Leptospirose - Quadro clínico e diagnóstico
3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
As manifestações clínicas da leptospirose apresentam espectro variável: desde formas assintomáticas a
oligossintomáticas (anictéricas), simulando síndrome gripal, até formas ictéricas graves com acometimento hepato-
renal e insuficiência renal aguda. Após período de incubação de 7 a 10 dias e variando entre dois dias até mais de um
mês, a doença surge. A forma anictérica acomete 60 a 70% dos casos e apresenta duas fases:
SEPTICÊMICA: caracterizada por hepatomegalia e, mais raramente, esplenomegalia, hemorragia digestiva alta, mialgia
que envolve panturrilhas (principalmente), coxa, abdômen e musculatura paravertebral, fotofobia, dor torácica,
tosse seca com ou sem hemoptóicos, exantemas maculares, máculo-papulares, urticariformes ou petéquias,
hiperemia de mucosas com duração de 4 a 7 dias;
IMUNE: quando há cefaléia intensa, vômitos e sinais de irritação meníngea, uveíte, com duração de 1 a 3 semanas.
A forma ictérica, também chamada de doença de Weil, evolui com insuficiência renal, fenômenos
hemorrágicos e alterações hemodinâmicas. Os sintomas são mais intensos que na forma anictérica, com duração de
1 a 3 semanas, com taxas de letalidade de 5 a 20%. Os exames laboratoriais para diagnóstico são a cultura de sangue
ou líquor (primeira semana e início da segunda semana da doença) ou urocultura (após a segunda semana) e asDOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO
reações sorológicas: reação de soroaglutinação macroscópica e microscópica, reação de fixação do complemento,
reação de hemaglutinação, ELISA e outras.
Considera-se como caso confirmado aquele que preencher qualquer um dos seguintes critérios:
- isolamento de Leptospira de qualquer espécime clínico;
- sintomas clínicos sugestivos associados à conversão sorológica, isto é, aumento de 4 vezes ou mais
no título obtido pela reação de soroaglutinação microscópica entre a fase aguda e a de convalescença;
- detecção de IgM específica pela reação ELISA.
O diagnóstico diferencial deve ser feito com:
FORMA ANICTÉRICA: gripe, febre tifóide, septicemia por germes gram-negativos, dengue, apendicite aguda, colecistite
aguda, malária, pielonefrite aguda, toxoplasmose;
FORMA ICTÉRICA: formas ictéricas da febre tifóide, sepse por germes gram-negativos, febre amarela, hepatites, malária
por P. falciparum, entre outras.
Monday, June 30, 2014
Leptospirose - Epidemiologia fatores de risco
Leptospirose - Epidemiologia fatores de risco
2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
As leptospiroses constituem verdadeiras zoonoses. Os roedores são os principais reservatórios da doença,
principalmente os domésticos. Atuam como portadores os bovinos, ovinos e caprinos. A transmissão é realizada pelo
contato com água ou solo contaminados pela urina dos animais portadores, mais raramente pelo contato direto com
sangue, tecido, órgão e urina destes animais. Não há transmissão inter-humana, exceto a intrauterina para o feto.
A leptospirose relacionada ao trabalho tem sido descrita em trabalhadores que exercem atividades em
contato direto com águas contaminadas ou em locais com dejetos de animais portadores de germes, como nos trabalhos
efetuados dentro de minas, túneis, galerias e esgoto; em cursos d’água e drenagem; contato com roedores e com
animais domésticos; preparação de alimentos de origem animal, de peixes, de laticínios e em outras atividades
assemelhadas.
Em determinados trabalhadores, a leptospirose pode ser considerada como doença relacionada ao trabalho,
do Grupo II da Classificação de Schilling, posto que as circunstâncias ocupacionais da exposição à Leptospira podem
ser consideradas como contribuintes, no conjunto de fatores associados com a etiologia desta doença infecciosa.
2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
As leptospiroses constituem verdadeiras zoonoses. Os roedores são os principais reservatórios da doença,
principalmente os domésticos. Atuam como portadores os bovinos, ovinos e caprinos. A transmissão é realizada pelo
contato com água ou solo contaminados pela urina dos animais portadores, mais raramente pelo contato direto com
sangue, tecido, órgão e urina destes animais. Não há transmissão inter-humana, exceto a intrauterina para o feto.
A leptospirose relacionada ao trabalho tem sido descrita em trabalhadores que exercem atividades em
contato direto com águas contaminadas ou em locais com dejetos de animais portadores de germes, como nos trabalhos
efetuados dentro de minas, túneis, galerias e esgoto; em cursos d’água e drenagem; contato com roedores e com
animais domésticos; preparação de alimentos de origem animal, de peixes, de laticínios e em outras atividades
assemelhadas.
