Lista de doenças do sistema circulatório relacionadas ao trabalho
14.3 LISTA DE DOENÇAS DO SISTEMA CIRCULATÓRIO RELACIONADAS AO TRABALHO, DE ACORDO COM A
PORTARIA/MS N.º 1.339/1999
- Hipertensão arterial (I10.-) e doença renal hipertensiva ou nefrosclerose (I12)
- Angina pectoris (I20.-)
- Infarto agudo do miocárdio (I21)
- Cor pulmonale SOE ou doença cardiopulmonar crônica (I27.9)
- Placas epicárdicas ou pericárdicas (I34.8)
- Parada cardíaca (I46)
- Arritmias cardíacas (I49.-)
- Aterosclerose (I70.-) e doença aterosclerótica do coração (I25.1)
- Síndrome de Raynaud (I73.0)
- Acrocianose e acroparestesia (I73.8)
Friday, July 31, 2015
Thursday, July 30, 2015
Instrumentos legais para promoção e proteção da saúde do trabalhador
Instrumentos legais para promoção e proteção da saúde do trabalhador
Dentre os instrumentos legais norteadores da promoção e proteção da saúde do trabalhador estão as NR
da Portaria/MTb n.º 3.214/1978:
- NR 4, que estabelece a constituição e o funcionamento dos SESMT;
- NR 7, que disciplina a realização do PCMSO;
- NR 9, que orienta a realização do PPRA;
- NR 15 e seus Anexos, que definem as atividades, as operações insalubres e os LT para as exposições;
- NR 17 (ergonomia), que estabelece parâmetros para a adaptação das condições de trabalho às
características psicofisiológicas dos trabalhadores (ver também o capítulo 4).
Para a avaliação médica da disfunção, deficiência e incapacidade para o trabalho provocadas pelas doenças
cardiovasculares, podem ser utilizados os critérios estabelecidos pela AMA, em seus Guides to the Evaluation of
Permanent Impairment (4.ª edição, 1995), que consideram as limitações que os sintomas impõem aos pacientes:
CLASSE 1:
sem limitação da atividade física. As atividades usuais não produzem fadiga, dispnéia ou dor anginosa;
CLASSE 2:
ligeira diminuição da atividade física. A atividade física habitual produz sintomas;
CLASSE 3:
grande limitação da atividade. O paciente está bem, em repouso, porém a atividade física, menor que a
habitual, produz sintomas;
CLASSE 4:
incapacidade para desenvolver qualquer atividade física sem desconforto. Os sintomas podem estar presentes
também em repouso.
Embora existam critérios específicos para avaliação e estagiamento da disfunção ou deficiência produzida
por algumas doenças cardiovasculares, como valvulopatias congênitas, doença coronariana, doenças do pericárdio,
miocardiopatias, entre outras, a classificação genérica da AMA é suficiente para uma primeira abordagem da questão,
podendo ser aperfeiçoada pela contribuição do especialista em cardiologia e em outras áreas conexas.
Considerando a possibilidade da morte precoce, o sofrimento, as limitações impostas aos pacientes e o
custo social representado pelas aposentadorias precoces e as despesas com cuidados especializados de saúde,
alguns envolvendo procedimentos caros e de alta complexidade, destaca-se a importância das ações de promoção e
prevenção de tais doenças.
Dentre os instrumentos legais norteadores da promoção e proteção da saúde do trabalhador estão as NR
da Portaria/MTb n.º 3.214/1978:
- NR 4, que estabelece a constituição e o funcionamento dos SESMT;
- NR 7, que disciplina a realização do PCMSO;
- NR 9, que orienta a realização do PPRA;
- NR 15 e seus Anexos, que definem as atividades, as operações insalubres e os LT para as exposições;
- NR 17 (ergonomia), que estabelece parâmetros para a adaptação das condições de trabalho às
características psicofisiológicas dos trabalhadores (ver também o capítulo 4).
Para a avaliação médica da disfunção, deficiência e incapacidade para o trabalho provocadas pelas doenças
cardiovasculares, podem ser utilizados os critérios estabelecidos pela AMA, em seus Guides to the Evaluation of
Permanent Impairment (4.ª edição, 1995), que consideram as limitações que os sintomas impõem aos pacientes:
CLASSE 1:
sem limitação da atividade física. As atividades usuais não produzem fadiga, dispnéia ou dor anginosa;
CLASSE 2:
ligeira diminuição da atividade física. A atividade física habitual produz sintomas;
CLASSE 3:
grande limitação da atividade. O paciente está bem, em repouso, porém a atividade física, menor que a
habitual, produz sintomas;
CLASSE 4:
incapacidade para desenvolver qualquer atividade física sem desconforto. Os sintomas podem estar presentes
também em repouso.
Embora existam critérios específicos para avaliação e estagiamento da disfunção ou deficiência produzida
por algumas doenças cardiovasculares, como valvulopatias congênitas, doença coronariana, doenças do pericárdio,
miocardiopatias, entre outras, a classificação genérica da AMA é suficiente para uma primeira abordagem da questão,
podendo ser aperfeiçoada pela contribuição do especialista em cardiologia e em outras áreas conexas.
Considerando a possibilidade da morte precoce, o sofrimento, as limitações impostas aos pacientes e o
custo social representado pelas aposentadorias precoces e as despesas com cuidados especializados de saúde,
alguns envolvendo procedimentos caros e de alta complexidade, destaca-se a importância das ações de promoção e
prevenção de tais doenças.
Wednesday, July 29, 2015
A prevenção das doenças do sistema circulatório
A prevenção das doenças do sistema circulatório
A prevenção das doenças do sistema circulatório relacionadas ao trabalho está baseada nos procedimentos
de vigilância em saúde do trabalhador, vigilância epidemiológica dos agravos à saúde e vigilância dos ambientes e
condições de trabalho. Utiliza conhecimentos médico-clínicos, de antropologia, epidemiologia, higiene ocupacional,
toxicologia, ergonomia, psicologia, entre outras disciplinas, valoriza a percepção dos trabalhadores sobre seu trabalho
e a saúde e considera as normas técnicas e regulamentos vigentes. Esses procedimentos podem ser resumidos em:
- reconhecimento prévio das atividades e locais de trabalho onde existam substâncias químicas, agentes
físicos e/ou biológicos, formas de organização e relações de trabalho potencialmente causadores de
doença;
- identificação dos agravos ou danos potenciais e reais para a saúde, decorrentes da exposição aos
fatores de risco;
- identificação e proposição de medidas que devem ser adotadas para eliminação ou controle da exposição
aos fatores de risco e para promoção e proteção da saúde dos trabalhadores;
- educação e informação aos trabalhadores.
