Thursday, March 31, 2016

Queimadura solar - Tratamento

Queimadura solar - Tratamento

4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
O tratamento é feito com o uso de compressas frias ou pasta d’água, cremes de corticóides de baixa
potência, ingestão aumentada de água e outros líquidos, podendo ser indicados analgésicos e antitérmicos.


Wednesday, March 30, 2016

Queimadura solar - Quadro clínico e diagnóstico

Queimadura solar - Quadro clínico e diagnóstico

3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
O eritema inicia-se após um período de latência de 2 a 7 horas, com uma intensidade máxima por volta de
12 a 24 horas, persistindo por horas ou dias, dependendo da intensidade da radiação e do tipo de pele do trabalhador.
Os quadros mais graves podem cursar com vesiculação e formação de bolhas, com resolução mais demorada e maior
risco de infecção secundária.
O diagnóstico baseia-se no quadro clínico e na história de exposição a dose intensa de radiação solar.


Tuesday, March 29, 2016

Queimadura solar - Epidemiologia e Fatores de risco

Queimadura solar - Epidemiologia e Fatores de risco

2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
Entre as atividades que expõem os trabalhadores à luz solar, durante a jornada de trabalho, destacam-se:
agricultura, pesca, construção civil, venda, ambulantes, jardinagem e, entre outras, mineração. Apesar do grande
número de trabalhadores expostos à luz solar, os quadros clínicos são crônicos, sendo raros os quadros agudos
resultantes de uma dose única e intensa de radiação solar. Trabalhadores de pele clara são os mais sensíveis.
A queimadura solar relacionada ao trabalho deve ser enquadrada no Grupo I da Classificação de Schilling,
em que o trabalho é considerado causa necessária.


Monday, March 28, 2016

Queimadura solar - Definição da Doença

Queimadura solar - Definição da Doença

17.3.5 QUEIMADURA SOLAR CID-10 L55.-

1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
Queimadura ou eritema solar é uma reação aguda, caracterizada por formação de eritema, edema e dor e,
nos casos mais graves, por vesiculação e formação de bolhas, após exposição da pele a uma dose intensa de radiação
solar.


Sunday, March 27, 2016

Urticária de contato - Prevenção - higiene pessoal

Urticária de contato - Prevenção - higiene pessoal

Entre os cuidados e facilidades para higiene pessoal a serem garantidos aos trabalhadores, estão:
- existência e acesso fácil à água corrente, quente e fria, em abundância, com chuveiros, torneiras,
toalhas e agentes de limpeza apropriados;
- chuveiros de emergência devem estar disponíveis em ambientes onde são utilizadas substâncias
químicas corrosivas. Podem ser necessários banhos por mais de uma vez por turno e troca do vestuário
em caso de respingos e contato direto com essas substâncias;
- utilização de sabões ou sabonetes neutros ou os mais leves possíveis;
- disponibilidade de limpadores/toalhas de mão para limpeza sem água para óleos, graxas e sujeiras
aderentes. Não utilizar solventes, como querosene, gasolina ou thinner, para limpeza da pele;
- uso de creme hidratante nas mãos, especialmente se necessário lavá-las com freqüência;
- uso de roupas protetoras para bloquear o contato da substância com a pele. Os uniformes e aventais
devem estar limpos, lavados e trocados diariamente. A roupa deve ser escolhida de acordo com o local
da pele que necessita de proteção e com o tipo de substância química envolvida, incluindo: luvas de
diferentes comprimentos, sapatos e botas, aventais e macacões, de materiais diversos, como plástico,
borracha natural ou sintética, fibra de vidro, metal ou combinação de materiais. Capacetes, bonés,
gorros, óculos de segurança e proteção respiratória também podem ser necessários;
- o vestuário contaminado deve ser lavado na própria empresa, com os cuidados apropriados. Em caso
de contratação de empresa especializada para essa lavagem, devem ser tomadas as medidas de
proteção adequadas ao tipo de substância, também, para esses trabalhadores.