Em determinados trabalhadores, a leptospirose pode ser considerada como doença relacionada ao trabalho,
do Grupo II da Classificação de Schilling, posto que as circunstâncias ocupacionais da exposição à Leptospira podem
ser consideradas como contribuintes, no conjunto de fatores associados com a etiologia desta doença infecciosa.
Sunday, June 29, 2014
Leptospirose - Definição da doença
Leptospirose - Definição da doença
6.3.4 LEPTOSPIROSE CID-10 A27.-
1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
Zoonose ubiqüitária causada por uma espiroqueta patogênica do grupo Leptospiracea. A apresentação
clínica é variável, com formas assintomáticas ou leves até quadros graves, que se manifestam com icterícia, hemorragias,
anemia, insuficiência renal, comprometimento hepático e meningite. A recuperação é, geralmente, total em 3 a 6
semanas. A gravidade da infecção depende da dose infectante, da variedade sorológica da Leptospira e das condições
do paciente. O período de incubação é variável, de 3 a 13 dias, podendo chegar a 24 dias.
6.3.4 LEPTOSPIROSE CID-10 A27.-
1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
Zoonose ubiqüitária causada por uma espiroqueta patogênica do grupo Leptospiracea. A apresentação
clínica é variável, com formas assintomáticas ou leves até quadros graves, que se manifestam com icterícia, hemorragias,
anemia, insuficiência renal, comprometimento hepático e meningite. A recuperação é, geralmente, total em 3 a 6
semanas. A gravidade da infecção depende da dose infectante, da variedade sorológica da Leptospira e das condições
do paciente. O período de incubação é variável, de 3 a 13 dias, podendo chegar a 24 dias.
BRUCELOSE - No caso de trabalhadores expostos
BRUCELOSE - No caso de trabalhadores expostos
NO CASO DE TRABALHADORES EXPOSTOS: devem ser observadas as medidas de biossegurança, fornecidos os EPI adequados
e facilidades para higiene pessoal.
Em alguns casos, pode ser necessário o controle da infecção em animais domésticos (cães, rebanho), feita
por meio de vacinas, provas sorológicas para diagnóstico precoce, quimioterapia e, se necessário, sacrifício do animal
infectado. Recomenda-se a verificação da adequação e cumprimento, pelo empregador, das medidas de controle dos
fatores de risco ocupacionais e promoção da saúde identificados no PPRA (NR 9) e no PCMSO (NR 7), além de outros
regulamentos – sanitários e ambientais – existentes nos estados e municípios.
Suspeita ou confirmada a relação da doença com o trabalho, deve-se:
- informar ao trabalhador;
- examinar os expostos, visando a identificar outros casos;
- notificar o caso aos sistemas de informação do SUS, à DRT/MTE e ao sindicato da categoria;
- providenciar a emissão da CAT, caso o trabalhador seja segurado pelo SAT da Previdência Social,
conforme descrito no capítulo 5;
- orientar o empregador para que adote os recursos técnicos e gerenciais adequados para eliminação ou
controle dos fatores de risco.
NO CASO DE TRABALHADORES EXPOSTOS: devem ser observadas as medidas de biossegurança, fornecidos os EPI adequados
e facilidades para higiene pessoal.
Em alguns casos, pode ser necessário o controle da infecção em animais domésticos (cães, rebanho), feita
por meio de vacinas, provas sorológicas para diagnóstico precoce, quimioterapia e, se necessário, sacrifício do animal
infectado. Recomenda-se a verificação da adequação e cumprimento, pelo empregador, das medidas de controle dos
fatores de risco ocupacionais e promoção da saúde identificados no PPRA (NR 9) e no PCMSO (NR 7), além de outros
regulamentos – sanitários e ambientais – existentes nos estados e municípios.
Suspeita ou confirmada a relação da doença com o trabalho, deve-se:
- informar ao trabalhador;
- examinar os expostos, visando a identificar outros casos;
- notificar o caso aos sistemas de informação do SUS, à DRT/MTE e ao sindicato da categoria;
- providenciar a emissão da CAT, caso o trabalhador seja segurado pelo SAT da Previdência Social,
conforme descrito no capítulo 5;
- orientar o empregador para que adote os recursos técnicos e gerenciais adequados para eliminação ou
controle dos fatores de risco.