A partir da confirmação do diagnóstico da doença e de sua relação com o trabalho, seguindo os procedimentos
descritos no capítulo 2, os serviços de saúde responsáveis pela atenção aos trabalhadores devem implementar as
seguintes ações:
- avaliação da necessidade de afastamento (temporário ou permanente) do trabalhador da exposição,
do setor de trabalho ou do trabalho como um todo;
- se o trabalhador é segurado pelo SAT da Previdência Social, solicitar a emissão da CAT à empresa,
preencher o LEM da CAT e encaminhar ao INSS. Em caso de recusa de emissão da CAT pela empresa,
o médico assistente (ou serviço médico) deve fazê-lo;
- acompanhamento e registro da evolução do caso, particularmente se há agravamento da situação
clínica com o retorno ao trabalho;
- notificação do agravo ao sistema de informação de morbidade do SUS, à DRT/MTE e ao sindicato da
categoria;
- ações de vigilância epidemiológica visando à identificação de outros casos, por meio da busca ativa na
mesma empresa ou ambiente de trabalho ou em outras empresas do mesmo ramo de atividade na
área geográfica;
- inspeção na empresa ou ambiente de trabalho de origem do paciente ou em empresas do mesmo ramo
de atividade na área geográfica, procurando identificar os fatores de risco para a saúde e as medidas
de proteção coletiva e equipamentos de proteção individual utilizados. Se necessário, complementar a
identificação do agente (químico, físico ou biológico) e das condições de trabalho determinantes do
agravo e de outros fatores de risco que podem estar contribuindo para a ocorrência;
- recomendação ao empregador quanto às medidas de proteção e controle a serem adotadas, informando-
as aos trabalhadores.
As medidas de promoção, proteção da saúde e prevenção das doenças do sistema circulatório relacionadas
ao trabalho estão baseadas, além da mudança para um estilo de vida mais saudável, em:
- adoção de práticas de uso seguro de substâncias químicas e de outros agentes agressores presentes
no ambiente de trabalho;
- controle dos fatores relacionados à organização e gestão do trabalho geradores de estresse e de
sobrecarga psicofisiológica.
O controle da exposição a substâncias químicas e a outros fatores de risco físico e mecânico deve ser feito
a partir de medidas de engenharia e higiene industrial, que incluem:
- substituição do agente, substância ou tecnologia de trabalho por outros mais seguros, menos tóxicos
ou lesivos;
- isolamento do agente físico ou substância química, por meio de enclausuramento do processo,
suprimindo ou reduzindo a exposição no tempo ou no espaço;
- adoção de medidas de higiene ocupacional, como implantação e manutenção de sistemas de ventilação
local exaustora adequados e eficientes, capelas de exaustão, controle de vazamentos e incidentes
mediante manutenção preventiva e corretiva de máquinas e equipamentos;
- monitoramento ambiental sistemático;
- adoção de sistemas operacionais e de trabalho seguros, como, por exemplo, classificação e rotulagem
das substâncias químicas, segundo propriedades toxicológicas e toxicidade, e sistemas de transporte
adequados;
- diminuição do tempo de exposição e do número de trabalhadores expostos;
- facilidades para a higiene pessoal (instalações sanitárias adequadas, banheiros, chuveiros, pias com
água limpa, corrente e em abundância; vestuário adequado e limpo diariamente);
- informação e comunicação dos riscos aos trabalhadores;
- utilização de equipamentos de proteção individual, especialmente óculos e máscaras adequadas a
cada tipo de exposição, de modo complementar às medidas de proteção coletiva.
As intervenções sobre a organização do trabalho são mais eficazes, porém mais complexas, pois geralmente
entram em conflito com as exigências da produção. Os profissionais de saúde e os responsáveis pelo gerenciamento
de recursos humanos nas empresas têm sido desafiados a reduzir o estresse, por meio de mudanças na forma de
organização e gestão do trabalho. Com tal sentido, propõe-se:
- propiciar maior autonomia aos trabalhadores sobre as formas de trabalhar;
- diminuir as pressões de ritmo e exigências de produtividade sobre os trabalhadores, com introdução de
pausas em ambientes adequados;
- estabelecer o rodízio e enriquecimento das tarefas nos trabalhos monótonos, isolados e repetitivos;
- reduzir e/ou adequar os esquemas de trabalho e turno;
- aumentar a participação dos trabalhadores nos processos de decisão e gestão;
- melhorar as relações interpessoais de trabalho, substituindo a competição pela cooperação.
Também são importantes os procedimentos visando à identificação precoce dos problemas ou danos à saúde decorrentes
da exposição aos fatores de risco e o desenvolvimento de ações de promoção da saúde para a formação de hábitos de
vida mais saudáveis. Na atualidade, particularmente no âmbito das grandes corporações,
têm sido implementados programas denominados de
Promoção da Saúde e Qualidade de Vida, que buscam atuar sobre os fatores de
estresse relacionado ao trabalho.
A vigilância ou o controle médico, desenvolvidos por meio dos exames pré-admissionais, periódicos e
demissionais que integram o PCMSO, visam ao diagnóstico precoce da doença e constituem um momento privilegiado
para orientação e troca de informações e conhecimento com os trabalhadores. Além do exame médico-clínico, podem
ser necessários exames complementares definidos a partir dos fatores de risco aos quais o trabalhador está exposto e
da monitorização biológica das exposições.