Recomenda-se a verificação da adequação e adoção, pelo empregador, das medidas de controle dos
fatores de risco ocupacionais e de promoção da saúde identificadas no PPRA (NR 9) e no PCMSO (NR 7), além de
outros regulamentos – sanitários e ambientais – existentes nos estados e municípios.
A NR 15 define os LT das concentrações de várias substâncias químicas e outros fatores de risco presentes
nos ambientes de trabalho. Entretanto, esses limites devem ser comparados com aqueles adotados por outros países
e revisados periodicamente à luz do conhecimento e de evidências atualizadas, observando-se que, mesmo quando
estritamente obedecidos, não impedem o surgimento de danos para a saúde.
O exame médico periódico objetiva a identificação de sinais e sintomas para a detecção precoce da doença.
Consta de avaliação clínica, que inclui exame dermatológico cuidadoso e exames complementares de acordo com a
exposição ocupacional e a orientação do trabalhador.


Saturday, March 26, 2016

Quadro 27 - Urticárias e agentes causadores

Quadro 27 - Urticárias e agentes causadores

Quadro XXVII
Doenças:
Agentes

Urticária alérgica (L50.0):
Exposição ocupacional a agrotóxicos e outros produtos químicos especificados

Urticária devida a frio e a calor (L50.2):
Exposição ocupacional ao frio e ao calor

Urticária de contato (L50.6):
Exposição ocupacional a agentes químicos, físicos e biológicos, especificados, que afetam a pele

DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO



Friday, March 25, 2016

Urticária de contato - Prevenção - vigilância dos ambientes

Urticária de contato - Prevenção - vigilância dos ambientes

5 PREVENÇÃO
A prevenção da urticária relacionada ao trabalho baseia-se na vigilância dos ambientes, das condições de
trabalho e dos efeitos ou danos à saúde, conforme descrito na introdução deste capítulo.
O controle ambiental dos fatores de risco envolvidos na determinação da doença pode reduzir sua incidência
nos grupos ocupacionais de risco, por meio da eliminação ou da redução da exposição ou controle, como nos casos
secundários à exposição ao calor e ao frio. Para alguns grupos de trabalhadores pode ser recomendável a utilização de
cremes repelentes de insetos.
A manipulação, preparo e aplicação de agrotóxicos devem ser feitas por pessoas treinadas, observando as
normas de segurança, cuidados especiais com os equipamentos de aplicação e o uso de roupas protetoras. Deve-se
buscar substituir os produtos por outros com menor grau de toxicidade.
A produção, transporte, uso, comércio, aplicação e disposição de embalagens (lixo tóxico) de agrotóxicos
devem obedecer as normas estabelecidas na Lei Federal n.º 7.802/89 e nos regulamentos específicos dos estados e
municípios. Observar também o disposto nas NRR, da Portaria/MTb n.º 3.067/1988.

Thursday, March 24, 2016

Urticária de contato - Tratamento

Urticária de contato - Tratamento

4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
A terapia depende da gravidade do quadro. Alguns casos podem ser controlados pelo uso de anti-
histamínicos. Em outros há necessidade de associar corticóides. Nos casos graves que cursam com edema de laringe
e da glote, broncoespasmo, náuseas, vômitos e hipotensão está indicada a administração de adrenalina por via
subcutânea ou mesmo intravenosa.


Wednesday, March 23, 2016

Urticária de contato - Quadro clínico e diagnóstico

Urticária de contato - Quadro clínico e diagnóstico

3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
As urticárias podem variar de milímetros a centímetros ou formar placas extensas. Pode ocorrer um
esmaecimento central nas lesões e formação de contornos circulares, arcados ou serpiginosos. Existe uma forma
grave denominada edema angioneurótico ou edema de Quincke ou urticária gigante, que acomete mais freqüentemente
extremidades, pálpebras, lábios, língua e laringe, podendo ser letal se não tratada precocemente.
A urticária devida ao calor e ao frio caracteriza-se por aparecimento de urticas alguns minutos após a
aplicação direta de objeto quente ou aquecimento do ambiente ou exposição ao frio.
O aspecto papular, o prurido e a duração fugaz das lesões permitem facilmente definir o diagnóstico de
urticária. Os casos de urticária devida ao calor e ao frio podem ser confirmados colocando-se um tubo de ensaio com
água aquecida (de 38º a 42º) ou gelo, respectivamente, sobre a pele, aparecendo as urticas em alguns minutos.