Saturday, June 28, 2014
BRUCELOSE - Controle e Manejo
BRUCELOSE - Controle e Manejo
CONTROLE ANIMAL: realizar provas sorológicas e eliminar os animais infectados;
CONTROLE DE PRODUTOS: os derivados de fonte animal exigem vigilância sanitária adequada para o leite e seus derivados;
cuidado no manejo de placentas, secreções e fetos dos animais. Deve-se proceder à desinfecção das
áreas contaminadas;
MANEJO DO PACIENTE: precauções com o material de drenagem e secreções. Deve ser realizada a desinfecção concorrente
das secreções purulentas e a investigação de contatos para tratamento, controle e adoção de medidas de
prevenção. Em situações de epidemia, investigar fontes de contaminação comum, que em geral são o leite
e os derivados não pasteurizados. Confiscar os alimentos suspeitos até que sejam instituídas as medidas
de prevenção definitivas;
CONTROLE ANIMAL: realizar provas sorológicas e eliminar os animais infectados;
CONTROLE DE PRODUTOS: os derivados de fonte animal exigem vigilância sanitária adequada para o leite e seus derivados;
cuidado no manejo de placentas, secreções e fetos dos animais. Deve-se proceder à desinfecção das
áreas contaminadas;
MANEJO DO PACIENTE: precauções com o material de drenagem e secreções. Deve ser realizada a desinfecção concorrente
das secreções purulentas e a investigação de contatos para tratamento, controle e adoção de medidas de
prevenção. Em situações de epidemia, investigar fontes de contaminação comum, que em geral são o leite
e os derivados não pasteurizados. Confiscar os alimentos suspeitos até que sejam instituídas as medidas
de prevenção definitivas;
BRUCELOSE - Prevenção
BRUCELOSE - Prevenção
5 PREVENÇÃO
A vigilância dos casos de brucelose relacionada ao trabalho deve seguir os procedimentos indicados na
introdução deste capítulo. Os órgãos da saúde devem atuar de modo articulado com os órgãos responsáveis pelo
controle dos rebanhos, que podem alertar a vigilância sanitária e impedir a distribuição e consumo de produtos infectados,
visando à redução da morbimortalidade da doença. Apesar de a brucelose não ser doença de notificação obrigatória no
território nacional, pode ser em alguns estados ou municípios. Na vigência de surtos, deve ser notificada para que se
intensifiquem as medidas de controle indicadas:
EDUCAÇÃO PARA A SAÚ
DE: informar a população sobre os benefícios de se consumir leite e seus derivados devidamente
pasteurizados; educar os trabalhadores que cuidam de animais sobre os riscos da doença e os cuidados
para evitar contato com animais doentes ou potencialmente contaminados;
5 PREVENÇÃO
A vigilância dos casos de brucelose relacionada ao trabalho deve seguir os procedimentos indicados na
introdução deste capítulo. Os órgãos da saúde devem atuar de modo articulado com os órgãos responsáveis pelo
controle dos rebanhos, que podem alertar a vigilância sanitária e impedir a distribuição e consumo de produtos infectados,
visando à redução da morbimortalidade da doença. Apesar de a brucelose não ser doença de notificação obrigatória no
território nacional, pode ser em alguns estados ou municípios. Na vigência de surtos, deve ser notificada para que se
intensifiquem as medidas de controle indicadas:
EDUCAÇÃO PARA A SAÚ
DE: informar a população sobre os benefícios de se consumir leite e seus derivados devidamente
pasteurizados; educar os trabalhadores que cuidam de animais sobre os riscos da doença e os cuidados
para evitar contato com animais doentes ou potencialmente contaminados;
Friday, June 27, 2014
BRUCELOSE - Tratamento e outras condutas
BRUCELOSE - Tratamento e outras condutas
4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
O tratamento é feito com:
- doxiciclina ou minociclina (100 mg, VO, 12/12 horas, por 45 dias) associada com rifampicina (600 – 900
mg/dia, VO, uma vez ao dia por 45 dias).
As alternativas disponíveis são:
- doxiciclina ou minociclina (100 mg, VO, 12/12 horas por 45 dias) associada com estreptomicina (1 g por
dia, IM, por 3 semanas) ou gentamicina (5 mg/kg/dia, IM ou EV, divididas em porções iguais, de 8/8 horas);
ou
- sulfametoxazol (800)/trimetoprim (160), 12/12 horas, VO, por seis semanas, associada com gentamicina
(5mg/kg/dia, IM ou EV, divididas em porções iguais, de 8/8 horas).
As recidivas devem ser tratadas com o mesmo esquema antibiótico. As recidivas, em geral, não se devem
à resistência aos antibióticos, mas a seqüestro dos agentes por algum órgão que impede a efetiva ação da droga.
A doxiciclina não deve ser usada em crianças com idade inferior a sete anos ou em grávidas após o sexto
mês de gestação.
4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
O tratamento é feito com:
- doxiciclina ou minociclina (100 mg, VO, 12/12 horas, por 45 dias) associada com rifampicina (600 – 900
mg/dia, VO, uma vez ao dia por 45 dias).