A prevenção das doenças do sistema circulatório relacionadas ao trabalho está baseada nos procedimentos
de vigilância em saúde do trabalhador, vigilância epidemiológica dos agravos à saúde e vigilância dos ambientes e
condições de trabalho. Utiliza conhecimentos médico-clínicos, de antropologia, epidemiologia, higiene ocupacional,
toxicologia, ergonomia, psicologia, entre outras disciplinas, valoriza a percepção dos trabalhadores sobre seu trabalho
e a saúde e considera as normas técnicas e regulamentos vigentes. Esses procedimentos podem ser resumidos em:
- reconhecimento prévio das atividades e locais de trabalho onde existam substâncias químicas, agentes
físicos e/ou biológicos, formas de organização e relações de trabalho potencialmente causadores de
doença;
- identificação dos agravos ou danos potenciais e reais para a saúde, decorrentes da exposição aos
fatores de risco;
- identificação e proposição de medidas que devem ser adotadas para eliminação ou controle da exposição
aos fatores de risco e para promoção e proteção da saúde dos trabalhadores;
- educação e informação aos trabalhadores.
A partir da confirmação do diagnóstico da doença e de sua relação com o trabalho, seguindo os procedimentos
descritos no capítulo 2, os serviços de saúde responsáveis pela atenção aos trabalhadores devem implementar as
seguintes ações:
- avaliação da necessidade de afastamento (temporário ou permanente) do trabalhador da exposição,
do setor de trabalho ou do trabalho como um todo;
- se o trabalhador é segurado pelo SAT da Previdência Social, solicitar a emissão da CAT à empresa,
preencher o LEM da CAT e encaminhar ao INSS. Em caso de recusa de emissão da CAT pela empresa,
o médico assistente (ou serviço médico) deve fazê-lo;
- acompanhamento e registro da evolução do caso, particularmente se há agravamento da situação
clínica com o retorno ao trabalho;
- notificação do agravo ao sistema de informação de morbidade do SUS, à DRT/MTE e ao sindicato da
categoria;
- ações de vigilância epidemiológica visando à identificação de outros casos, por meio da busca ativa na
mesma empresa ou ambiente de trabalho ou em outras empresas do mesmo ramo de atividade na
área geográfica;
- inspeção na empresa ou ambiente de trabalho de origem do paciente ou em empresas do mesmo ramo
de atividade na área geográfica, procurando identificar os fatores de risco para a saúde e as medidas
de proteção coletiva e equipamentos de proteção individual utilizados. Se necessário, complementar a
identificação do agente (químico, físico ou biológico) e das condições de trabalho determinantes do
agravo e de outros fatores de risco que podem estar contribuindo para a ocorrência;
- recomendação ao empregador quanto às medidas de proteção e controle a serem adotadas, informando-
as aos trabalhadores.
As medidas de promoção, proteção da saúde e prevenção das doenças do sistema circulatório relacionadas
ao trabalho estão baseadas, além da mudança para um estilo de vida mais saudável, em:
- adoção de práticas de uso seguro de substâncias químicas e de outros agentes agressores presentes
no ambiente de trabalho;
- controle dos fatores relacionados à organização e gestão do trabalho geradores de estresse e de
sobrecarga psicofisiológica.
O controle da exposição a substâncias químicas e a outros fatores de risco físico e mecânico deve ser feito
a partir de medidas de engenharia e higiene industrial, que incluem:
- substituição do agente, substância ou tecnologia de trabalho por outros mais seguros, menos tóxicos
ou lesivos;
- isolamento do agente físico ou substância química, por meio de enclausuramento do processo,
suprimindo ou reduzindo a exposição no tempo ou no espaço;
- adoção de medidas de higiene ocupacional, como implantação e manutenção de sistemas de ventilação
local exaustora adequados e eficientes, capelas de exaustão, controle de vazamentos e incidentes
mediante manutenção preventiva e corretiva de máquinas e equipamentos;
- monitoramento ambiental sistemático;
- adoção de sistemas operacionais e de trabalho seguros, como, por exemplo, classificação e rotulagem
das substâncias químicas, segundo propriedades toxicológicas e toxicidade, e sistemas de transporte
adequados;
- diminuição do tempo de exposição e do número de trabalhadores expostos;
- facilidades para a higiene pessoal (instalações sanitárias adequadas, banheiros, chuveiros, pias com
água limpa, corrente e em abundância; vestuário adequado e limpo diariamente);
- informação e comunicação dos riscos aos trabalhadores;
- utilização de equipamentos de proteção individual, especialmente óculos e máscaras adequadas a
cada tipo de exposição, de modo complementar às medidas de proteção coletiva.
As intervenções sobre a organização do trabalho são mais eficazes, porém mais complexas, pois geralmente
entram em conflito com as exigências da produção. Os profissionais de saúde e os responsáveis pelo gerenciamento
de recursos humanos nas empresas têm sido desafiados a reduzir o estresse, por meio de mudanças na forma de
organização e gestão do trabalho. Com tal sentido, propõe-se:
- propiciar maior autonomia aos trabalhadores sobre as formas de trabalhar;
- diminuir as pressões de ritmo e exigências de produtividade sobre os trabalhadores, com introdução de
pausas em ambientes adequados;
- estabelecer o rodízio e enriquecimento das tarefas nos trabalhos monótonos, isolados e repetitivos;
- reduzir e/ou adequar os esquemas de trabalho e turno;
- aumentar a participação dos trabalhadores nos processos de decisão e gestão;
- melhorar as relações interpessoais de trabalho, substituindo a competição pela cooperação.
Também são importantes os procedimentos visando à identificação precoce dos problemas ou danos à saúde decorrentes
da exposição aos fatores de risco e o desenvolvimento de ações de promoção da saúde para a formação de hábitos de
vida mais saudáveis. Na atualidade, particularmente no âmbito das grandes corporações,
têm sido implementados programas denominados de
Promoção da Saúde e Qualidade de Vida, que buscam atuar sobre os fatores de
estresse relacionado ao trabalho.
A vigilância ou o controle médico, desenvolvidos por meio dos exames pré-admissionais, periódicos e
demissionais que integram o PCMSO, visam ao diagnóstico precoce da doença e constituem um momento privilegiado
para orientação e troca de informações e conhecimento com os trabalhadores. Além do exame médico-clínico, podem
ser necessários exames complementares definidos a partir dos fatores de risco aos quais o trabalhador está exposto e
da monitorização biológica das exposições.