Tuesday, March 22, 2016

Urticária de contato - Epidemiologia e Fatores de risco

Urticária de contato - Epidemiologia e Fatores de risco

2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
A identificação do agente causal pode ser extremamente difícil, principalmente nos casos crônicos em que até
70% são de origem obscura, podendo ser devido à exposição ocupacional. A urticária relacionada ao trabalho pode ser
enquadrada nos Grupos I ou III da Classificação de Schilling. O trabalho pode desempenhar o papel de causa necessária,
em trabalhadores normais (Grupo I), ou atuar como desencadeador ou agravante, em trabalhadores hipersensíveis ou
alérgicos aos mesmos agentes químicos ou físicos (Grupo III).
O Quadro XXVII mostra os principais tipos de urticária e seus respectivos agentes.


Monday, March 21, 2016

Urticária de contato - Definição da Doença

Urticária de contato - Definição da Doença

17.3.4 URTICÁRIA DE CONTATO CID-10 L50.6

1 DEFINIÇÃO DA DOENÇA – DESCRIÇÃO
Urticária é a erupção caracterizada pelo aparecimento de urticas, que são pápulas edematosas de contorno
irregular, duração efêmera e extremamente pruriginosas. As pápulas podem confluir, formando extensas placas. A
lesão é uma reação alérgica que ocorre em conseqüência da liberação de histamina dos mastócitos localizados em
torno dos vasos da derme, em resposta à presença de um agente químico ou físico, como inalante ou por contato.
Urticária de contato é o termo utilizado genericamente para designar a dermatose causada por agentes
não-traumáticos e que se desenvolve pelo contato direto destes com a pele íntegra, podendo ser alérgica ou não. A
urticária alérgica ou de contato é um quadro de hipersensibilidade individual e sua prevalência é difícil de determinar. A
urticária devida ao calor é muito rara.

Sunday, March 20, 2016

Dermatite de Contato - Prevenção

Dermatite de Contato - Prevenção

5 PREVENÇÃO
Baseia-se na vigilância da saúde do trabalhador descrita na introdução deste capítulo. Entre as facilidades
e cuidados para higiene pessoal a serem providos aos trabalhadores, estão:
- existência e acesso fácil à água corrente, quente e fria, em abundância, com chuveiros, torneiras, toalhas
e agentes de limpeza apropriados. Chuveiros de emergência devem estar disponíveis em ambientes
onde são utilizadas substâncias químicas corrosivas. Podem ser necessários banhos por mais de uma
vez por turno e troca do vestuário em caso de respingos e contato direto com essas substâncias;
- utilização de sabões ou sabonetes neutros ou os mais leves possíveis;
- disponibilidade de limpadores/toalhas de mão para limpeza sem água para óleos, graxas e sujeiras
aderentes. Não utilizar solventes, como querosene, gasolina ou thinner, para limpeza da pele;
- uso de creme hidratante nas mãos, especialmente se necessário lavá-las com freqüência;
- uso de roupas protetoras para bloquear o contato da substância com a pele. Os uniformes e aventais
devem estar limpos, lavados e trocados diariamente. A roupa deve ser escolhida de acordo com o local
da pele que necessita de proteção e com o tipo de substância química envolvida, incluindo luvas de
diferentes comprimentos, sapatos e botas, aventais e macacões, de materiais diversos, como plástico,
borracha natural ou sintética, fibra de vidro, metal ou combinação de materiais. Capacetes, bonés,
gorros, óculos de segurança e proteção respiratória também podem ser necessários;
- o vestuário contaminado deve ser lavado na própria empresa, com os cuidados apropriados. Em caso
de contratação de empresa especializada para essa lavagem, devem ser tomadas as medidas de
proteção adequadas ao tipo de substância também para esses trabalhadores.