As alternativas disponíveis são:
- doxiciclina ou minociclina (100 mg, VO, 12/12 horas por 45 dias) associada com estreptomicina (1 g por
dia, IM, por 3 semanas) ou gentamicina (5 mg/kg/dia, IM ou EV, divididas em porções iguais, de 8/8 horas);
ou
- sulfametoxazol (800)/trimetoprim (160), 12/12 horas, VO, por seis semanas, associada com gentamicina
(5mg/kg/dia, IM ou EV, divididas em porções iguais, de 8/8 horas).
As recidivas devem ser tratadas com o mesmo esquema antibiótico. As recidivas, em geral, não se devem
à resistência aos antibióticos, mas a seqüestro dos agentes por algum órgão que impede a efetiva ação da droga.
A doxiciclina não deve ser usada em crianças com idade inferior a sete anos ou em grávidas após o sexto
mês de gestação.
BRUCELOSE - Quadro clínico e diagnóstico
BRUCELOSE - Quadro clínico e diagnóstico
3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
A brucelose-doença pode se manifestar por quadros agudos, subagudos ou crônicos, com síndrome febril,
que nos casos de longa evolução pode tomar a característica ondulante, com mal-estar, fadiga fácil, artralgia, mialgia,
dor lombar e nas panturrilhas, cefaléia, desatenção e depressão. Pode ser observada linfadenomegalia pouco expressiva
e raramente hepatoesplenomegalia. Nas formas agudas, a duração da doença é de até dois meses, nos subagudos
encontra-se entre dois meses e um ano, e nos crônicos ultrapassa esse limite. Muitos pacientes podem apresentar
alterações limitadas a um órgão e sistema como ossos e articulações (sacroileíte, osteomielite, abscessos paravertebrais),
fígado e vesícula biliar (hepatite, colecistite), tubo digestivo (ileíte aguda, colite), aparelhos urinário (pielonefrite,
glomerulonefrite difusa, abscesso renal) e respiratório (pneumonite, pleurite, lesões pulmonares solitárias), coração e
vasos da base (endocardite, pericardite), sistema nervoso (astenia, depresssão, meningite, encefalite, radiculoneurite,
mielite, neuropatia periférica, aneurisma micótico cerebral), pele e tecidos moles (erupções, úlceras, vasculites).
O diagnóstico laboratorial é realizado por intermédio de:
- isolamento da Brucella em cultura de sangue, medula óssea, outras secreções ou de fragmento de
tecido;
- teste de aglutinação em tubos com títulos maiores ou iguais a 1/160 ou aumento de 4 vezes dos títulos
da soroaglutinação em exames seriados, 2 a 3 semanas de intervalo entre eles (de 7 a 10 dias após a
infecção, pode ser detectada IgM específica para a Brucella).
O diagnóstico diferencial deve ser feito com as doenças que se comportam como febre de origem indeterminada
(tuberculose, linfoma, abscessos, toxoplasmose, mononucleose infecciosa, artrite reumatóide, entre outras), com a endocardite
bacteriana e a febre tifóide.
3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
A brucelose-doença pode se manifestar por quadros agudos, subagudos ou crônicos, com síndrome febril,
que nos casos de longa evolução pode tomar a característica ondulante, com mal-estar, fadiga fácil, artralgia, mialgia,
dor lombar e nas panturrilhas, cefaléia, desatenção e depressão. Pode ser observada linfadenomegalia pouco expressiva
e raramente hepatoesplenomegalia. Nas formas agudas, a duração da doença é de até dois meses, nos subagudos
encontra-se entre dois meses e um ano, e nos crônicos ultrapassa esse limite. Muitos pacientes podem apresentar
alterações limitadas a um órgão e sistema como ossos e articulações (sacroileíte, osteomielite, abscessos paravertebrais),
fígado e vesícula biliar (hepatite, colecistite), tubo digestivo (ileíte aguda, colite), aparelhos urinário (pielonefrite,
glomerulonefrite difusa, abscesso renal) e respiratório (pneumonite, pleurite, lesões pulmonares solitárias), coração e
vasos da base (endocardite, pericardite), sistema nervoso (astenia, depresssão, meningite, encefalite, radiculoneurite,
mielite, neuropatia periférica, aneurisma micótico cerebral), pele e tecidos moles (erupções, úlceras, vasculites).
O diagnóstico laboratorial é realizado por intermédio de:
- isolamento da Brucella em cultura de sangue, medula óssea, outras secreções ou de fragmento de
tecido;
- teste de aglutinação em tubos com títulos maiores ou iguais a 1/160 ou aumento de 4 vezes dos títulos
da soroaglutinação em exames seriados, 2 a 3 semanas de intervalo entre eles (de 7 a 10 dias após a
infecção, pode ser detectada IgM específica para a Brucella).