Tuesday, July 28, 2015
Doenças do sistema circulatório
Doenças do sistema circulatório
Capítulo 14
DOENÇAS DO SISTEMA CIRCULATÓRIO
RELACIONADAS AO TRABALHO
(Grupo IX da CID-10)
14.1 INTRODUÇÃO
Apesar da crescente valorização dos fatores pessoais, como sedentarismo, tabagismo e dieta, na
determinação das doenças cardiovasculares, pouca atenção tem sido dada aos fatores de risco presentes na atividade
ocupacional atual ou anterior dos pacientes. O aumento dramático da ocorrência de transtornos agudos e crônicos do
sistema cardiocirculatório na população faz com que as relações das doenças com o trabalho mereçam maior atenção.
Observa-se, por exemplo, que a literatura médica e a mídia têm dado destaque às relações entre a ocorrência de
infarto agudo do miocárdio, doença coronariana crônica e hipertensão arterial, com situações de estresse e a condição
de desemprego, entre outras.
Nos Estados Unidos, estima-se que de 1 a 3% das mortes por doença cardiovascular estejam relacionadas
ao trabalho. Tem sido registrada a associação entre baixos níveis socioeconômicos e educacionais e o aumento da
incidência de doenças isquêmicas coronarianas atribuídas aos fatores psicossociais de estresse
e aos fatores de risco
pessoal, mas também a uma maior exposição a agentes químicos, como solventes e fumos metálicos.
No Brasil, as doenças cardiovasculares representam a primeira causa de óbito, correspondendo a cerca de
um terço de todas as mortes. A participação das doenças cardiovasculares na mortalidade do país vem crescendo
desde meados do século XX.
Em 1950, apenas 14,2% das mortes ocorridas nas capitais dos estados brasileiros eram
atribuídas a moléstias circulatórias.
Passaram a 21,5% em 1960, 24,8% em 1970 e 30,8% em 1980. Em 1990, as
doenças cardiovasculares contribuíram com cerca de 32% de todos os óbitos nas capitais dos estados brasileiros.
Além de contribuírem de modo destacado para a mortalidade, as moléstias do aparelho circulatório são causas freqüentes
de morbidade, implicando 10,74 milhões de dias de internação pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e representando a
principal causa de gastos em assistência médica, 16,2% do total (Lotufo & Lolio, 1995).
Entre as causas de aposentadoria por invalidez, os estudos disponíveis mostram que a hipertensão arterial
destaca-se em primeiro lugar, com 20,4% das aposentadorias, seguida dos transtornos mentais (15%), das doenças
osteoarticulares (12%) e de outras doenças do aparelho cardiocirculatório, com 10,7%. Assim, as doenças cardiovasculares
ocupam o primeiro e o quarto lugar de todas as causas de aposentadoria por invalidez e, juntas, representam quase um
terço de todas as doenças que provocam incapacidade laborativa total e permanente (Medina, 1986).
Capítulo 14
DOENÇAS DO SISTEMA CIRCULATÓRIO
RELACIONADAS AO TRABALHO
(Grupo IX da CID-10)
14.1 INTRODUÇÃO
Apesar da crescente valorização dos fatores pessoais, como sedentarismo, tabagismo e dieta, na
determinação das doenças cardiovasculares, pouca atenção tem sido dada aos fatores de risco presentes na atividade
ocupacional atual ou anterior dos pacientes. O aumento dramático da ocorrência de transtornos agudos e crônicos do
sistema cardiocirculatório na população faz com que as relações das doenças com o trabalho mereçam maior atenção.
Observa-se, por exemplo, que a literatura médica e a mídia têm dado destaque às relações entre a ocorrência de
infarto agudo do miocárdio, doença coronariana crônica e hipertensão arterial, com situações de estresse e a condição
de desemprego, entre outras.
Nos Estados Unidos, estima-se que de 1 a 3% das mortes por doença cardiovascular estejam relacionadas
ao trabalho. Tem sido registrada a associação entre baixos níveis socioeconômicos e educacionais e o aumento da
incidência de doenças isquêmicas coronarianas atribuídas aos fatores psicossociais de estresse
e aos fatores de risco
pessoal, mas também a uma maior exposição a agentes químicos, como solventes e fumos metálicos.
No Brasil, as doenças cardiovasculares representam a primeira causa de óbito, correspondendo a cerca de
um terço de todas as mortes. A participação das doenças cardiovasculares na mortalidade do país vem crescendo
desde meados do século XX.
Em 1950, apenas 14,2% das mortes ocorridas nas capitais dos estados brasileiros eram
atribuídas a moléstias circulatórias.
Passaram a 21,5% em 1960, 24,8% em 1970 e 30,8% em 1980. Em 1990, as
doenças cardiovasculares contribuíram com cerca de 32% de todos os óbitos nas capitais dos estados brasileiros.
Além de contribuírem de modo destacado para a mortalidade, as moléstias do aparelho circulatório são causas freqüentes
de morbidade, implicando 10,74 milhões de dias de internação pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e representando a
principal causa de gastos em assistência médica, 16,2% do total (Lotufo & Lolio, 1995).
Entre as causas de aposentadoria por invalidez, os estudos disponíveis mostram que a hipertensão arterial
destaca-se em primeiro lugar, com 20,4% das aposentadorias, seguida dos transtornos mentais (15%), das doenças
osteoarticulares (12%) e de outras doenças do aparelho cardiocirculatório, com 10,7%. Assim, as doenças cardiovasculares
ocupam o primeiro e o quarto lugar de todas as causas de aposentadoria por invalidez e, juntas, representam quase um
terço de todas as doenças que provocam incapacidade laborativa total e permanente (Medina, 1986).
Monday, July 27, 2015
Síndrome auditiva da explosão - Tratamento
Síndrome auditiva da explosão - Tratamento
4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
Quando a prevenção falha, é importante prover rápido acesso a tratamento adequado. McCunney (1992) cita
revisão de terapia que indica a inexistência de evidências convincentes em suporte para o uso de vitaminas A, B ou E,
ácido nicotínico, papaverina e outras substâncias. Felizmente, a maioria dos afetados recupera-se em cerca de 7 dias.
4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
Quando a prevenção falha, é importante prover rápido acesso a tratamento adequado. McCunney (1992) cita
revisão de terapia que indica a inexistência de evidências convincentes em suporte para o uso de vitaminas A, B ou E,
ácido nicotínico, papaverina e outras substâncias. Felizmente, a maioria dos afetados recupera-se em cerca de 7 dias.
