trabalhador e o meio ambiente.
O controle das condições de risco para a saúde e melhoria dos ambientes de trabalho envolve as
seguintes etapas:
- identificação das condições de risco para a saúde presentes no trabalho;
- caracterização da exposição e quantificação das condições de risco;
- discussão e definição das alternativas de eliminação ou controle das condições de risco;
- implementação e avaliação das medidas adotadas.
É muito importante que os trabalhadores participem de todas as fases desse processo, pois, como foi
assinalado no capítulo anterior, em muitos casos, a despeito de toda sofisticação técnica, apenas os trabalhadores são
capazes de informar sutis diferenças existentes entre o trabalho prescrito e o trabalho real, que explicam o adoecimento
e o que deve ser modificado para que se obtenha os resultados desejados.
Na atualidade, a preocupação com o meio ambiente e a saúde das populações residentes na área de influência
das unidades produtivas vem fortalecendo o movimento que busca a mudança de processos de trabalho potencialmente
lesivos para a saúde das populações e o ambiente, o que pode ser um aliado importante para a saúde do trabalhador.
São apresentadas, a seguir, algumas considerações sobre o conceito de risco e fator ou condições de risco
para a saúde; as metodologias disponíveis para o reconhecimento dos riscos; algumas das alternativas para a eliminação
ou a redução da exposição às condições de risco para a saúde e a melhoria dos ambientes de trabalho visando à
proteção da saúde do trabalhador. Mais informações e o aprofundamento dessas questões podem ser obtidos na
bibliografia relacionada ao final do capítulo.
Identificação e Avaliação das Condições de Risco
O conceito de risco aqui utilizado deriva da palavra inglesa hazard, que vem sendo traduzida para o português
como perigo ou fator de risco ou situação de risco. Segundo Trivelato (1998), o conceito de risco é bidimensional,
representando a possibilidade de um efeito adverso ou dano e a incerteza da ocorrência, distribuição no tempo ou
magnitude do resultado adverso. Assim, de acordo com essa definição, situação ou fator de risco é “uma condição ou
conjunto de circunstâncias que tem o potencial de causar um efeito adverso, que pode ser: morte, lesões, doenças ou
danos à saúde, à propriedade ou ao meio ambiente”. Ainda segundo Trivelato (1998), os fatores de risco podem ser
classificados, segundo sua natureza, em:
AMBIENTAL:
- físico: alguma forma de energia: radiação, ruído, vibração, etc.;
- químico: substâncias químicas, poeiras, etc.;
- biológico: bactérias, vírus, fungos, etc.;
SITUACIONAL: instalações, ferramentas, equipamentos, materiais, operações, etc.;
HUMANO OU COMPORTAMENTAL: decorrentes da ação ou omissão humana.
O reconhecimento das condições de risco no trabalho envolve um conjunto de procedimentos que visam a
definir se existe ou não um problema para a saúde do trabalhador e, no caso afirmativo, a estabelecer sua provável
magnitude, a identificar os agentes potenciais de risco e as possibilidades de exposição. É uma etapa fundamental do
processo que, apesar de sujeita às limitações dos recursos disponíveis e a erros, servirá de base para a decisão
quanto às ações a serem adotadas e para o estabelecimento de prioridades. Reconhecer o risco significa identificar, no
ambiente de trabalho, fatores ou situações com potencial de dano, isto é, se existe a possibilidade de dano. Avaliar o
risco significa estimar a probabilidade e a gravidade de que o dano ocorra.
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