O diagnóstico diferencial deve ser feito com as doenças que se comportam como febre de origem indeterminada
(tuberculose, linfoma, abscessos, toxoplasmose, mononucleose infecciosa, artrite reumatóide, entre outras), com a endocardite
bacteriana e a febre tifóide.
BRUCELOSE - Epidemiologia fatores de risco
BRUCELOSE - Epidemiologia fatores de risco
2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
A doença ocorre pela exposição ocupacional a Brucella melitensis, B. abortus, B. suis, B. canis em
abatedouros, frigoríficos, manipulação de carne ou de produtos derivados, ordenha e fabricação de laticínios e atividades
assemelhadas.
Por sua raridade e pela especificidade que apresenta em determinados tipos de atividades laborais, a
brucelose pode ser considerada como doença profissional, ou doença relacionada ao trabalho, do Grupo I da Classificação
de Schilling.
2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
A doença ocorre pela exposição ocupacional a Brucella melitensis, B. abortus, B. suis, B. canis em
abatedouros, frigoríficos, manipulação de carne ou de produtos derivados, ordenha e fabricação de laticínios e atividades
assemelhadas.
Por sua raridade e pela especificidade que apresenta em determinados tipos de atividades laborais, a
brucelose pode ser considerada como doença profissional, ou doença relacionada ao trabalho, do Grupo I da Classificação
de Schilling.
Thursday, June 26, 2014
BRUCELOSE - Definição da doença
BRUCELOSE - Definição da doença
6.3.3 BRUCELOSE CID-10 A23.-
1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
É, primariamente, uma zoonose de animais domésticos e selvagens. É provocada pelas bactérias Brucella
melitensis, B. abortus, B. suis e B. canis. O homem contrai a doença pelo contato com animais doentes, sua carcaça,
sangue, urina, secreções vaginais, fetos abortados, placenta ou pela ingestão de leite ou derivados lácteos provenientes
de animais infectados. Também pode ocorrer contaminação por meio de acidente em laboratório. A transmissão de
pessoa a pessoa tem sido suspeitada em algumas situações especiais, mas parece ser extremamente rara. O período
de incubação é muito variável, podendo ser de 5 a 60 dias, até meses. Geralmente, o início dos sintomas ocorre de
duas a três semanas após a exposição ao agente.
6.3.3 BRUCELOSE CID-10 A23.-
1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
É, primariamente, uma zoonose de animais domésticos e selvagens. É provocada pelas bactérias Brucella
melitensis, B. abortus, B. suis e B. canis. O homem contrai a doença pelo contato com animais doentes, sua carcaça,
sangue, urina, secreções vaginais, fetos abortados, placenta ou pela ingestão de leite ou derivados lácteos provenientes
de animais infectados. Também pode ocorrer contaminação por meio de acidente em laboratório. A transmissão de
pessoa a pessoa tem sido suspeitada em algumas situações especiais, mas parece ser extremamente rara. O período
de incubação é muito variável, podendo ser de 5 a 60 dias, até meses. Geralmente, o início dos sintomas ocorre de
duas a três semanas após a exposição ao agente.
Carbúnculo Antraz - Prevenção
Carbúnculo Antraz - Prevenção
5 PREVENÇÃO
A vigilância dos casos de carbúnculo (antraz) relacionado ao trabalho deve seguir os procedimentos indicados
na introdução deste capítulo. A conscientização dos trabalhadores quanto aos riscos decorrentes do manuseio de
materiais potencialmente contaminados e aos procedimentos de prevenção a serem adotados são essenciais.
Recomenda-se:
- limpeza regular e efetiva de equipamentos e áreas de trabalho e facilidades para higiene pessoal dos
trabalhadores;
- descontaminação de materiais crus potencialmente contaminados e desinfecção de produtos animais
com hipoclorito ou formaldeído;
- vacinação dos trabalhadores de indústrias com alto risco de contaminação pelo antraz;
- comunicação às autoridades de saúde de todos os casos confirmados de antraz e vigilância dos expostos
ao B. anthracis por 7 dias, período máximo de incubação do antraz;
- uso de quimioprofilaxia após exposição a aerossóis de B. anthracis, utilizando o mesmo esquema de
tratamento para os casos de inalação;
- indicação de profilaxia antibacteriana após ingestão de alimentos contaminados ou injeção de bacilos
virulentos através da pele, com penicilina intramuscular, como recomendado para as lesões cutâneas
extensas, e vigilância durante 10 dias;
- utilização dos EPI adequados.