A eliminação ou redução da exposição aos fatores de risco de natureza ocupacional a concentrações
próximas de zero ou dentro dos limites considerados seguros, podem ser conseguidas por meio de medidas de controle
ambiental, que incluem:
- enclausuramento de processos e isolamento de setores de trabalho;
- uso de sistemas hermeticamente fechados, na indústria, ou prover máquinas e equipamentos de
anteparos para evitar que respingos de óleos de corte atinjam a pele dos trabalhadores;
- adoção de normas de higiene e segurança rigorosas com sistemas de ventilação exaustora adequados
e eficientes;
- monitoramento ambiental sistemático;
- mudanças na organização do trabalho que permitam diminuir o número de trabalhadores expostos e o
tempo de exposição;
- fornecimento, pelo empregador, de EPI adequados, em bom estado de conservação, nos casos indicados,
de modo complementar às medidas de proteção coletiva.

Recomenda-se a verificação da adequação e adoção, pelo empregador, das medidas de controle dos
fatores de risco ocupacionais e de promoção da saúde identificadas no PPRA (NR 9) e no PCMSO (NR 7), além de
outros regulamentos – sanitários e ambientais – existentes nos estados e municípios. O Anexo n.º 11 da NR 15 (Portaria/
MTb n.º 12/1983) estabelece os LT para algumas substâncias químicas no ar ambiente, para jornadas de até 48 horas
semanais, entre elas algumas potencialmente causadoras de dermatites de contato. Esses limites devem ser comparados
com aqueles adotados por outros países e revisados periodicamente à luz do conhecimento e de evidências atualizadas,
observando-se que, mesmo quando estritamente obedecidos, não impedem o surgimento de danos para a saúde.

O exame médico periódico objetiva a identificação de sinais e sintomas para a detecção precoce da doença.
Consta de avaliação clínica, que inclui exame dermatológico cuidadoso e exames complementares de acordo com a
exposição ocupacional e orientação do trabalhador.


Saturday, March 19, 2016

Dermatite de Contato - Tratamento

Dermatite de Contato - Tratamento

4 TRATAMENTO E OUTRAS CONDUTAS
O tratamento é feito com cuidados higiênicos locais para prevenir a infecção secundária e o uso sintomático
de anti-histamínicos. Cremes de corticóides também podem ser usados (ver tratamento das dermatites alérgicas de
contato).


Friday, March 18, 2016

Dermatite de Contato - Quadro clínico e diagnóstico

Dermatite de Contato - Quadro clínico e diagnóstico

3 QUADRO CLÍNICO E DIAGNÓSTICO
O quadro clínico varia de acordo com o irritante, podendo aparecer sob a forma de dermatites indistingüíveis
das dermatites de contato alérgicas agudas, até ulcerações vermelhas profundas, nas queimaduras químicas. A dermatite
irritativa cumulativa é mais freqüente que a aguda ou acidental. Agressões repetidas, por irritantes de baixo grau,
ocorrem ao longo do tempo. Nesses casos, a secura da pele e o aparecimento de fissuras são, freqüentemente, os
primeiros sinais, que evoluem para eritema, descamação, pápulas, vesículas e espessamento gradual da pele.
As dermatites de contato irritativas podem ser facilmente diagnosticadas pelas histórias clínica e ocupacional
e, com freqüência, ocorrem como acidentes.
Os testes epicutâneos ou patch test não estão indicados para o diagnóstico
de dermatites irritativas. Eventualmente, as mesmas substâncias irritativas, mas em concentrações muito mais baixas,
poderão ser testadas para fins de esclarecimento etiológico das dermatites de contato alérgicas. O diagnóstico diferencial
deve ser feito com os quadros de dermatites de contato alérgicas, psoríase, herpes simples e herpes zoster, reações
idiopáticas vesiculares pela presença do Trichophyton nos pés (micides), eczema numular e reações cutâneas a drogas,
entre outras doenças.