Sunday, July 26, 2015
Síndrome auditiva da explosão - Quadro clínico e diagnóstico
Síndrome auditiva da explosão - Quadro clínico e diagnóstico
3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
O trauma por deslocamento de ar manifesta-se por otalgia persistente e acentuada, ocasionalmente
sangramento no ouvido afetado e tinido. No trauma por arma de fogo há dor curta em pontada no ouvido, tinido
contínuo acentuado e surdez. Somente lesões por explosões causam achados otoscópicos anormais. Também a
audiometria mostra uma surdez neurossensorial ou mista. No trauma por arma de fogo, há uma incisura a 4.000 Hz ou
uma perda para os tons agudos e recrutamento positivo. O exame físico dos pacientes costuma ser normal, exceto nos
casos em que houve perfuração de membrana timpânica. Entre as complicações do trauma acústico incluem-se
perfuração persistente de membrana timpânica, déficit auditivo permanente e colesteatomas (McCunney, 1992).
Quanto ao prognóstico, as lesões traumáticas do ouvido médio geralmente têm recuperação sem
complicações ou podem ser revertidas por cirurgia. O prognóstico é bom. As lesões do ouvido interno são parcialmente
reversíveis, mas, em certos pacientes, há degeneração contínua das células sensórias e aumento secundário da
degeneração dos neurônios periféricos.
3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
O trauma por deslocamento de ar manifesta-se por otalgia persistente e acentuada, ocasionalmente
sangramento no ouvido afetado e tinido. No trauma por arma de fogo há dor curta em pontada no ouvido, tinido
contínuo acentuado e surdez. Somente lesões por explosões causam achados otoscópicos anormais. Também a
audiometria mostra uma surdez neurossensorial ou mista. No trauma por arma de fogo, há uma incisura a 4.000 Hz ou
uma perda para os tons agudos e recrutamento positivo. O exame físico dos pacientes costuma ser normal, exceto nos
casos em que houve perfuração de membrana timpânica. Entre as complicações do trauma acústico incluem-se
perfuração persistente de membrana timpânica, déficit auditivo permanente e colesteatomas (McCunney, 1992).
Quanto ao prognóstico, as lesões traumáticas do ouvido médio geralmente têm recuperação sem
complicações ou podem ser revertidas por cirurgia. O prognóstico é bom. As lesões do ouvido interno são parcialmente
reversíveis, mas, em certos pacientes, há degeneração contínua das células sensórias e aumento secundário da
degeneração dos neurônios periféricos.
Saturday, July 25, 2015
Síndrome auditiva da explosão - Epidemiologia e Fatores de risco
Síndrome auditiva da explosão - Epidemiologia e Fatores de risco
2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
Ruído excessivo produzido por explosões, tiros de arma de fogo, etc., em circunstâncias ocupacionais,
podem produzir trauma acústico, de modo repentino ou acumulado, enquadrado no Grupo I da Classificação de Schilling,
em que o trabalho ou a ocupação são causas necessárias.
2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
Ruído excessivo produzido por explosões, tiros de arma de fogo, etc., em circunstâncias ocupacionais,
podem produzir trauma acústico, de modo repentino ou acumulado, enquadrado no Grupo I da Classificação de Schilling,
em que o trabalho ou a ocupação são causas necessárias.
Friday, July 24, 2015
Síndrome devida ao deslocamento de ar de uma explosão - Definição da Doença
Síndrome devida ao deslocamento de ar de uma explosão - Definição da Doença
13.3.11 SÍNDROME DEVIDA AO DESLOCAMENTO DE AR DE UMA EXPLOSÃO CID-10 T70.8
1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
A síndrome devida ao deslocamento de ar de uma explosão corresponde ao trauma acústico (ver protocolo
13.3.5) acrescido dos efeitos mecânicos sobre a estrutura anatômica da orelha.
Tanto na explosão quanto no trauma por arma de fogo, a causa é, em parte, direta e mecânica, causada
por sangramento e, em parte, por efeito metabólico indireto sobre a microcirculação, causando lesão parcialmente
reversível nas células sensoriais do órgão de Corti. A gravidade e o local da lesão na cóclea dependem diretamente do
nível de energia acústica e de sua freqüência máxima. No trauma por explosão, muitas vezes, ocorrem rupturas da
membrana timpânica e outras lesões no ouvido médio.
13.3.11 SÍNDROME DEVIDA AO DESLOCAMENTO DE AR DE UMA EXPLOSÃO CID-10 T70.8
1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
A síndrome devida ao deslocamento de ar de uma explosão corresponde ao trauma acústico (ver protocolo
13.3.5) acrescido dos efeitos mecânicos sobre a estrutura anatômica da orelha.
Tanto na explosão quanto no trauma por arma de fogo, a causa é, em parte, direta e mecânica, causada
por sangramento e, em parte, por efeito metabólico indireto sobre a microcirculação, causando lesão parcialmente
reversível nas células sensoriais do órgão de Corti. A gravidade e o local da lesão na cóclea dependem diretamente do
nível de energia acústica e de sua freqüência máxima. No trauma por explosão, muitas vezes, ocorrem rupturas da
membrana timpânica e outras lesões no ouvido médio.
Thursday, July 23, 2015
Sinusite barotraumática - Tratamento
Sinusite barotraumática - Tratamento
4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
O tratamento indicado inclui:
- analgésicos e antiinflamatórios;
- agentes adrenérgicos tópicos e sistêmicos podem auxiliar no equilíbrio da pressão no ouvido médio e
seios da face, mas seu uso deve ser cuidadoso para evitar efeitos colaterais indesejáveis;
- interrupção temporária da exposição às variações de pressão até o total desaparecimento dos sintomas.
É possível o retorno ao trabalho, geralmente em 5 a 10 dias, desde que eliminadas as causas do problema.
4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
O tratamento indicado inclui:
- analgésicos e antiinflamatórios;
- agentes adrenérgicos tópicos e sistêmicos podem auxiliar no equilíbrio da pressão no ouvido médio e
seios da face, mas seu uso deve ser cuidadoso para evitar efeitos colaterais indesejáveis;
- interrupção temporária da exposição às variações de pressão até o total desaparecimento dos sintomas.