O antraz da agricultura deve ser controlado por meio da vacinação dos animais, em áreas endêmicas e
manipulação adequada de suas carcaças. Alimentos e fertilizantes contaminados não devem ser utilizados. O diagnóstico
deve ser realizado em todos os animais suspeitos de terem falecido em decorrência de antraz. Animais contaminados
e mortos devem ser destruídos rapidamente, preferencialmente por incineração. Recomenda-se a verificação da
adequação e adoção, pelo empregador, das medidas de controle dos fatores de riscos ocupacionais e vigilância da
saúde identificados no PPRA (NR 9) e no PCMSO (NR 7), além de outros regulamentos – sanitários e ambientais –
existentes nos estados e municípios.
Suspeita ou confirmada a relação da doença com o trabalho, deve-se:
- informar ao trabalhador;
- examinar os expostos, visando a identificar outros casos;
- notificar o caso aos sistemas de informação do SUS, à DRT/MTE e ao sindicato da categoria;
- providenciar a emissão da CAT, caso o trabalhador seja segurado pelo SAT da Previdência Social,
conforme descrito no capítulo 5;
- orientar o empregador para que adote os recursos técnicos e gerenciais adequados para eliminação ou
controle dos fatores de risco.
5 PREVENÇÃO
A vigilância dos casos de carbúnculo (antraz) relacionado ao trabalho deve seguir os procedimentos indicados
na introdução deste capítulo. A conscientização dos trabalhadores quanto aos riscos decorrentes do manuseio de
materiais potencialmente contaminados e aos procedimentos de prevenção a serem adotados são essenciais.
Recomenda-se:
- limpeza regular e efetiva de equipamentos e áreas de trabalho e facilidades para higiene pessoal dos
trabalhadores;
- descontaminação de materiais crus potencialmente contaminados e desinfecção de produtos animais
com hipoclorito ou formaldeído;
- vacinação dos trabalhadores de indústrias com alto risco de contaminação pelo antraz;
- comunicação às autoridades de saúde de todos os casos confirmados de antraz e vigilância dos expostos
ao B. anthracis por 7 dias, período máximo de incubação do antraz;
- uso de quimioprofilaxia após exposição a aerossóis de B. anthracis, utilizando o mesmo esquema de
tratamento para os casos de inalação;
- indicação de profilaxia antibacteriana após ingestão de alimentos contaminados ou injeção de bacilos
virulentos através da pele, com penicilina intramuscular, como recomendado para as lesões cutâneas
extensas, e vigilância durante 10 dias;
- utilização dos EPI adequados.
O antraz da agricultura deve ser controlado por meio da vacinação dos animais, em áreas endêmicas e
manipulação adequada de suas carcaças. Alimentos e fertilizantes contaminados não devem ser utilizados. O diagnóstico
deve ser realizado em todos os animais suspeitos de terem falecido em decorrência de antraz. Animais contaminados
e mortos devem ser destruídos rapidamente, preferencialmente por incineração. Recomenda-se a verificação da
adequação e adoção, pelo empregador, das medidas de controle dos fatores de riscos ocupacionais e vigilância da
saúde identificados no PPRA (NR 9) e no PCMSO (NR 7), além de outros regulamentos – sanitários e ambientais –
existentes nos estados e municípios.
Suspeita ou confirmada a relação da doença com o trabalho, deve-se:
- informar ao trabalhador;
- examinar os expostos, visando a identificar outros casos;
- notificar o caso aos sistemas de informação do SUS, à DRT/MTE e ao sindicato da categoria;
- providenciar a emissão da CAT, caso o trabalhador seja segurado pelo SAT da Previdência Social,
conforme descrito no capítulo 5;
- orientar o empregador para que adote os recursos técnicos e gerenciais adequados para eliminação ou
controle dos fatores de risco.
Wednesday, June 25, 2014
Carbúnculo Antraz - Tratamento e outras condutas
Carbúnculo Antraz - Tratamento e outras condutas
4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
Nas formas cutâneas, a droga de escolha é a penicilina.
Nas formas leves, utilizar a penicilina V (250 mg, VO, 6/6 horas, por 7 dias).
Nas formas extensas, administrar penicilina G-procaína (300.000 a 600.000 unidades, IM,
12/12 horas, por 7 dias).
Outras drogas disponíveis para uso são a tetraciclina e eritromicina. A excisão das lesões
cutâneas não está indicada.
As formas pulmonares, gastrintestinais e meningeanas devem ser tratadas, com base em
extrapolação de experimentos em animais, com penicilina G cristalina (4 milhões de unidades, IV, a cada 4-6 horas, por
7 a 10 dias).
O tratamento de apoio deve ser realizado de acordo com a necessidade, como, por exemplo, infusão de
volume, drogas vasopressoras, oxigenoterapia, etc.). O edema cervical pode requerer a realização de traqueostomia.