Thursday, March 17, 2016

Quadro 26 - Dermatites de contato por irritantes e seus respectivos agentes.

Quadro 26 - Dermatites de contato por irritantes e seus respectivos agentes.

Quadro XXVI
Doenças:
Agentes

Dermatite de Contato por Irritantes devida a Detergentes (L24.0):
Detergentes, em exposição ocupacional.

Dermatite de Contato por Irritantes devida a Óleos e Gorduras (L24.1):
Óleos e gorduras em exposição ocupacional.

Dermatite de Contato por Irritantes devida a Solventes:
Cetonas, Ciclohexano, Compostos de Cloro, Ésteres,
Glicol, Hidrocarbonetos (L24.2):
Benzeno.
Hidrocarbonetos aromáticos ou alifáticos ou seus derivados
halogenados tóxicos.
Outros solventes ou misturas de solventes especificados.
Obs: todo contato com solventes orgânicos, hidrocarbonetos alifáticos ou
aromáticos ou halogenados, cetonas, éteres, ésteres, álcoois, em forma de
misturas ou pura, é agressivo para a pele.


Dermatite de Contato por Irritantes devida a Cosméticos (L24.3):
Cosméticos, em exposição ocupacional.

Dermatite de Contato por Irritantes devida a Drogas em contato com a pele (L24.4):
Drogas em exposição ocupacional.

Dermatite de Contato por Irritantes devida a outros produtos químicos: Arsênio, Berílio,
Bromo, Cromo, Cimento, Flúor, Fósforo, Inseticidas (L24.5):
Arsênio e seus compostos arsenicais.
Berílio e seus compostos tóxicos.
Bromo.
Cromo e seus compostos tóxicos.
Flúor e seus compostos tóxicos.
Fósforo.

Dermatite de Contato por Irritantes devida a Alimentos em contato com a pele (L24.6):
Alimentos em exposição ocupacional.

Dermatite de Contato por Irritantes devida a Plantas, exceto alimentos (L24.7):
Plantas, em exposição ocupacional.

Dermatite de Contato por Irritantes devida a Outros Agentes Químicos: Corantes (L24.8):
Agentes químicos não-especificados em outras rubricas, em exposição ocupacional.


Wednesday, March 16, 2016

Dermatites de contato por irritantes - Epidemiologia e Fatores de risco

Dermatites de contato por irritantes - Epidemiologia e Fatores de risco

2 EPIDEMIOLOGIA – FATORES DE RISCO DE NATUREZA OCUPACIONAL CONHECIDOS
As dermatites de contato são as dermatoses ocupacionais mais freqüentes. Estima-se que, juntas, as
dermatites alérgicas de contato e as dermatites de contato por irritantes respondam por cerca de 90% dos casos de
dermatoses ocupacionais. As dermatites de contato por irritantes são mais freqüentes que as dermatites alérgicas.
Estudos epidemiológicos realizados em distintos países mostram taxas de incidência entre 2 a 6 casos em cada dez
mil trabalhadores/ano, o que significa que as dermatites de contato irritativas são, provavelmente, as doenças profissionais
mais freqüentes.
Entre os agentes causais destacam-se ácidos e álcalis fortes que, dependendo da concentração e do
tempo de exposição, também produzem queimaduras químicas por sabões e detergentes. As dermatites de contato
por irritantes relacionadas ao trabalho devem ser enquadradas no Grupo I da Classificação de Schilling, em que o
trabalho é considerado causa necessária.
O Quadro XXVI mostra as principais dermatites de contato por irritantes e seus
respectivos agentes.