É possível o retorno ao trabalho, geralmente em 5 a 10 dias, desde que eliminadas as causas do problema.
Wednesday, July 22, 2015
Sinusite barotraumática - Quadro clínico e diagnóstico
Sinusite barotraumática - Quadro clínico e diagnóstico
3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
Caracteriza-se por dor contínua e de intensidade crescente na região frontal ou superciliar (cefaléia frontal),
que cessa ou alivia com a interrupção da compressão e sensação de peso na região frontal. Pode ocorrer eliminação
de secreção nasal serossanguinolenta ou até franca rinorragia. A dor pode irradiar-se, dando a sensação de problema
nos dentes superiores. Em casos mais graves, pode haver parestesia local e tonturas.
A investigação radiológica dos seios paranasais poderá mostrar resultados normais, inicialmente.
Posteriormente revelará espessamento da mucosa, nível hidroaéreo e total velamento.
É um problema típico da compressão ou descida no mergulho, ocorrendo, com freqüência, na fase inicial.
Eventualmente pode acontecer na descompressão ou subida, se houver cistos ou pólipos obstruindo o óstio por
mecanismo de válvula. Doenças crônicas, irritativas ou alérgicas, dos seios da face ou cavidade nasal podem predispor
ao desenvolvimento da sinusite barotraumática.
Ver também os protocolos Perfuração da membrana do tímpano (13.3.2), Barotrauma do ouvido interno,
Barotrauma do ouvido externo (em Otite barotraumática - 13.3.9).
3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
Caracteriza-se por dor contínua e de intensidade crescente na região frontal ou superciliar (cefaléia frontal),
que cessa ou alivia com a interrupção da compressão e sensação de peso na região frontal. Pode ocorrer eliminação
de secreção nasal serossanguinolenta ou até franca rinorragia. A dor pode irradiar-se, dando a sensação de problema
nos dentes superiores. Em casos mais graves, pode haver parestesia local e tonturas.
A investigação radiológica dos seios paranasais poderá mostrar resultados normais, inicialmente.
Posteriormente revelará espessamento da mucosa, nível hidroaéreo e total velamento.
É um problema típico da compressão ou descida no mergulho, ocorrendo, com freqüência, na fase inicial.
Eventualmente pode acontecer na descompressão ou subida, se houver cistos ou pólipos obstruindo o óstio por
mecanismo de válvula. Doenças crônicas, irritativas ou alérgicas, dos seios da face ou cavidade nasal podem predispor
ao desenvolvimento da sinusite barotraumática.
Ver também os protocolos Perfuração da membrana do tímpano (13.3.2), Barotrauma do ouvido interno,
Barotrauma do ouvido externo (em Otite barotraumática - 13.3.9).
Tuesday, July 21, 2015
Sinusite barotraumática - Epidemiologia e Fatores de risco
Sinusite barotraumática - Epidemiologia e Fatores de risco
2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
O trabalho sob condições hiperbáricas inclui o trabalho sob ar comprimido e trabalhos submersos. Entre
eles, destacam-se:
- mergulho civil (livre, raso, profundo);
- mergulho militar (convencional, operações militares táticas);
- construção civil: tubulão pneumático e túnel pressurizado;
- medicina: recompressão terapêutica e oxigenoterapia hiperbárica.
Em trabalhadores que exercem alguma das atividades acima identificadas, o diagnóstico de barotrauma
sinusal ou sinusite barotraumática relacionados ao trabalho pode ser enquadrado no Grupo I da Classificação de
Schilling, em que o trabalho desempenha o papel de causa necessária.
2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
O trabalho sob condições hiperbáricas inclui o trabalho sob ar comprimido e trabalhos submersos. Entre
eles, destacam-se:
- mergulho civil (livre, raso, profundo);
- mergulho militar (convencional, operações militares táticas);
- construção civil: tubulão pneumático e túnel pressurizado;
- medicina: recompressão terapêutica e oxigenoterapia hiperbárica.
Em trabalhadores que exercem alguma das atividades acima identificadas, o diagnóstico de barotrauma
sinusal ou sinusite barotraumática relacionados ao trabalho pode ser enquadrado no Grupo I da Classificação de
Schilling, em que o trabalho desempenha o papel de causa necessária.
Monday, July 20, 2015
Sinusite barotraumática - Definição da Doença
Sinusite barotraumática - Definição da Doença
13.3.10 SINUSITE BAROTRAUMÁTICA CID-10 T70.1
1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
Sinusite barotraumática ou barotrauma sinusal é uma das múltiplas expressões do barotrauma, decorrente
da diferença relativa de pressão entre o ar ambiental externo e o ar das cavidades aéreas internas, nesse caso, os
seios da face. Estes estão conectados à nasofaringe através dos óstios e canais sinusais, por onde habitualmente se
faz o equilíbrio pressórico. Ocorrendo a obstrução de um desses óstios ou canais, o seio facial correspondente transforma-
se em uma cavidade fechada, que não mais se equilibra com a pressão ambiente e os tecidos circunvizinhos. Estabelece-
se no seu interior uma pressão negativa, dando origem a um processo de edema e congestão da mucosa sinusal, com
formação de transudato e hemorragia.
13.3.10 SINUSITE BAROTRAUMÁTICA CID-10 T70.1
1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
Sinusite barotraumática ou barotrauma sinusal é uma das múltiplas expressões do barotrauma, decorrente
da diferença relativa de pressão entre o ar ambiental externo e o ar das cavidades aéreas internas, nesse caso, os
seios da face. Estes estão conectados à nasofaringe através dos óstios e canais sinusais, por onde habitualmente se
faz o equilíbrio pressórico. Ocorrendo a obstrução de um desses óstios ou canais, o seio facial correspondente transforma-
se em uma cavidade fechada, que não mais se equilibra com a pressão ambiente e os tecidos circunvizinhos. Estabelece-
se no seu interior uma pressão negativa, dando origem a um processo de edema e congestão da mucosa sinusal, com
formação de transudato e hemorragia.