Os pacientes hospitalizados devem permanecer em isolamento restrito.
4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
Nas formas cutâneas, a droga de escolha é a penicilina.
Nas formas leves, utilizar a penicilina V (250 mg, VO, 6/6 horas, por 7 dias).
Nas formas extensas, administrar penicilina G-procaína (300.000 a 600.000 unidades, IM,
12/12 horas, por 7 dias).
Outras drogas disponíveis para uso são a tetraciclina e eritromicina. A excisão das lesões
cutâneas não está indicada.
As formas pulmonares, gastrintestinais e meningeanas devem ser tratadas, com base em
extrapolação de experimentos em animais, com penicilina G cristalina (4 milhões de unidades, IV, a cada 4-6 horas, por
7 a 10 dias).
O tratamento de apoio deve ser realizado de acordo com a necessidade, como, por exemplo, infusão de
volume, drogas vasopressoras, oxigenoterapia, etc.). O edema cervical pode requerer a realização de traqueostomia.
Os pacientes hospitalizados devem permanecer em isolamento restrito.
Carbúnculo Antraz - Quadro clínico e diagnóstico
Carbúnculo Antraz - Quadro clínico e diagnóstico
3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
No homem, a porta de entrada mais freqüente é a cutânea, em 90% dos casos, com formação de pústula
necrótica escura que pode evoluir para a cura ou para uma septicemia, através da via linfática, levando à morte. A
forma respiratória, ou doença dos cortadores de lã, associa-se à aspiração de material contaminado pelo B. anthracis,
desencadeando uma pneumonia extensa que evolui para septicemia e morte.
Inicia-se com mal estar, astenia, mialgia,
temperatura corporal moderadamente elevada, tosse não-produtiva e, raramente, sensação de opressão precordial. A
contaminação por ingestão provoca a forma gastrintestinal, que se manifesta por náuseas, vômitos, anorexia e febre
seguidos de dor abdominal, hematêmese e, algumas vezes, disenteria. Pode progredir para toxemia, choque e morte.
A ingestão de alimentos contaminados tem sido associada, também, com o antraz orofaríngeo e faríngeo.
A meningite pelo antraz pode complicar os quadros cutâneos, pulmonares ou gastrintestinais, embora isto ocorra em
menos de 5% dos pacientes.
O início da sintomatologia meningeana coincide com a ocorrência da lesão primária ou
logo após.
A sintomatologia principal é caracterizada por meningite hemorrágica, com a morte advindo de um a seis
dias após o início. Têm sido também relatadas a encefalomielite e a hemorragia cortical.
A forma meningoencefálica, muito rara, também tem evolução para o óbito.
O diagnóstico pode ser confirmado pela bacterioscopia positiva para B. anthracis nos líquidos da pústula,
pleural ou líquor.
O diagnóstico sorológico é dado pela realização de exames com técnica ELISA (ensaio imunoenzimático)
e western blot.
3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
No homem, a porta de entrada mais freqüente é a cutânea, em 90% dos casos, com formação de pústula
necrótica escura que pode evoluir para a cura ou para uma septicemia, através da via linfática, levando à morte. A
forma respiratória, ou doença dos cortadores de lã, associa-se à aspiração de material contaminado pelo B. anthracis,
desencadeando uma pneumonia extensa que evolui para septicemia e morte.
Inicia-se com mal estar, astenia, mialgia,
temperatura corporal moderadamente elevada, tosse não-produtiva e, raramente, sensação de opressão precordial. A
contaminação por ingestão provoca a forma gastrintestinal, que se manifesta por náuseas, vômitos, anorexia e febre
seguidos de dor abdominal, hematêmese e, algumas vezes, disenteria. Pode progredir para toxemia, choque e morte.
A ingestão de alimentos contaminados tem sido associada, também, com o antraz orofaríngeo e faríngeo.
A meningite pelo antraz pode complicar os quadros cutâneos, pulmonares ou gastrintestinais, embora isto ocorra em
menos de 5% dos pacientes.
O início da sintomatologia meningeana coincide com a ocorrência da lesão primária ou
logo após.
A sintomatologia principal é caracterizada por meningite hemorrágica, com a morte advindo de um a seis
dias após o início. Têm sido também relatadas a encefalomielite e a hemorragia cortical.
A forma meningoencefálica, muito rara, também tem evolução para o óbito.
O diagnóstico pode ser confirmado pela bacterioscopia positiva para B. anthracis nos líquidos da pústula,
pleural ou líquor.
O diagnóstico sorológico é dado pela realização de exames com técnica ELISA (ensaio imunoenzimático)
e western blot.