Sunday, July 19, 2015
Otite barotraumática - Tratamento
Otite barotraumática - Tratamento
4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
Nos casos de barotrauma do ouvido interno, o tratamento ideal inclui:
- a prevenção do barotrauma de ouvido médio. A recompressão está contra-indicada nesses pacientes;
- repouso no leito com cabeceira elevada;
- avaliação otorrinolaringológica, neurológica, incluindo testes de função vestibular.
A indicação de timpanotomia é alvo de controvérsias.
Em relação ao barotrauma do ouvido externo, a melhor conduta é a prevenção. Recomenda-se:
- evitar o uso de tampões de ouvido;
- limpeza cuidadosa dos ouvidos, de modo a retirar acúmulos de cerúmen capazes de obstruir o canal
auditivo externo;
- medicação tópica, para acidificar os canais auditivos.
Uma vez instalado o barotrauma do ouvido externo, o tratamento é semelhante ao preconizado para o
barotrauma de ouvido médio. De acordo com a necessidade, deve-se proceder analgesia. O médico deve estar alerta
para a possibilidade de existência de perfuração de membrana timpânica, para os cuidados necessários na sua vigência,
presença de edema acentuado em canal auditivo e para o risco de osteomielite de osso temporal, particularmente em
imunodeprimidos. Esses pacientes devem ser rapidamente encaminhados para especialista.
Nos casos de doença descompressiva do ouvido interno, recomenda-se:
- pronta recompressão com retorno às mesmas condições de atmosfera gasosa existentes antes do
início da descompressão. Persistem discussões acerca do perfil ótimo de recompressão que deve
ser conduzida por profissionais experientes;
- Diazepan IM, indicado para aliviar sintomas, como vertigens, náuseas e vômitos;
- cuidadosa avaliação otológica logo após a terapia recompressiva e seguimento especializado por
pelo menos 3 anos.
4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
Nos casos de barotrauma do ouvido interno, o tratamento ideal inclui:
- a prevenção do barotrauma de ouvido médio. A recompressão está contra-indicada nesses pacientes;
- repouso no leito com cabeceira elevada;
- avaliação otorrinolaringológica, neurológica, incluindo testes de função vestibular.
A indicação de timpanotomia é alvo de controvérsias.
Em relação ao barotrauma do ouvido externo, a melhor conduta é a prevenção. Recomenda-se:
- evitar o uso de tampões de ouvido;
- limpeza cuidadosa dos ouvidos, de modo a retirar acúmulos de cerúmen capazes de obstruir o canal
auditivo externo;
- medicação tópica, para acidificar os canais auditivos.
Uma vez instalado o barotrauma do ouvido externo, o tratamento é semelhante ao preconizado para o
barotrauma de ouvido médio. De acordo com a necessidade, deve-se proceder analgesia. O médico deve estar alerta
para a possibilidade de existência de perfuração de membrana timpânica, para os cuidados necessários na sua vigência,
presença de edema acentuado em canal auditivo e para o risco de osteomielite de osso temporal, particularmente em
imunodeprimidos. Esses pacientes devem ser rapidamente encaminhados para especialista.
Nos casos de doença descompressiva do ouvido interno, recomenda-se:
- pronta recompressão com retorno às mesmas condições de atmosfera gasosa existentes antes do
início da descompressão. Persistem discussões acerca do perfil ótimo de recompressão que deve
ser conduzida por profissionais experientes;
- Diazepan IM, indicado para aliviar sintomas, como vertigens, náuseas e vômitos;
- cuidadosa avaliação otológica logo após a terapia recompressiva e seguimento especializado por
pelo menos 3 anos.
Saturday, July 18, 2015
Otite barotraumática - Quadro clínico e diagnóstico
Otite barotraumática - Quadro clínico e diagnóstico
3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
No barotrauma do ouvido externo manifestam-se os mesmos fenômenos descritos para o barotrauma do
ouvido médio, com a diferença que o abaulamento da membrana timpânica dá-se no sentido inverso, ou seja, do
interior para o exterior da caixa do tímpano. Ocorrem, ainda, lesões mais ou menos graves no conduto auditivo externo,
como edema e sufusões hemorrágicas, podendo evoluir para exsudação capilar e ruptura com franca hemorragia. Se
a membrana timpânica for solicitada além de seu limite de elasticidade, pode ocorrer sua ruptura, com as conseqüências
já mencionadas.
Se a trompa de Eustáquio estiver ocluída durante a evolução do barotrauma do ouvido externo, haverá
uma situação de baixa pressão tanto no ouvido médio quanto no ouvido externo, em relação ao meio ambiente e
tecidos circunjacentes. A membrana timpânica não sofrerá distensão, porém os efeitos de sucção se farão sentir
também no ouvido médio, originando edema e hemorragia no ouvido médio, sem lesão na membrana do tímpano.
Do ponto de vista diagnóstico, embora o sintoma principal seja dor localizada no ouvido afetado, pode estar
ausente com maior freqüência que no barotrauma do ouvido médio. Na otoscopia, observa-se a presença de edema do
meato acústico, bolhas e sufusões hemorrágicas, além de variados graus de alteração timpânica.
O barotrauma do ouvido interno também é uma das expressões do barotrauma e consiste no conjunto de
alterações decorrentes da ruptura da membrana da janela redonda (mais freqüente) e/ou da janela oval, levando à
fístula perilinfática. Normalmente está associada ao barotrauma do ouvido médio, com a característica dificuldade de
equalização da pressão. Além da pressão intralabiríntica estar relativamente aumentada em relação ao ouvido médio
não-equalizado, a manobra de Valsalva forçada acentua esse diferencial, que pode levar à ruptura das delicadas
membranas do ouvido interno. Caso a manobra de Valsalva forçada acabe por permitir uma entrada abrupta de ar no
ouvido médio, a mobilização da membrana timpânica e da cadeia ossicular pode causar uma subluxação do estribo,
forçando a janela oval e provocando uma fístula.
O caso típico apresenta história de dificuldade de equilibrar pressões e diminuição súbita e progressiva da
audição, zumbido e vertigem. Essas lesões podem tornar-se permanentes. Nesse caso, a atividade hiperbárica deverá
ser contra-indicada definitivamente.