Carbúnculo Antraz - Epidemiologia Fatores de risco
Carbúnculo Antraz - Epidemiologia Fatores de risco
2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
A doença tem distribuição mundial e ocorre em casos isolados no decorrer do ano, ocasionalmente na
forma de epidemias. Decorre da exposição humana ao bacilo, em atividades industriais, artesanais, na agricultura ou
em laboratórios, estando, portanto, associada ao trabalho, como, por exemplo, pelo contato direto das pessoas com
pêlos de carneiro, lã, couro, pele e ossos, em especial de animais originários da África e Ásia. Nas atividades agrícolas,
ocorre no contato do homem com gato, porco, cavalo doente ou com partes, derivados e produtos de animais
contaminados.
Os principais grupos de risco são os tratadores de animais, pecuaristas, trabalhadores em matadouros,
curtumes, moagem de ossos, tosa de ovinos, manipuladores de lã crua, veterinários e seus auxiliares. Por sua raridade
e quase especificidade em determinados trabalhadores, pode ser considerada doença profissional ou doença relacionada
ao trabalho, do Grupo I da Classificação de Schilling.
2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
A doença tem distribuição mundial e ocorre em casos isolados no decorrer do ano, ocasionalmente na
forma de epidemias. Decorre da exposição humana ao bacilo, em atividades industriais, artesanais, na agricultura ou
em laboratórios, estando, portanto, associada ao trabalho, como, por exemplo, pelo contato direto das pessoas com
pêlos de carneiro, lã, couro, pele e ossos, em especial de animais originários da África e Ásia. Nas atividades agrícolas,
ocorre no contato do homem com gato, porco, cavalo doente ou com partes, derivados e produtos de animais
contaminados.
Os principais grupos de risco são os tratadores de animais, pecuaristas, trabalhadores em matadouros,
curtumes, moagem de ossos, tosa de ovinos, manipuladores de lã crua, veterinários e seus auxiliares. Por sua raridade
e quase especificidade em determinados trabalhadores, pode ser considerada doença profissional ou doença relacionada
ao trabalho, do Grupo I da Classificação de Schilling.
Tuesday, June 24, 2014
Carbúnculo Antraz - DEFINIÇÃO DA DOENÇA
Carbúnculo Antraz - DEFINIÇÃO DA DOENÇA
6.3.2 CARBÚNCULO (Antraz) CID-10 A22.-
1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
Zoonose causada pelo Bacillus anthracis, microrganismo gram-positivo, manifestando-se, no ser humano,
em três formas clínicas: cutânea, pulmonar e gastrintestinal. A meningite e a septicemia podem ser complicações de
todas essas formas.
6.3.2 CARBÚNCULO (Antraz) CID-10 A22.-
1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
Zoonose causada pelo Bacillus anthracis, microrganismo gram-positivo, manifestando-se, no ser humano,
em três formas clínicas: cutânea, pulmonar e gastrintestinal. A meningite e a septicemia podem ser complicações de
todas essas formas.
Tuberculose - Áreas rurais, deve ser feito controle sanitário dos rebanhos
Tuberculose - Áreas rurais, deve ser feito controle sanitário dos rebanhos
Em áreas rurais, deve ser feito controle sanitário dos rebanhos com vacinação dos animais e,
se necessário, eliminação do gado contaminado e tuberculino-positivo, além da fiscalização
sanitária de produtos derivados, especialmente
do leite, garantindo sua pasteurização adequada.
Suspeita ou confirmada a relação da doença com o trabalho, deve-se:
- informar ao trabalhador;
- examinar os expostos, visando a identificar outros casos;
- notificar o caso ao SUS, à DRT/MTE e ao sindicato da categoria;
- providenciar a emissão da CAT, caso o trabalhador seja segurado pelo SAT da Previdência Social,
conforme descrito no capítulo 5;
- orientar o empregador para que adote os recursos técnicos e gerenciais adequados para eliminação ou
controle dos fatores de risco.
Em áreas rurais, deve ser feito controle sanitário dos rebanhos com vacinação dos animais e,
se necessário, eliminação do gado contaminado e tuberculino-positivo, além da fiscalização
sanitária de produtos derivados, especialmente
do leite, garantindo sua pasteurização adequada.
Suspeita ou confirmada a relação da doença com o trabalho, deve-se:
- informar ao trabalhador;
- examinar os expostos, visando a identificar outros casos;
- notificar o caso ao SUS, à DRT/MTE e ao sindicato da categoria;
- providenciar a emissão da CAT, caso o trabalhador seja segurado pelo SAT da Previdência Social,
conforme descrito no capítulo 5;
- orientar o empregador para que adote os recursos técnicos e gerenciais adequados para eliminação ou
controle dos fatores de risco.
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