Ver também os protocolos Barotrauma do ouvido médio (13.3.1), Perfuração da membrana do tímpano
(13.3.2) e Sinusite barotraumática (13.3.10).
3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
No barotrauma do ouvido externo manifestam-se os mesmos fenômenos descritos para o barotrauma do
ouvido médio, com a diferença que o abaulamento da membrana timpânica dá-se no sentido inverso, ou seja, do
interior para o exterior da caixa do tímpano. Ocorrem, ainda, lesões mais ou menos graves no conduto auditivo externo,
como edema e sufusões hemorrágicas, podendo evoluir para exsudação capilar e ruptura com franca hemorragia. Se
a membrana timpânica for solicitada além de seu limite de elasticidade, pode ocorrer sua ruptura, com as conseqüências
já mencionadas.
Se a trompa de Eustáquio estiver ocluída durante a evolução do barotrauma do ouvido externo, haverá
uma situação de baixa pressão tanto no ouvido médio quanto no ouvido externo, em relação ao meio ambiente e
tecidos circunjacentes. A membrana timpânica não sofrerá distensão, porém os efeitos de sucção se farão sentir
também no ouvido médio, originando edema e hemorragia no ouvido médio, sem lesão na membrana do tímpano.
Do ponto de vista diagnóstico, embora o sintoma principal seja dor localizada no ouvido afetado, pode estar
ausente com maior freqüência que no barotrauma do ouvido médio. Na otoscopia, observa-se a presença de edema do
meato acústico, bolhas e sufusões hemorrágicas, além de variados graus de alteração timpânica.
O barotrauma do ouvido interno também é uma das expressões do barotrauma e consiste no conjunto de
alterações decorrentes da ruptura da membrana da janela redonda (mais freqüente) e/ou da janela oval, levando à
fístula perilinfática. Normalmente está associada ao barotrauma do ouvido médio, com a característica dificuldade de
equalização da pressão. Além da pressão intralabiríntica estar relativamente aumentada em relação ao ouvido médio
não-equalizado, a manobra de Valsalva forçada acentua esse diferencial, que pode levar à ruptura das delicadas
membranas do ouvido interno. Caso a manobra de Valsalva forçada acabe por permitir uma entrada abrupta de ar no
ouvido médio, a mobilização da membrana timpânica e da cadeia ossicular pode causar uma subluxação do estribo,
forçando a janela oval e provocando uma fístula.
O caso típico apresenta história de dificuldade de equilibrar pressões e diminuição súbita e progressiva da
audição, zumbido e vertigem. Essas lesões podem tornar-se permanentes. Nesse caso, a atividade hiperbárica deverá
ser contra-indicada definitivamente.
Ver também os protocolos Barotrauma do ouvido médio (13.3.1), Perfuração da membrana do tímpano
(13.3.2) e Sinusite barotraumática (13.3.10).
Friday, July 17, 2015
Otite barotraumática - Epidemiologia e Fatores de risco
Otite barotraumática - Epidemiologia e Fatores de risco
2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
O trabalho sob condições hiperbáricas inclui o trabalho sob ar comprimido e trabalhos submersos. Entre
eles, destacam-se:
- mergulho civil (livre, raso, profundo);
- mergulho militar (convencional, operações militares táticas);
- construção civil: tubulão pneumático e túnel pressurizado;
- medicina: recompressão terapêutica e oxigenoterapia hiperbárica.
Em trabalhadores que exercem alguma das atividades identificadas neste manual, o diagnóstico de
barotrauma do ouvido externo, barotrauma do ouvido interno ou otite barotraumática relacionados ao trabalho pode ser
enquadrado no Grupo I da Classificação de Schilling, em que o trabalho desempenha o papel de causa necessária.
2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
O trabalho sob condições hiperbáricas inclui o trabalho sob ar comprimido e trabalhos submersos. Entre
eles, destacam-se:
- mergulho civil (livre, raso, profundo);
- mergulho militar (convencional, operações militares táticas);
- construção civil: tubulão pneumático e túnel pressurizado;
- medicina: recompressão terapêutica e oxigenoterapia hiperbárica.
Em trabalhadores que exercem alguma das atividades identificadas neste manual, o diagnóstico de
barotrauma do ouvido externo, barotrauma do ouvido interno ou otite barotraumática relacionados ao trabalho pode ser
enquadrado no Grupo I da Classificação de Schilling, em que o trabalho desempenha o papel de causa necessária.
Thursday, July 16, 2015
Otite barotraumática - Definição da Doença
Otite barotraumática - Definição da Doença
13.3.9 OTITE BAROTRAUMÁTICA CID-10 T70.0
1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
O barotrauma do ouvido externo é uma das expressões do barotrauma. Consiste no conjunto de alterações
decorrentes da obstrução do conduto auditivo externo, por cerúmen ou por tampões auriculares em ambientes
hiperbáricos (indevidamente utilizados pelo mergulhador para impedir contato do ouvido diretamente com a água).
Cria-se no interior do conduto auditivo um compartimento estanque, cuja pressão torna-se menor que a do ambiente e
a do ouvido médio equilibrado com a faringe, através da trompa de Eustáquio permeável.
O barotrauma de ouvido interno ocorre durante a fase de compressão ou de descida, no caso dos
mergulhadores. A doença descompressiva do ouvido interno, conforme o próprio nome indica, ocorre no início, durante
ou logo após a fase de descompressão do trabalhador.
13.3.9 OTITE BAROTRAUMÁTICA CID-10 T70.0
1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
O barotrauma do ouvido externo é uma das expressões do barotrauma. Consiste no conjunto de alterações
decorrentes da obstrução do conduto auditivo externo, por cerúmen ou por tampões auriculares em ambientes
hiperbáricos (indevidamente utilizados pelo mergulhador para impedir contato do ouvido diretamente com a água).
Cria-se no interior do conduto auditivo um compartimento estanque, cuja pressão torna-se menor que a do ambiente e
a do ouvido médio equilibrado com a faringe, através da trompa de Eustáquio permeável.
O barotrauma de ouvido interno ocorre durante a fase de compressão ou de descida, no caso dos
mergulhadores. A doença descompressiva do ouvido interno, conforme o próprio nome indica, ocorre no início, durante
ou logo após a fase de descompressão do trabalhador.
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